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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PromoPlanners quer saber - 2010 - RESULTADOS

Durante essas duas últimas semanas, perguntamos a vocês leitores do blog quais eram as agências que vocês gostariam de trabalhar e quem eram os profissionais que vocês mais adimiravam em nosso mercado.

Apesar de não ter valor de pesquisa, podemos ver algumas mudanças em relação ao ano passado:

2009


2010








A Bullet, em nossa enquete, mais uma vez foi a agência preferida de vocês leitores. Porém, diferentemente do ano passado, a vitória não foi tão esmagadora.

Os principais motivos para escolherem a Bullet foram:

"Qualidade criativa" (trabalha em empresa, homem, 26 a 30 anos)

"Pelas ações inovadoras que faz" (trabalha em agência, mulher, 26 a 30 anos)

"Estratégia e criatividade estão presentes no DNA da empresa e nos resultados proporcionados aos clientes." (trabalha em empresa, homem, 26 a 30 anos)


Esse ano fizemos uma pergunta que não existiu na pesquisa do ano passado. Será que assim como na propaganda, existem ícones em nosso mercado?



Os principais motivos para escolherem o Aldo Pini foram:

"Por ter carisma, uma ótima cabeça e não ter medo de fazer na prática" (trabalha em empresa, mulher, 26 a 30 anos)

"Um excelente profissional, fora da média e que inspira as pessoas a seu redor." (trabalha em agência, homem, 26 a 30 anos)

"Nunca trabalhei com ele, mas ouço falarem MUITÍSSIMO bem do trabalho e da pessoa há tempos. Admiro a forma como ele conseguiu levar o olhar estratégico do ATL para dentro do BTL, valorizando o departamento em uma agência até então sem cultura de planejamento." (trabalho em agência, mulher, 26 a 30 anos)

Apesar da grande quantidade de votos para o Aldo e o Neto, vemos que uma grande parcela das pessoas não soube responder. Isso pode significar uma oportunidade a ser explorada pelos profissionais que conseguirem a atenção e inspiração daqueles que estão no mercado seja em empresa ou agência.

E aí? gostaram da pesquisa? Comentem!

UPDATE1: Abaixo, segue o gráfico das agências, com todas as agências citadas, segundo a sugestão do Felipe nos comentários.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PromoPlanners quer saber - 2010

Ano passado fizemos uma modesta pesquisa aqui no nosso blog. Queríamos conhecer um pouco do que vocês leitores do Promo Planners pensam.

Esse ano vamos repetir a pesquisa e precisamos da sua participação para termos resultados expressivos.

A pesquisa é bem simples, tem 6 perguntas que não vão tomar mais do que 5 minutos e você poderá responder até dia 30/10.

Assim que tivermos os resultados, divulgaremos para vocês.

UPDATE: A PESQUISA FOI ENCERRADA. QUARTA-FEIRA, DIA 03 DIVULGAREMOS O RESULTADO.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Breakonsumers - Documentário sobre a nova Classe C

O Brasil vem vivendo nos últimos anos uma revolução socioeconômica gerada pelo crescimento econômico, o que está transformando a vida de milhões de brasileiros: são pessoas que estão ascendendo socialmente, que possuem novas aspirações e valores.

A Limo Inc., criou um documentário chamado Breakonsumers em 2008 e que pode ser visto nos quatro vídeos abaixo.




Foram feitas 30 entrevistas etnográficas e ouvidos 2.016 integrantes das classes A, B e C em Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Na classe C, 81% dos entrevistados dizem ter tido mais oportunidades na vida do que os pais. Com isso, é identificado um momento de novos paradigmas para essas pessoas, que agora possuem oportunidades de crescimento e a mudança de valores, como a valorização da educação e o aumento da exigência por bons serviços e produtos.

O estudo também fez uma segmentação psicográfica, traçando três perfis atitudinais: os estáveis, os emergentes e os engajados. Cada um deles tem visões de vida e padrões de comportamento diferenciados. Os estáveis, por exemplo, querem a manutenção do status quo já atingindo e raramente buscam desafios maiores na vida, enquanto os emergentes são mais insatisfeitos com sua posição na sociedade e almejam aproveitar o momento emergente do Brasil para crescer também.

Como resultado disso, aumenta a importância das empresas se aproximarem destes consumidores e investir cada vez mais em conteúdo, não apenas como uma nova forma de comunicação, mas principalmente como um modo relevante de participar da vida destas pessoas.

Parabéns para toda a equipe da Limo Inc., para Laura Chiavone e Ana Paula Kuroki que foram responsáveis pelo projeto.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PromoPlanners quer saber - Resultado

Demorou, mas chegou!

Com 15 dias de atraso, estou divulgando aqui o resultado da pesquisa. O site que estava hospedado deu um pau enorme e eu consegui resgatar a prévia.

Marinheiro de primeira viagem, sabe como é, né?!

Mas aqui abaixo encontram-se as agências votadas na nossa pequena enquete. Não tem valor de pesquisa, mas deu para ver a enorme diferença da Bullet em relação às outras agências. Clique na imagem




Outra coisa bacana também foi ver no campo "Outros" aparecer a Santa Clara, que se mostrou uma agência desejada tanto na pesquisa do Brainstorm #9, como aqui.

Pincei aqui também uns comentários que vocês escreveram justificando os votos na Bullet:

“Um diretor de criação respeitado.”

“Lembrança de marca. Por algum motivo, os cases da Bullet são os que primeiro me vem à cabeça.”

“Por ser uma empresa pioneira no formato de ativação e pela aparente liberdade de criação presente em suas ações.”

“Um toque a mais de criatividade que as outras.”

“Acho que a criatividade e a liberdade de idéias.”

“Não conheço todas, mas acredito que a cultura da Bullet e da sua diretoria é a que mais se enquadra no meu perfil.”

“A Bullet é claramente uma agência voltada para a criação que, penso, dê mais valor às novas idéias e se esforce em realizá-las.”

“Profissionais inspiradores.”

“Podbility”

“Uma agência estruturada sem perder em criatividade e ousadia.”

E aí? Todos concordam com isso? Vamos usar o espaço para discutir um pouco mais, que tal?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

82,8% dos Twitteiros, são solteiros.

Peaquisa realizada pela área de presença digital da Bullet revelou o perfil do twitteiro brazuca.
Veja aqui a apresentacão completa.

Excelente material.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Promo Planners quer saber

O Brainstorm#9 fez nos dois últimos anos uma pesquisa simples, mas muito bacana que perguntava: Em qual agência brasileira você gostaria de trabalhar?

O resultado é muito bacana, mas pouco podemos ver sobre as agências especializadas, ou de BTL, ou qualquer nome que você queira chamar.

Inspirado nessa iniciativa do Merigo, criei uma pesquisa focada no nosso business. É rápido, são só 3 perguntas e você não vai perder nem 5 minutos respondendo. Ela vai ficar válida até segunda que vem, dia 1º de junho.

Assim que tiver os resultados, divulgo aqui no blog. Clique na imagem abaixo e responda!

UPDATE: No final das 3 perguntas não precisa se cadastrar no site. Só não consegui fazer uma tela de agradecimento. Se alguém tiver outra indicação de site para fazer essas pesquisas, deixe nos comentários desse post.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Planner Survey: Ainda dá tempo!

O Gontijo já postou aqui sobre o 5º Planner Survey. Hoje o Daniel De Tomazo escreveu lá no GP um novo post dizendo que a participação brasileira vai muito bem. Quase 130 brasileiros já responderam a pesquisa sem ganhar nada com isso.

Eu fui um deles. E você? Já respondeu? Se a resposta for não, vá lá! Ainda dá tempo! E quem sabe não teremos um capítulo brasileiro dessa pesquisa.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eu, robô?

Parafraseando William Shakespeare, posso dizer que há mais mistérios entre o consciente e o inconsciente do que sonha nossa vã psicologia.

O dr. Drauzio Varella, no artigo “A intuição da minha avó” (Folha Ilustrada de 22 de novembro), chama nossa atenção para o fato de temos na mente mecanismos adaptativos inconscientes que nos permitem tomar decisões rápidas, enquanto nosso cérebro está entretido no exercício de funções mais nobres. De uma forma menos científica, isso significa que parte de nossa mente opera em modo automático, ou seja, age sem pensar, de bate pronto. Não há nada de errado nisso. Não fosse assim, não executaríamos o sem-número de atividades para as quais não há tempo para raciocinar.

Ocorre que esse nosso eu automático não se limita às atividades reflexas (dirigir um carro, desviar-se de algo que vem súbito em nossa direção). Ele age também em outras esferas de decisões, de modo que, em certa medida, podemos ser estranhos a nós mesmos.

Continuando com a explicação do dr. Drauzio: Na verdade, somos inconscientes de nossa própria inconsciência. Por isso, quando convidados a explicar nossas reações, quase nunca respondemos: "Não tenho a menor idéia". Ao contrário, vamos atrás de argumentos que façam sentido para justificá-las.

Contrariando a psicologia clássica, que afirma que tomamos decisões a partir do processamento de informações objetivas, elas (as decisões) podem ocorrer também a partir de associações mentais automáticas, aquelas que nos vêm à mente de forma “espontânea”, sem nosso controle racional.

As associações mentais automáticas teriam, portanto, a capacidade de distorcer (ou dar uma leitura própria) às informações objetivas como forma de justificar logicamente uma decisão tomada a priori, com base em critérios inconscientes.

Entender e identificar esses processos mentais automáticos é o desafio da nova psicologia e algo que poderá vir a ser muito útil para o planejamento do marketing, livrando-nos da estreiteza das ponderações objetivas das pesquisas quanti e quali, que são o cemitério do novo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Macunaíma, homem, 18-24, CD

"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma."

"Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Se o incitavam a falar exclamava:

- Ai! Que preguiça...

e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau da paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força de homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus."

"Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a água-doce por lá. No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos e freqüentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo."

Agora imaginem Macunaíma em um focus group...

Nosso herói tupiniquim aguardava ansiosamente na sala de espera, com a pulga atrás do cocar. O que estava por trás daquela singela porta de madeira com um chamativo número "3"? Não sabendo o que esperar, preferiu não fazer suas costumeiras coisas de sarapantar. Afinal, estava ali por dinheiro e não queria perder seu vintém.

Ao entrar na pequenina sala com uma mesa retangular e um estranho vidro espelhado, lembrou-se das graças das cunhatãs que por muitas vezes espiou pelo reflexo do rio. Deu um leve sorriso maroto e ameaçou se animar, mas como só havia homens ao seu redor findou por se aquietar em sua cadeira.

Alguns minutos depois entrou na sala uma mulher assustadora, e em seus devaneios Macunaíma acreditou se tratar de Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã comedor de gente. E apesar de suas garantias de que todos poderiam falar o que pensavam, Macunaíma se espertou e entrou em estado de alerta para se proteger dos truques desse terrível monstro com calcanhar pra frente.

Assim como foi em seus 6 primeiros anos, sentiu uma preguiça danada de falar. E já que não tinha cabeça da saúva para decepar, se contentou em engolir coxinhas e outras guloseimas que estavam na mesa.

Enquanto isso os outros machos da sala soltavam asneiras apenas para agradar o gigante Piaimã. Macunaíma sentiu uma vontade grande de cuspir em suas caras. Mas se limitou a balançar a cabeça e concordar.

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Escrevi essa paródia do clássico de Mário de Andrade para tentar mostrar o que penso a respeito dos focus groups (e das pessoas que não conseguem fazer nada sem eles).

Ultimamente tenho participado de muitos desses grupos, para diferentes clientes e com diferentes objetivos. E me arrisco a dizer que eles não servem para nada. Minto. Servem para fazermos uma "boquinha" e nos divertirmos um pouco com as pérolas proferidas por aqueles pobres coitados que estão ali atrás de alguns trocados.

Afinal, quem consegue ser verdadeiro em uma sala abafada, ao lado de pessoas desconhecidas e uma moderadora despreparada que não sabe conduzir a conversa e chega a induzir respostas? O que dizer então da cara de macaco de circo dos nossos colegas consumidores quando são avisados de que atrás daquele espelho intimidador estão os responsáveis pelo trabalho, e observam atentamente cada um de seus movimentos?

Será que Macunaíma personificaria o anti-herói brasileiro se a história se passasse em uma sala espelhada de focus group?

Apesar de toda a teoria em torno dos mecanismos de funcionamento das pesquisas qualitativas em grupos focais e suas contribuições para o trabalho estratégico e criativo, minha crença é a seguinte: "Se você não pode peidar, não pode ser você mesmo. Se você peida e não assume, não está sendo você mesmo". Você por acaso já viu alguém peidar durante um focus group e levantar o dedo assumindo a culpa? Acreditem, após tanto refrigerante e fritura as pessoas peidam.

Estou sendo um fanfarrão irresponsável justamente para demonstrar o desprezo que sinto por esse assunto, que na minha opinião é algo tão imbecil e sem sentido quanto isso.

Pesquisas com esse formato deveriam ser banidas da face da terra. Elas tornam a comunicação mais burocrática, tentando transformar em ciência exata aquilo que não é ciência (e nem arte). Elas criam profissionais cada vez mais acomodados e medrosos, que já não conseguem mais tomar decisões por si próprios. Elas destroem uma das principais armas de um planejador, que é a intuição. Elas cerceiam a criatividade e a inovação.

O que falar então dos focus groups conduzidos com o objetivo de testar as soluções criativas de uma campanha?

"Se tudo der errado eu coloco a culpa no resultado da pesquisa, que foi super-favorável à ação", pensam os brilhantes gerentes de marketing.

Eles por acaso acaso acreditariam se eu lhes falasse que o sabor de um suco em pó de morango é o mesmo do suco natural, feito com frutas frescas? Não! Isso porque você nunca vai conseguir reproduzir "em laboratório" o efeito que determinada ação teria "in loco". Por melhor que seja a mancha ou a vídeo-colagem...

Ou você acha que a emoção de uma mulher ao ser pedida em casamento é a mesma quando ela apenas vislumbra a cena?

Akio Morita, um dos fundadores da Sony Corporation, disse:

"We don't ask consumers what they want. They don't know. Instead we apply our brain power to what they need, and will want, and make sure we're there, ready."

Gênio.

Pode parecer loucura um planner criticar uma ferramenta que por muito tempo ajudou a entender consumidores e construir estratégias. Mas será que essa ajuda foi maior que seus prejuízos? Quantas boas idéias já não foram sacrificadas? Quantas estratégias vencedoras não ficaram pelo caminho? Quantos profissionais medíocres conseguiram sobreviver escondidos atrás dos extensos relatórios de pesquisa?

Gostaria de esclarecer que não estou criticando todos os tipos de pesquisa. A Box 1824 e a CO.R estão aí para provar que é possível gerar consumer insights relevantes utilizando formatos e ferramentas que não façam as pessoas se sentirem intimidadas como professores de física em um picadeiro.

Mas optei por ser radical justamente para evidenciar um ponto de vista sem ficar em cima do muro. Afinal, é uma hipocrisia falar de mudanças comportamentais do consumidor, fragmentação das mídias e novas ferramentas de comunicação se ainda levam em consideração o que é "descoberto" com esse arcaico tipo de pesquisa.

Diante desse novo cenário, você acredita ser coerente aceitar respostas vindas de uma sala com 8 homens, CD, 18-24?

Acho que essa é uma discussão pertinente e importante, e por isso seria legal ter a sua participação nos comments. Encaminhem o link desse post para seus amigos planners (e anunciantes) para tentarmos salvar a comunicação das terríveis garras burocráticas dos institutos de pesquisa, também conhecidos como gigantes Piaimãs comedores da criatividade.

Como você viu em minha releitura do clássico da literatura nacional, em nenhum momento Macunaíma disse à moderadora que ele só queria sua Muiraquitã...

domingo, 1 de junho de 2008

Resultado do sorteio

Olha, gente, o sorteio não foi feito com um auditor ao meu lado nem com portas da minha casa abertas ao público, mas estou aqui, com a mão sobre a Bíblia, jurando que fui honestíssima (vocês vão ter que confiar nessa foto tosca aí ao lado, que mostra a sofisticada urna que usei): escrevi cada nome em um papel, todos de mesmo tamanho, dobrados o mesmo número de vezes. E peguei dois sem olhar. J-u-r-o.

O resultado foi:

Ganhador do livro "A Arte do Planejamento":

Flavio Tanabe



Flavio, vai ter sorte assim lá longe, heim? Ganhou o sorteio da palestra e esse! : )




Ganhadora do livro "35 Segredos Para Chegar a Lugar Nenhum":

Kristiane Coelho Corrêa










Claro que todas as respostas que chegarem a partir de agora serão consideradas. Só não dá mais pra participar do sorteio.

domingo, 25 de maio de 2008

Tá rolando no PP

1.
Se você ainda não respondeu nossa pesquisa, esta é a última semana.

Mande um e-mail (escreva "Pesquisa" no subject) e concorra a 2 livros bacanas:


O sorteio será dia 31, último dia para envio das respostas.

post original aqui.


2.

Sexta-feira agora tem palestra do Marinho para os Promo Planners.

Se você quiser ir, mande um e-mail para nós (escreva "Palestra do Marinho" no subject) que, ao final do dia (segunda dia 26) sortearemos alguns lugares que guardamos para nossos leitores.
post original aqui.

domingo, 11 de maio de 2008

Ajuda aí, tio!

A gente podia estar roubando, a gente podia estar matando, mas não: estamos aqui, prancheta e canetinha na mão, pedindo algumas opiniões para você, caro leitor promo-plânnico.

O Promo Planners já é muito legal e nos surpreende com o número de acessos que temos (sim, o queixinho cai ao ver os números: começamos em outubro e já temos média de 2.500 acessos/mês, mesmo sendo tão especificamente específicos e segmentados no segmento!). Mas sabemos que ele pode ficar muito, muito, muuuuito mais legal e, por isso, queremos que você nos ajude.

Mande um e-mail para nós até o final do mês e escreva "pesquisa" no subject.
Pronto, só isso.
Mandaremos 11 perguntas que, de verdade, você responde em um minutinho.

O melhor da história? Além do Promo Planners ficar cada vez mais bacana e com a sua cara, você ainda concorre a dois livros:



um apareceu no nosso Pequeno Guia de Livros Promoplânnicos, "A Arte do Planejamento" (de Jon Steel).


O outro, não é "da área". É para ler e dar risada, que a vida levada só no Power Point é uma desgraça : ) "35 Segredos para Chegar a Lugar Nenhum - Literatura de Baixo Ajuda" (vários autores).






Ajuda aí, tio!


O sorteio será dia 31.05.08.
Achei essa charge que ilustra o post por acaso aqui.

quarta-feira, 19 de março de 2008

4th annual Planning Survey

A [dea] deixou registrado nos comments desse post que está sendo feita uma pesquisa internacional para traçar o perfil dos profissionais de Planejamento e sua média de salário.

Como diz o Neto, Google is your friend e descobri assim que essa é a quarta edição de uma pesquisa que começou porque Heather Le Fevre um dia quis saber se seu salário estava defasado em relação ao mercado e... não achou dado nenhum.

Planner que é planner sabe que esperar não é saber e ela resolveu fazer por conta própria esse levantamento.

Ano passado, 450 planners responderam o pequeno questionário (responder ali é que nem sonho de cliente: rápido, fácil e indolor) e, pelo que vi, neste ano terá, no mínimo, um aumento de uns 45% (prognóstico que chutei a partir do número de cadastrados para consultar os resultados da pesquisa 2007).

E o que você tem a ver com isso?

Como disse a própria [dea], a pesquisa é gringa e nóis é brazuca, mas, "se a participação brasileira for alta, existe a possibilidade deles tabularem nossos resultados em separado".

Uma pesquisa assim é muito relevante, então acessem o link, respondam e divulguem por aí.

A última pergunta pede sugestões para a próxima pesquisa, então sugiro a você que, como eu (e imagino que também a [dea]), você coloque lá "tabular os resultados de cada país separadamente" ou algo assim.

4th annual Planning Survey

Link para a pesquisa

Link para receber os resultados (basta deixar seu e-mail)

Pode participar qualquer pessoa que trabalhe como Planner, seja em agência, seja em Cliente.

Só é pedido para quem ainda for estudante/trainee/estagiário não responder (vai baixar a média e dar um safanão no resultado, quem perde somos todos nós, incluindo os estudantes, trainees e estagiários).

Acabei de responder e pedir os resultados, assim que chegar... tanãaaaaa: posto aqui.

Ainda vai valer só como curiosidade mas, com a participação dos planners brasileiros, podemos, em 2009, realmente aproveitar isso, heim?

Valeu a dica, [dea]
;)

quarta-feira, 12 de março de 2008

A voz nada rouca da ruas

Alguém importante em algum momento idem, que minha memória apagou, usou a expressão a voz rouca das ruas para se referir à opinião pública que a mídia não reverbera com fidelidade.

A tal da voz rouca seria então o consciente coletivo sempre distorcido pelo filtro do comunicador. Isso explicaria, por exemplo, porque numa eleição há sempre uma diferença entre o vaticínio da imprensa e os resultados das urnas. Atenção, estou falando de opinião editorial, não de pesquisas de intenções de voto.

No começo da Sight, hoje Momentum, entre os anos de 1994 e 1996, passamos a pesquisar as propostas de campanha que desenhávamos, com o objetivo de conhecer melhor quais os agentes motivacionais de maior apelo.

A pesquisa era qualitativa (group discussion) e dividíamos a discussão em dois blocos. O primeiro era genérico, falava-se de promoção em sentido amplo e, mais especificamente, como ela influenciava a decisão de compra. Na segunda parte, testávamos as idéias que tínhamos gerado.

Essa primeira parte da pesquisa, igual para todos os grupos, resultou numa amostragem consistente o suficiente para traçar um perfil daquilo que mais funcionava numa ação de promoção de vendas. Em linhas muito gerais, essas pesquisas mostraram o seguinte:

• A campanha tende a ter mais sucesso quanto maior for a presença do produto (categoria) no mix de compra do consumidor. Ou seja, toda vez que você usa o apelo promocional para interferir nos hábitos de compra do consumidor, a resposta será menor, principalmente com mecânicas de concurso (sorteio) ou vale-brinde. O mesmo se aplica se a promoção exigir que o volume de compras do produto patrocinador ultrapasse em muito o habitual. Há exceções. Uma campanha para os salgadinhos Elma Chips dando um tipo de jogo de nome Tazo, virou mania, que virou febre e a molecada passou a comprar os salgadinhos só pelo brinde, chegando a descartar o próprio produto. Vale pela curiosidade, mas não como exemplo.

• O peso da marca é fundamental para as promoções com mecânica que implique sorte. Marcas com mais share of mind avalizam a ação. Marcas pouco conhecidas ou queimadas prejudicam os resultados.

• Bens duráveis e semiduráveis reagem mal a promoções de venda com mecânica de sorteio ou vale-brinde. Os aspectos emocionais e racionais que envolvem a decisão de compra nesse segmento relativizam o apelo promocional. Nesse caso, agregar valor real à compra tende a trazer bons resultados. Um caso típico foi uma campanha da Citroën para a minivan Picasso que dava um DVD automotivo de brinde. O gadget era novidade, desejável e perfeitamente coerente com o produto, um veículo para a família.

• Curiosamente, a quantidade de prêmios ou a ampliação das possibilidades de ganho com o uso casado de mais de uma mecânica numa mesma ação não aumenta o apelo da promoção, mas atrapalha, e muito, a comunicação. Essa informação não é processada pelo consumidor, que tende a ter uma visão muito particular das possibilidades de ganhar algo. Recentemente, uma promoção com produtos de consumo dando um grande prêmio por concurso (viagem a um resort na Bahia) e brindes com premiação instantânea no ponto-de-venda teve uma grande participação com a segunda mecânica e muito poucas cartas enviadas para o sorteio. Ou seja, se tivessem utilizado só a mecânica da ação in store teriam obtido o mesmo resultado com um custo muito menor.

• Quanto mais simples a mecânica e mais prática a forma de participar, maior a adesão. Há mecânicas tão complexas que parecem gincanas. Mas essa regra pode ser rasgada se o produto for popular e a premiação de alto apelo. Aí o consumidor recorta oito códigos de barra de oito diferentes produtos, escreve uma carta, responde a uma questão, enfrenta a fila do correio e paga a postagem para participar. Esse foi o caso do Show do Milhão da Nestlé. Mas são exceções e muitas vezes dependem de oportunidades que já foram desenvolvidas pelo mercado.

Há muito mais pontos que as pesquisas revelaram, mas esse texto já está mais para artigo do que para post. Voltarei ao assunto numa próxima oportunidade. O fundamental é que também em promoção precisamos ter sensibilidade e meios para ouvirmos o target com ouvidos desobstruídos de conceitos prévios, sem colocarmos nossa visão e valores como absolutos. Isso não significa pautar a criação das ações por pesquisa, mesmo porque o novo não aparece em consultas objetivas, ninguém deseja o que não conhece.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Um post de baixo calão

AVISO: pessoas educadas finamente não devem ler este post. Ele contém uma expressão grosseira que pode chocar os mais recatados, conservadores, sensíveis e/ou delicados.


Fabio Brandão, do Banco de Eventos, foi meu Diretor de Criação e Planejamento por 3 anos. Entre as coisas que aprendi com ele, anotei mentalmente duas frases simplesmente geniais. Uma é “sorrir não faz parte do meu job description”.

A segunda, eu gostaria de revelar com algum contexto: certo dia, uma das meninas do Atendimento chegou chorosa na sala do Fábio. Estava inconformada e chateada porque o cliente não deixou que, na apresentação, ela passasse do slide 4, mais ou menos, do projeto que fizemos.

Em resumo, o briefing que ela passou dizia que o objetivo do cliente era vender para os jovens de 13 a 20 anos. Sendo um produto, pelo que sabíamos e pesquisamos, direcionado para o público tween, tratava-se de um reposicionamento. Malabarismos foram feitos para conseguir um bom resultado dentro da verba.

Mas, segundo ela contava ali, o cliente teve um surto psicótico já no slide 4, porque, veja você, não foi nada disso que ele tinha pedido. Não? Não! O produto dele é, e deveria continuar sendo, para tweens. Mas a menina chorosa do Atendimento nunca tinha ouvido essa palavra antes. E, portanto, deduziu que ele havia falado, ao passar o briefing, "teens". E teen, pra ela, sempre foi de 13 a 20 anos.

E ela lamentou e fungou e choramingou, até que o Fabio perdeu a paciência, se levantou, até com uma certa violência, e gritou para ela: "você foi vestida de bunda em uma festa de piroca e eu tenho que ficar aqui agüentando você reclamar que tomou no cu?"

Desculpe. Mas essa frase é simplesmente maravilhosa. Pode ser grosseira, deselegante e muitas outras coisas. Não vou discordar. Mas ela é, acima de tudo, maravilhosa. E, ultimamente, tenho lembrado dela com muita frequência.

Acontece que vejo pessoas com idades começadas com 3 ou 4 que, por já trabalharem há anos na área, não vêem necessidade de um update constante. Às vezes, de update nenhum. E pessoas com idade começada com 2 que não têm o hábito de ir atrás de update porque, ora, a informação vem até nós.

Pra mim, hoje, existem dois caminhos para quem é da nossa área. Simples assim:

- Opção 1: ser inteligente.
Se antigamente a gente tinha praticamente um só foco de informação, hoje são vinte janelas abertas de cada vez o tempo todo.
Se sua idade começa com 2, muito bem, por uma questão de adaptação natural a esta linguagem, você tem um dom nato para pescar informações em uma velocidade impressionante. Agora, precisa aprender a filtrar. Só é preciso entender que isso é fundamental.
Se sua idade começa com 3 ou 4, muito bem, você tem a maturidade necessária para saber filtrar o que vale a pena, em meio a tanta informação disponível. E, sim, pode desenvolver uma habilidade admirável de pesca de informação. Só é preciso admitir que isso é necessário.
Em uma linha: tenha você a idade que tiver, faça seu update constantemente. Leia, pesquise, pergunte, experimente, duvide, observe, adapte, questione, melhore, enxugue. Por experiência própria, digo que é muito menos difícil e muito mais divertido do que parece.

- Opção 2: ficar preparado para o pior.
Porque, no próximo job, você pode, sem nem perceber, entrar vestido de bunda em uma festa de piroca.

domingo, 14 de outubro de 2007

o problema certo

Planejamento de Propaganda e de Promoção têm várias diferenças. Mas uma das principais é o prazo dos jobs. Sim, eles têm mais. A gente às vezes, além do prazo pequeno, ainda tem que fazer a redação também. E a apresentação. E falar com a Produção sobre logística e viabilidade. E com o Atendimento, que só lê o rough que você mandou, na terça, sexta à tarde.

No que esse acúmulo de funções faz perder no resultado do trabalho é assunto para outro post. Neste, eu queria falar sobre o método Júlio Ribeiro de acertar na mosca.

O Júlio Ribeiro chegou onde chegou, entre outros méritos, porque arregaçava as manguinhas e ia a campo conversar com o Vendedor da empresa, com o Balconista da loja, encomendava pesquisa com o Consumidor, o diabo. Eu nunca pude pedir uma pesquisa decente. Duvido que você tenha podido. Porque não tem tempo. Porque não tem verba. Porque a agência de propaganda já fez (mas nunca chega, reparou?).

Mas não estou me fazendo de coitada. Eu adoro o Júlio Ribeiro. E se ele ficar feliz em saber que influenciou barbaramente uma pessoa que seja, já pode morrer em paz. Porque aprendi com ele que, em primeiro lugar, não adianta achar o problema. É preciso achar o problema certo. E, em segundo lugar, para saber qual é o problema certo, é preciso tirar a bunda da cadeira no ar-condicionado e ir conversar com Vendedores, Balconistas e sei lá mais quem na rua. A informação não vai cair do céu, anexada no envelope do job. Então, arrume tempo. Observe as pessoas no supermercado, veja como estão os produtos, como as pessoas se comportam. Você vai ao supermercado, afinal de contas. Otimização de tempo, uai! No próximo job, isso vai ser útil.

Observe muito. Pergunte. E saiba perguntar. Hoje em dia, ganha mais quem sabe perguntar que quem sabe responder, já disse o Neto da Bullet.

Lidamos com todo o 360. Às vezes o Cliente quer uma promoção, mas precisa de um Incentivo. É preciso MESMO achar o problema certo.

No último Semark, o próprio Júlio Ribeiro contou o caso de um banco que estava perdendo clientes na área premium e não sabia porquê. Pesquisa vai, pesquisa vem, descobriu-se que o problema estava na telefonista. O contato inicial deixava a desejar e os clientes entendiam que o banco não estava dedicando a eles a atenção necessária.

Adiantaria fazer uma promoção para os clientes premium?
Quantos jobs você já não viu assim?
Quantas promoções você já não viu naufragar porque a mira não tinha que ser voltada ao consumidor?
Quantas vezes você já foi mal atendido no banco?

É uma questão da gente saber juntar as informações certas para ter o problema certo.