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quarta-feira, 25 de junho de 2008

4th Annual Planning Survey

Lembra da pesquisa que mencionei aqui? Heather LeFevre acaba de enviá-la para meu e-mail. Se você participou, também já recebeu e, caso não tenha participado mas se interesse pelos resultados, segue o e-mail e os resultados:

Hello Planners!

It's taken me a bit longer than in the past, but hopefully you'll feel it was worth the wait. There are lots of interesting things to chew on and there was much more data to pore over. The huge increase in participation is all thanks to each of you forwarding and posting the links. I always like hearing what you think, so please leave a comment on my blog or send me an email.

See you next year,
Heather


Por algum motivo paranormal, os arquivos do slide share declararam guerra a mim (sim, eu verifiquei se está com acesso público) e não ficam disponíveis no post. Tentei de tudo. Caso não dê certo, vai por aqui.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Promoção Enxaqueca

Vamos aumentar o número de followers da Robi!

Responda à pergunta que coloquei no meu Twitter.

Quem estiver na minha lista de followers e acertar a resposta primeiro, ganha esse livro: Internet - O Encontro de 2 Mundos, que traz textos de vários profissionais brasileiros ligados diretamente à internet, como o Fabiano Coura e o Neto, por exemplo.

Dica da resposta: tem gente que considera essa a maior palavra da Língua Portuguesa.

UPDATE: JÁ ENTREI, BRINQUEI, CANSEI E SAÍ.
Adorei conhecer como funciona, mas não quero essa vida pra mim, não, oxente!

Pra quem não viu lá hoje, a pergunta era "qual é a substância ativa de remédios pra dor de cabeça?"

E a resposta: DIMETILAMINOFENILDIMETILPIRAZOLONA

A Dea acertou primeiro e, por 4 minutos apenas, o Matheus não conseguiu! Uuuuuuuh

Parabéns, Dea!
:)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Apresentação Show

Pronto, agora chegamos no final da apresentação. No post anterior, vimos como dá para montar a apresentação, a partir do esqueleto que inventei.

Essa segunda parte fica mais difícil de exemplificar, porque ela depende do que foi criado. Digo, do conceito criativo, das peças de comunicação etc.

Mas inventei uma ação tosca de distribuição de folheto + pregadores só para que você possa ver como mais ou menos ficaria a descrição de uma ação.

As peças ficam melhores se colocadas em cima de um fundo preto. E, no cantinho, é só dizer que peça é aquela. A melhor maneira de distribui-las é inserir cada peça quando ela for mencionada. Slide 1 "entregaremos um folheto". slide 2: layout do folheto. Slide 3: "faremos uma ação de tal jeito". Slide 4: ilustração da tal ação.

Como nosso cliente estava pensando em uma promoção comprou-ganhou, pensei depois que talvez seja uma boa sugerir uma ação com essa mecânica, mas mostrando como ela pode agregar valor (pois é, não é porque fizemos um esqueleto que temos que segui-lo até o fim sem poder mudar nada).

Como depende do que tiver sido criado e, ao final, só faltariam os anexos, não me preocupei em marcar esses slides nesse exemplo que você vê abaixo.

E, por último, um slide-encerramento. Tem gente que escreve "obrigado". Eu coloco o logo da agência. Acho importante existir esse slide, que é pra que, depois que acabar a apresentação do último item, não fique aquela tela "esc" projetada na parede. Às vezes acontece também o famoso "opa, já acabou". Aperta o "page up". "Bom, é isso então". Argh. Mas essa é a única função do coitadinho do slide, ser papel de parede enquanto o Atendimento joga aquele monte de planilha em cima do Cliente.

Espero que essa coluna tenha ajudado você com suas apresentações. Qualquer dúvida, podem me contatar pelo e-mail robertacarusi@planejamentocriativo.com , do meu blog novo.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Planejamento Criativo

E deixa aproveitar pra convidar quem ainda não foi me visitar no blog novo pra ir e me adicionar nos Favoritos, do ladinho do Promo Planners.
; )

www.planejamentocriativo.com

Beijos

Mais 9MM

Falei da divulgação do 9MM nesse post aqui e agora vi outra intervenção da mesma ação no Blog de Guerrilha.

Como eu dei fora naquele post e fiquei com culpinha por ter acreditado que a Espalhe faria uma ação espírito de porco, faço questão de mostrar como, mais uma vez, eles acertaram na mosca.

O pelotão de 47 "bandidos" e 1 "policial" (proporção real de bandidos e mocinhos de SP) "invadiu" a Maratona de São Paulo para dar o seu recado.


Cool.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Tô virando colaboradora

Pessoal, estou deixando o Promo Planners. Agora, vira e mexe, estarei aqui como colaboradora mas vou me dedicar ao meu próprio blog. E quem consegue levar as duas coisas ao mesmo tempo sem sair do emprego?

Então, vejo vocês por aqui com menos frequência e vejo vocês por lá também.

O endereço é http://www.planejamentocriativo.com/ , mas ainda está pelado, pelado, nu com a mão no bolso. Me dêem uns dias pra arrumar a casa.
: )

Estou devendo a última parte da coluna "Apresentação Show" e, é claro, semana que vem ela estará aqui.

Muitos beijos aos outros promo planners, aos colaboradores e a todos os leitores.

E muito obrigada por essa oportunidade ao Bruneco, que inventou essa loucura pela qual me apaixonei perdidamente.

UPDATE: mudou o endereço, então corrigi aí em cima.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Virais que giram mas não viram

Quem lê o Promo Planners desde o início talvez se lembre do meu primeiro post (ah, vai, não faz tanto tempo assim), em que eu dizia que viral não se faz: viral vira.

E, pra virar, precisa ser parte de um todo bem planejado e construído.

Anda mais fácil fazer virais virarem?

De outubro pra cá o mundo mudou tanto?

Nah.

Virais que viram são parte de uma comunicação bem construída. Era e é assim.

Acontece que, à medida em que vamos ficando mais e mais familiarizados com todas (ou quase. Quem consegue?) as ferramentas que temos à disposição, a coisa vai saindo mais naturalmente. E vamos acertando mais vezes.

E aí acontece o quê? Viramos macacos velhos. Quando aparece um vídeo com cara de viral, a expectativa é saber de quem é. Mas o impacto é muito menor. A gente já sabe que é viral.
Ou não?

Dois exemplos da última semana:

Exemplo 1:



O que era?
Viral para promover o filme "Wanted", baseado nos quadrinhos de Mark Millar e J.G. Jones, em que um cara sempre explorado pelo chefe não agüenta mais a vida de Dilbert, joga tudo pra cima e vai parar em uma sociedade secreta, em que descobre poderes que jamais imaginou ter.


Exemplo 2:



O que era?
Viral para os acessórios para celular com bluetooth da Cardo Systems.

Me diz que você não sacou que era viral e ficou esperando só pra ver de quem? Eu mesma li em trocentos lugares o povo todo já falando "é viral".

A expectativa de só esperar pra ver de quem é foi suficiente? Pra mim, não.

Mas... sabendo disso, podemos prever o efeito-anti-uau e dar continuidade de alguma forma.

Apresentação Show

No post anterior, fiz o que seria o esqueleto da apresentação final do nosso job de tanques para lavar roupa. Nesse aqui, veremos a primeira metade da apresentação.

Mais uma vez vale reforçar que, como o propósito desta coluna é falar sobre formato de apresentação, não estou conferindo dados de mercado, nada disso. Estou, é bom deixar claro, chutando geral. Então, não se preocupe em achar erros. Dê um passo pra trás e veja a big picture.

Muito bem. Então finalmente abrimos nosso arquivinho de Power Point. Pausa. Sim, o Power Point não é a única ferramenta e existem outras melhores, mas é a mais comum e a que a monstruosa maioria utiliza. Ponto. Parágrafo. Fim da pausa.

Slide 1: capa
Qual é a função da capa?
Posicionar a respeito de que projeto vai ser visto a partir dali e de quem o fez.
Portanto, o que mais precisa ser colocado na capa além disso?
Nada.
Não é um título de livro.
É curto e grosso: "Ações para Alavancagem de Vendas", por exemplo.

Outra coisa: toda marca tem sua identidade visual. E não é por um mero acaso. Então, é recomendável segui-la. Não estamos falando aqui de uma reprodução do site, mas precisamos utilizar os mesmos elementos da comunicação.

Para utilizar como referência, abri o site do tanque que usei de exemplo no post anterior. Ele é da Tramontina. Então, seguindo a linha do “é um exemplo”, vamos fingir que nosso tanque é da Tramontina.

O site da Tramontina é assim:



Antes de começar a apresentação, selecione elementos visuais que tenham a ver com o que você vai falar.

Cada um de nós pode contar com a Criação de uma maneira, então, aqui, vou considerar a situação “trancaram a porta da Criação e tenho que fazer tudo sozinho”. Portanto, Google Images is your friend. No nosso caso aqui, saí pegando de foto de pregador às fotos de mulheres usando roupas que precisam ser lavadas na mão. Você vai perder um pouco de tempo com isso, não tem jeito. Se a gente pegar as primeiras que aparecerem, não vai ficar, é claro, muito decente. Tive a maior sorte e encontrei um site com fotos ótimas, dando um seach por “blusas tricô”, se não me engano. Fiquei uns bons minutos procurando só isso, porque queria fotos que eu pudesse pôr bem grandona no slide, sem estourar, é claro.

A partir do slide 2:

Agora, vamos seguir o esqueleto e montar a apresentação, juntando os elementos visuais da marca e as fotos que pegamos.

É preciso imaginar o ritmo da apresentação na hora de fazer o arquivo. Por exemplo: começamos com a frase “os hábitos de compra das classes baixas mudaram nos últimos anos”.

Se eu colocar essa frase como título, já jogando dados de pesquisa embaixo, que impacto isso vai ter? E eu quero que, nesse momento, as pessoas só prestem atenção no que eu tô falando, então, entrou só isso.

Os slides de pesquisa são os mais difíceis porque só os Diretores de Arte conseguem fazê-los ficarem bons e clean. O máximo que consegui foi isso que você vê aí.

O slide do vídeo, é claro, é só uma marcação. Na versão final, teríamos um vídeo mesmo ali.
A partir daí, vou ter que vender o novo posicionamento para o Cliente. Quanto mais impacto melhor. Por isso, quanto menos coisa tiver no slide – e principalmente, quanto menos letra – mais eficiente ele vai ser.

Não se preocupe com o número de slides total da apresentação. Nesse caso, por exemplo, não fica muito melhor entrar com uma informação de cada vez (texturas / tecidos delicados / a mulherada tem tudo isso e precisa lavar na mão) do que fazer um slide com todas as informações de uma vez só? O cliente vai dar uma geral no slide e, antes de você começar a segunda frase, ele já vai estar discutindo o que entendeu, você não vai conseguir seguir seu raciocínio e sabe-se Deus o que vai acontecer. Faça o cara seguir seu raciocínio. Crie uma expectativa. Assim tem mais impacto. Mas também sem ficar enrolando, porque aí o impacto vai pro beleléu, porque cansa.

Então vamos ver como ficou a primeira metade da apresentação. No próximo post, a gente segue até o final.

UPDATE: se der pau aí, como está dando aqui no meu computador, acesse o arquivo por aqui.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Com licença, o Senhor já conhece nosso produto?

Que atire o primeiro mouse quem olha com carinho e realização profissional para um job que pede uma ação de abordagem com folheto.

Sim, odiamos.

Sim, é batido.

Mas, não, às vezes não tem jeito de fugir.

Então o negócio é fazer da entrega de folhetos uma experiência (palavrinha que já tá na hora extra, heim?).

Aqui, alguns dos cartões de visita mais bacanas que existem.

Se eles funcionam assim, causando reações positivas, por que não o folheto da sua ação?

Loja de produtos de segunda mão:


De um dentista:

De um Designer Gráfico:

De um acumpunturista:
De um Personal Trainer:


De uma empresa que faz gramados (vem com sementinhas de grama):

De um terapeuta de casais:


(meu preferido) De uma empresa de Head Hunting. A especialidade é cargos de alta posição, cujo processo de negociação e contratação tem que ser discreto. Quase secreto. Por isso, o cartão vem com um "leia e coma". E, claro, é totalmente comestível.

De um escritório de advocacia especializado em divórcios:

E, finalmente, esse de uma empresa que comercializa móveis:


via

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Promo Pérola dupla - da Robi e da Criação!

Em homenagem ao tiro que dei no meu próprio pé no post sobre a ação do 9MM ali embaixo, hoje vamos a uma pérola desta que vos tecla. E também uma da Criação - afinal, caio, mas não caio sozinha, ah ah ah ah ah

Pois estava a Robi em uma reunião com o Atendimento, daquelas animadas, com 3 Atendimentos e 4 caras da Criação, looooooooonga reunião, sem agüentar mais ficar ali com a bunda quadrada, quando começam a apresentar a parte do briefing que discorria sobre a performance de vendas do produto em cada região do país. E o Atendimento falava e falava e falava sobre o estado do Rio de Janeiro, que era uma coisa bem cabeluda de se entender. E falava e falava e falava. Até que a esperta aqui interrompe - sim, porque eu não sou discreta, eu interrompo, assim a vergonha fica pior - e pergunta porque tantos detalhes e tabelas sobre o Rio de Janeiro? Ok, é interessante, mas depois a gente vê, né? Não aqui na reunião.

Olhares de interrogação. Silêncio sepulcral.

Sim - continuei eu, me afundando na areia movediça - porque, afinal de contas, a ação não é só na região Sudeste? Então. Pra que ficar mostrando como é no Rio de Janeiro?

Ai, Jesus, por que não existe uma tecla "undo" na vida real? Nessa altura o que adiantaria dizer que eu sabia? Tive que rir da minha própria cara depois desse lapso. Se ainda fosse a ordem correta dos estados da região Nordeste... que isso eu nunca soube mesmo.

Agora a da Criação, que é pra vocês desviarem os olhares acusadores de mim: aí tinha uma ação de incentivo em que os ganhadores iriam fazer uma viagem por várias cidades dos EUA, terminando em Chicago, que era onde ficava a sede mundial da empresa.

O layout trazia vários símbolos de cada uma dessas cidades, como, por exemplo, a Estátua da Liberdade, em NY, aquela torre de Seattle, o Grand Canyon, várias coisas. E começou a festa do muda-muda. Muda essa torre. Olha, mudou a viagem, agora eles não vão mais pro Texas. Muda isso aqui. Tira o táxi amarelo. Eles não vão mais pra NY. Etc etc etc.

Ao final, o negócio era "se você ganhar, vai pra Chicago" e, destacada no layout, uma reluzente... Estátua da Liberdade. E demorou um dia inteiro pra alguém se tocar.


As Promo Pérolas são diálogos e acontecimentos flagrados nas agências, que fazem com que o dia valha a pena... e o salário, não.
Nomes e algumas referências serão alteradas para proteger os inocentes e os empregos.
Para colaborar, mande a sua promo pérola (mas tem que ser verdadeira, senão não tem graça).

A maluquice dos outros ainda pode ajudar algum job seu

Eu sou do tempo em que, para um sujeito se realizar na vida, bastava ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.

Hoje, existem variações. Você pode adotar uma criança etíope não-órfã, salvar cem árvores abrindo mão de usar papel higiênico e ser um Big Brother.

Deixar um legado, definitivamente, não quer dizer mais a mesma coisa. Ninguém (ou quase ninguém) está preocupado com a qualidade da obra. Uma foto impressa em uma sacola de praia tá valendo.

Gravanity é a tendência atual das pessoas de ter uma vaidade grande o suficiente para sentir necessidade de deixar alguma coisa criada por si mesma para o domínio público. Estou escrevendo sem nenhuma pedra na mão, já que tenho 3 blogs: esse aqui, esse e esse.

Você pode não curtir, mas as pessoas gostam de bonecas produzidas sob encomenda com as mesmas características da futura dona, historinhas e desenhos de criança transformados em livros e pessoas produzindo material do tipo "Matt" e "Noah".

Esse tipo de coisa e tudo o que tem no youtube já faz parte de nossas vidas e de nossos jobs, não é?

Mas não se acostume, porque a cada dia surgem mais malucos. Por exemplo, a onda no Japão (e já faz anos) são os romances de celular (leia matéria completa do New York Times).

Romances de celular são histórias escritas através de SMS. Essa garota da foto, chamada Rin, tem 21 anos e, durante 6 meses, escreveu seu livro, via SMS, nos trajetos para o trabalho/casa e tempinhos livres aqui e ali.

Resultado: sua história virou livro físico (sem adaptações de linguagem), capa dura, 142 páginas e foi o quinto romance mais vendido de 2007 no país. Não entre os outros romances de celular: entre todos os livros normais mesmo.

As tecnologias vão sendo incorporadas ao Gravanity e abrindo portas para novas ações no nosso dia-a-dia de planner. Outro exemplo: Twitter já virou forma de produzir "literatura" também, veja esse blog.

Tem gente que disputa campeonato de resolver cubo mágico com os pés e tem gente que gasta o dedão escrevendo livros por SMS.

Tem cliente / produto / job que exige que a gente esteja completamente a par dessas formas de expressão, não tem? Então, gaste os seus dedos conhecendo o que os malucos andam fazendo por aí. Metade disso ainda vai te ajudar em vários jobs. Fora que, fala sério, é divertido pacas!
: )

Coca-Cola Corda na Rua

A idéia é estrategicamente boa, então ainda não sei direito porque não acredito que vá dá o resultado esperado.

Acontece que a Coca-Cola, nos anos 80, fez promoções de sucesso retumbante: quem tem idade começada com 3 ou mais com certeza lembra das miniaturas de garrafas e do io-iô da Coca-Cola.
Foi uma febre.




Depois de amargar com Mini Craques, Copaloucos e outros brindes que sobraram no estoque*, a Coca-Cola agora quer reviver o sucesso daqueles tempos.

O case é lindo:

Fase 1: foi implementada uma ação de guerrilha, em vários pontos de convergência, com puladores de corda fazendo exibições e convidando as pessoas a participar. Em nenhum lugar havia a identificação da marca.

Fase 2: criada a mania, é lançada a campanha (comercial na TV (veja abaixo), site, ações de abordagem com a mesma dinâmica da ação de guerrilha).



A modalidade "pulação de corda / Rope Skipping" é forte lá fora e vem chegando mansinha aqui no Brasil. Mas eu, particular e sinceramente, acho que só viraria febre se houvesse uns seis meses de implementação da modalidade mais fortemente aqui.



Eu vejo assim: da mesma forma que, tempos atrás, uma novela da Globo obtinha 60% de audiência em um capítulo do meio da história, e hoje sofre com poucos pontos e a concorrência crescente, as promoções não funcionam da mesma maneira. As pessoas mudaram. Os hábitos mudaram. O mundo mudou.

Então, deveria haver um natural ajuste de expectativas: se antes podia-se criar uma febre como foi a do io-iô, hoje pode-se apropriar de uma modalidade... mas sem causar tanto frisson. Lembra do futebol radical de Nescau? Pois é.

Acho que a promoção tem tudo para ser um sucesso. Mas não o sucesso que a Coca-Cola está esperando dela. Nunca vai ser um novo io-iô.

Quando é que se adivinha que um diabolô vai aparecer do meio do nada? Ah, se pudéssemos prever uma coisa dessas.


*eu vi, em mais de um ponto-de-venda, os mini craques serem vendidos sem a obrigação de se adquirir o refrigerante – e sobrarem mesmo assim. E as pecinhas Copaloucos também vi serem rejeitadas por váaaaarias crianças. E jovens. E adultos.

UPDATE: como informa o Ariel, da Espalhe, nos comments, na fase 1 havia a divulgação do blog cordaderua.org. Inclusive, muita gente deve se lembrar que saiu na Veja. Eu não estava sendo irônica ao dizer que o case é lindo. Ele é lindo. Mas do ponto-de-vista criativo. Apenas, como eu também disse nos comments, acho que a CC deveria ter ajustado as expectativas aos "novos tempos". Uma mania dessas não se cria assim, no pá-pum, por melhor que seja a ação de comunicação e por maior que seja o impacto.

Guerrilha em duas partes

Anos atrás, um policial (não sei se por idéia própria ou sob alguma ordem superior) fazia abordagens-surpresa em semáforos movimentados de São Paulo: quando percebia alguém, ao volante de seu carro, distraído da vida, ele abria a porta do carro de repente e quase causava um enfarte na pessoa (e até hoje penso que foi um golpe de sorte realmente não ter acontecido algo do tipo, fala sério!). Pra quê? Para mostrar que não se pode ficar distraído, sob o risco de ser assaltado. Hoje, capaz que ele tomasse um tiro.

Todo mundo viu a ação da série 9MM?

Objetivo: apresentar, da maneira mais próxima e visível à população, a realidade da polícia de São Paulo.

A chamada:



Viral 1:



Viral 2:



Quinta-feira passada, 140 pessoas apareceram algemadas a postes, árvores e grades na Paulista e mais 60 na Berrini. Todas usando camisetas com dados sobre a violência de São Paulo.



Com exceção do lettering péssimo do vídeo acima, e da total falta de necessidade de se utilizar o termo "missão", forçando um "alinhamento" com as ações do ImprovEverywhere, na minha opinião, a ação, até aqui, foi perfeita.

Mas – e como tudo na vida tem um "mas" – no fim-de-semana, o espírito de porco do nosso amigo policial do primeiro parágrafo voltou a aparecer. E a ação do 9 MM perdeu meu apoio: 48 atores encenaram uma perseguição policial (47 "bandidos" e 1 "policial") no Ibirapuera e no Villa-Lobos.

Imagine o susto. O pânico. Mesmo que por segundos. Vivemos em São Paulo, essa São Paulo que foi escaneada em termos de violência para se fazer a série. E aí os caras vão e aplicam um susto no povo que tá lá tranquilão?

Achei isso o fim da picada. Se anos atrás, quando a maioria ainda parava no semáforo distraída, já era o fim, imagine agora, que o mais zen dos mortais pára o carro já em posição de alerta.

"A alegoria da ação é extremamente recorrente", disse um dos responsáveis. Ora, mas se não é esse justamente o problema… Eu, heim. Uma solução tão brilhante como a das pessoas algemadas na quinta-feira não merecia ser seguida pela performance "tenha um enfarte" do final de semana.



UPDATE: ok, estou amarrada em um tronco, levando chibatadas e, ao mesmo tempo escrevendo na lousa, 100 vezes, "não devo acreditar em tudo o que me falam e só postar sobre o que vi pessoalmente". O Ariel, da Espalhe, deixou nos comments a prova de que dei um tiro no pé aqui nesse post: a ação realizada no Ibirapuera e no Villa-Lobos não foi assustadora nem causadora de enfartes, como afirmei. Apesar do mini-medinho que algumas pessoas ficaram ao ler em vários sites e blogs que haveria uma perseguição pelo parque, não foi nada disso. E as fotos falam mais do que 1000 posts. Seguem abaixo. Até mudei o título do post. Então, desculpas para a Espalhe, de quem continuo fã - e quem lê o PP sabe que pago um pau pra eles mesmo. Vou voltar pro tronco, peraí.
E FÓOOOOOOOOOOOOOOOOO PRA ROBIIIIIIIIII!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Duas rodas, dois cases

Não sou motociclista* mas, se fosse, colocaria esse site nos meus favoritos:
Quem ama andar de moto não considera se locomover de outra forma, principalmente na hora de ir viajar. Os outros meios de transporte são uma segunda alternativa.
Então, para divulgar a nova linha Shadow 750 2009, a Honda mandou bem nesse espaço em que você encontra roteiros para conhecer o melhor do Brasil de moto, experiências de outros motociclistas e, é claro, todas as informações sobre o produto.
Um produto top com um site para quer uma moto porque adora moto.
Na outra ponta do segmento, temos a Dafra, com produtos voltados a quem tem menos poder aquisitivo e quer uma moto porque precisa de uma moto.
No site deles, encontra-se o espetacular "dafrâmetro".
Você coloca o valor que gasta todos os meses em transporte:
Aperta "simular" e o dafrâmetro indica qual é o modelo Dafra mais indicado para as suas condições de compra:
Você então pode ver as condições de pagamento e as características do produto que você pode adquirir usando a grana do transporte. É uma sacada de mestre, fala sério!
Um produto funcional com um site funcional.
Nice.

*meu querido amigo Zizare sempre ensina: "motoqueiro" é quem anda de moto porque consegue se equilibrar nela. Um motoboy, por exemplo. "Motociclista" é aquele cara que tem a moto como parte dele. Que curte, que tem prazer em andar com duas rodas, que respeita as leis, os carros, as pessoas e a si mesmo. Beijos, Marcones : )

Dia do Meio Ambiente

Estava eu ignorando o Dia do Meio Ambiente quando dou de cara com essa notícia (de ontem):

A Estrela e a petroquímica Braskem acabam de lançar o Banco Imobiliário Sustentável. Não, nele você não tem bônus em pontos para que alguém sustente você e te mantenha longe da falência. Mas, "ao invés de retratar um cenário urbano, as casas do tabuleiro apresentam reservas naturais como Rio São Francisco, Pantanal, Serra da Mantiqueira, Chapada dos Veadeiros e locais de produção de cana-de-açúcar como Ribeirão Preto (SP), Três Lagoas (MS) e Teotônio Vilela (AL)".

O jogo ainda tem todas as peças produzidas com o polietileno verde da Braskem (o primeiro produto desse tipo com essa matéria-prima), que "contribui para a redução do efeito estufa ao absorver e fixar gás carbônico (CO2) da atmosfera". O tabuleiro, a caixa e as cartas são produzidos com papel reciclável, é claro.

Fiquei imaginando que parte das vendas poderia ser revertida para apoiar algum projeto ambiental, já que a proposta é, em essência - e conforme divulgado - educacional.

Mas aí vi a ação de divulgação e esqueci desse pensamento, porque a coisa toda é muito bacana: a partir de hoje (e durante todo esse fim-de-semana), 3 tabuleiros gigantes foram colocados em um local de convergência (a marquise do Ibirapuera, SP), para que as pessoas pudessem jogar fazendo as vezes de pecinha. A-m-e-i. E vou passar por lá no finde para ver de perto.

Para quem quiser jogar a versão normal, também haverá mesas com o jogo real à disposição.

A divulgação com os famosos e fundamentais argumentos racionais se dará nos PDVs, com folhetos falando do jogo e sobre a parte da sustentabilidade diretamente relacionada a ele.

Quer ir também?
"BANCO IMOBILIÁRIO" GIGANTE E ECOLÓGICO
Onde: Marquise do Parque Ibirapuera ao lado do MAM
Quando: de 5 a 8 de junho, quinta a domingo, das 11h às 17h
Quanto: Entrada franca
(vi aqui)

Update: Vi no Blog de Guerrilha que a ação foi realizada em outros lugares e tem até um site só pra ela. Cool.


Viva a referência! Salve o repertório!

Eu adoro consultar sites que reúnem coisas bacanas, engraçadas, úteis e inúteis, garimpadas pelos sites de venda de todo o mundo.

Meu preferido é o WishList, mas tem muitos outros, como esse aqui e esse aqui, por exemplo.

Dê uma olhadinha de vez em quando em um desses e você até sente o cérebro respirar.


Aparecem na sua frente coisas como molde para fazer pedras de gelo em formato de dentadura, uma boneca inflável de cachorro e uma luminária feita com óculos ray-ban que, olha gente, não se inibam, fiquem à vontade para me dá-la de presente, meu aniversário é em setembro :)












Você acaba muitas vezes tendo idéias que vai ver nem têm muita conexão com o que está ali na tela.
Mas às vezes não acontece de ver um cara fazendo churrasquinho de gato e ter a idéia de fazer um evento gastronômico para as consumidoras do produto X, cujo job está na sua mesa? Então. Viva a referência, salve o repertório.
Ou você tem alguma dúvida de que essa idéia para divulgar o Punto com teto solar (as 3 fotos logo aqui abaixo), por exemplo, surgiu porque alguém viu aquele produto bizarro ali no final do post?



O produto:

Vi o produto no Wish List e a ação, no Lá Fora.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Referências & Fontes

As fontes de informação de todos os Planners são as mesmas. Elas estão aí, disponíveis, nos cercando, se escondendo, mas estão ao alcance das minhas mãos e das suas.

O negócio é: como eu faço para que todas essas um milhão de informações a que temos acesso todos os dias faça o MEU trabalho mais eficiente?

Por isso, descobrir um site bacana e guardar o link a sete chaves é besteira. Primeiro, porque, se o site é mesmo bacana, dali a pouco está bombando, quer você queira, quer não. E segundo que, se eu e você lermos a mesma notícia, provavelmente faremos uso dela de modo diferente, em momentos diferentes.

É tudo uma questão de repertório. E timing.

Então, o que faço é abrir o mais possível meu leque de fontes e referências. Mas reduzir o bastante para conseguir zerar o Google Reader pelo menos uma vez por semana.

Ninguém consegue ler tudo todo dia. Então, aprenda a filtrar, priorizar e se disciplinar. E, assim, divirta-se com a novidade da nossa barra lateral de 1.001 utilidades: todos os sites e blogs que nossos leitores apontaram como preferidos na pesquisa mês passado. E ainda divididos entre os "top 10" (na ordem de preferência) e os outros, em ordem alfabética.

Enjoy
;)

Bombom no bumba

Nosso leitor Adams nos enviou a experiência que teve e que, imediatamente, fez-se lembrar do post do Raul. Se um vendedor não tinha noção de posicionamento e tentava vender cavaquinhos na Berrini, vejam só esse outro:

"Outro dia, no ônibus, entrou mais um daqueles vendedores ambulantes que pedem para você segurar um instantinho, sem compromisso, o produto deles, e então você já começa a penar, lá vem mais um com o discurso já manjado de que está desempregado e pede uma ajuda e tal.

"Mas, nesse dia, o vendedor me surpreendeu. Ele trazia pacotes com uns cinco bombons, que entregou aos passageiros. Eu, como sempre, não peguei o pacote e quase me desliguei do papo do cara, mas, após a primeira frase, fiquei interessado na conversa.

"Ele disse que trazia um bombom de alta qualidade, produzido pela Arcor, que era a quarta maior empresa de chocolates do Brasil, atrás apenas da Nestlé, da Garoto e da Lacta, nesta ordem, e que o chocolate não era esses de baixa qualidade, que os outros vendedores ofereciam. Informou ainda que o preço dele era mais baixo, apesar de tudo estar aumentando, desde o barril de petróleo até o arroz.

"O timing do cara era perfeito. Era quase 4 e meia da tarde, a tradicional hora do lanchinho, e ele provavelmente trabalharia até as seis ou sete horas da noite, abordando as pessoas que sairiam de seus trabalhos, potencializando sua venda.

"Veja, o cara é um vendedor ambulante, provavelmente com baixa escolaridade, totalmente ligado no que acontece, com um discurso poderoso de venda, baseado na diferenciação do produto e na comparação com os concorrentes, oferecendo um produto de marca aos passageiros de um ônibus a um preço competitivo.

"Agora imagine o potencial de uma força de vendas deste tipo em uma cidade como São Paulo, com os milhares de ônibus nos principais corredores da cidade advogando em benefício de uma marca. Da sua marca ou da marca do seu cliente.

"O ambulante comprou o chocolate em um distribuidor, provavelmente um atacadista, imaginou um preço competitivo, estudou o mercado (passageiros do busão), a empresa (Arcor), ensaiou um discurso de venda e saiu a campo. Melhor do que muita promotora de PDV, não é?

"Agora a questão é se seria viável uma ação de incentivo para esse público “interno”? Como abordar centenas ou milhares de vendedores ambulantes e motivá-los a vender seu produto? Esse tipo de ação traria resultados relevantes para os distribuidores de chocolates? A empresa de chocolates ou os distribuidores poderiam dar ajuda logística para os ambulantes ou poderia identificar as melhores áreas para venda? Alguma sugestão?"


Na verdade, Adams, existem ações destinadas a estes vendedores. Nos grandes atacadistas fazemos ações como, por exemplo, "na compra de X caixas, você tem direito a uma raspadinha". E estamos falando em quantidades muito pequenas mesmo, tipo menos de 10: "na compra de 4 caixas de produtos Adams, sendo uma de Bubbaloo, você ganha uma raspadinha".

E os prêmios são baratinhos e podem ser objetos que facilitem a venda do cara, desde um boné para ele usar até um "display" para ele carregar a mercadoria na hora de vender.

Eu, por exemplo, fiz uma vez, aqui na SD, em 2001, uma promoção que colocava um enorme painel-raspadinha decorado na loja, bem perto da entrada.

O cara, comprando as X caixas, tinha o direito de raspar um número lá no Raspadão. Ele podia ganhar um prêmio na hora e ainda concorria a uma bicicleta por loja. Preminho simples, tudo pequeno, e bombava de gente participando.

Claro que, ao invés da raspadinha pode ser qualquer outra mecânica. O fato é que funciona. É bom para o Atacadista, que tem fidelidade, é bom para o Vendedor ambulante, que tem uma vantagem a mais e é bom para a empresa, que vende mais... não apenas aos ambulantes como para o varejinho em geral.

Esse vendedor de cavaquinho precisava ler o Promo Planners!
: )

Valeu, Adams! ;)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Será o fim?

Nossa leitora Dri Azzolini enviou dois links e uma polêmica: depois de ler sobre o BrandDoozie aqui e sobre a ação de M&M no Kinoplex aqui, ela mandou uma fagulha pra nós, pra ver se incendeia a polêmica "as pequenas agências estão com os dias contados?".

Eu gostaria imensamente de, mais do que dar minha opinião aqui, ter a opinião de vocês, postadores e leitores desse blog. Portanto enviem seus comentários via comment ou e-mail, que vou publicando aqui.

Opinião da Dri:

"Será mesmo o fim das pequenas agências? E já não é chegada a hora? Não que eu seja contra, tem sempre espaço pra todo mundo, mas principalmente no mercado promocional, às vezes não parece uma pastelaria? Já estamos competindo com as houses, com os próprios departamentos de marketing que criam peças pequenas e rápidas e até campanhas de incentivo inteiras. O único problema é a qualidade e o resultado dos projetos e aí é que vem a diferença em se usar uma agência, profissionais etc. Eu acho isso ótimo não só para o cliente parar de pedir job-pastel: as agências vão ter que fazer um "algo mais" e muito melhor e, logicamente, serem muito boas no convencimento do cliente em executar jobs melhores e com certeza, de melhor resultado!"


Opinião da Robi (esta que vos tecla):

Ok, então vamos pensar como Planners que somos. Temos a seguinte situação:

1) Agências ATL fazendo ações promocionais. 2) Agências pequenas, mas boas: essas, são pequenas porque são novas e/ou enxutas, serão um dia médias ou grandes. 3) Butiques de Criação e/ou de Planejamento (ou Consultoria). 4) Agências pequenas, mas ruins (míopes e/ou incompletas), que serão sempre pequenas porque não têm competência de crescer. e 5) freelas, bureaus e micro estruturas, humanas ou virtuais, que produzem layouts de peças promocionais a rodo.

Pra mim, esse bororó se divide em 2 partes:

Parte 1: agências-braço

Agências-braço são aquelas que executam o que o cliente pensou/mandou.

Existe uma concorrência direta entre as micro-estruturas de layout e as agências pequenas e míopes. E imagino que as primeiras acabem se saindo melhor por conta de uma maior flexibilidade de preço (não têm estruturas a manter).

Parte 2: agências-cabeça

Agências-cabeça são aquelas que pensam. Que ajudam o Cliente a construir a marca.

Aqui a concorrência é, na minha opinião, entre as agências boas e as butiques e consultorias de Criação/Planejamento. Não é? Acho que é. E assim, juntando ATL e BTL em "agências boas" mesmo.

Médias e grandes agências ATL estão utilizando ferramentas BTL há tempos. Agora, muitas delas, depois de ver o surge-e-some dos departamentos de No Media que tiveram, estão fazendo parcerias, sociedades e suas próprias áreas BTL. O exemplo máximo, pra mim, é a NeoGama/BBH.

Enquanto isso, na Sala de Justiça... as agências BTL, médias e grandes, estão utilizando, cada vez mais, a mídia tradicional para compôr suas grandes ações promocionais. Isso não porque uma queira invadir o território da outra, mas porque as ferramentas de comunicação evoluíram e o consumidor mudou quase que completamente seus hábitos. Vemos todos os dias, aqui e em outros sites e blogs, como isso vem acontecendo.

Concluindo então: Dri, não acho que as agências pequenas estejam fadadas à extinção. Acho, sim, que as agências que não acompanham o mercado é que estão. Mas não estamos todos? Ou a gente acompanha ou... rua. Ou a nossa agência acompanha ou... falência. Ou o Cliente acompanha ou... prateleira de baixo.

E cabe a nós contribuir para mudar o lugar em que a gente trabalha. Eu tenho 8.915 jobs-pastel no meu follow nesse exato momento - e que atire o primeiro mouse quem não tiver. Mas já tive mais. Aos poucos a gente consegue melhorar as coisas. Porque, afinal, agência-braço não precisa de Planner ;)

Agora, me digam, qual é a opinião de vocês? Mandem aí, nos comments e por e-mail que eu vou pondo aqui.

Valeu, Dri!

;)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Apresentação Show

No post anterior, vimos as 5 lições que tirei, ao longo da carreira, para se fazer uma apresentação eficiente. O e-mail do Promo Planners bombou e agora as 5 lições passarão a constar aí na barra lateral, para você acessar, sem trabalho nenhum, sempre que precisar.

Então agora vamos ver como tudo isso se aplica na prática. Para tanto, acho que o melhor é criarmos um job fake aqui para montar a apresentação dele.

Vou usar como job fake o exemplo esdrúxulo que inventei para o Desafio Hipotético 10:

Cliente: fabricante de tanques de lavar roupa
Briefing: o cliente quer alavancar suas vendas, já que as vendas estão despencando.
Ele pediu uma promoção de vendas em que o consumidor compra um tanque e ganha, na hora, 5 lindos pregadores.
Precisamos desenvolver esse brinde e criar a comunicação da promoção.

Ok, briefing na mão, a agência chegou a algumas conclusões, soluções e idéias:
Primeiro: por que as vendas dele estão despencando? Porque as classes baixas estão comprando tanquinho? Mais do que isso, porque grande parte já está comprando máquinas com centrifugação e diversos features. Então, a promoção não vai adiantar nada.
(Não esqueça que esse é um job fake e estou mandando ver aqui sem checar nenhum dado, citação, é só um exemplo)

Porém, cada vez mais temos pessoas jovens morando sozinhas, casais jovens etc., pessoas que têm tanque em casa meio porque "tem que ter".
Então, vamos falar com essas mulheres, cheias de blusinhas com linhas, texturas, apliques e brilhinhos que são destruídos pela máquina de lavar, afirmando que, com esse tanque em casa, elas poderão manter suas roupas especiais sempre impecáveis e de maneira muito fácil.

Vamos lá: o Cliente vai chegar na reunião esperando ver o layout da promoção de Dia das Mães. Como fazemos a apresentação que o convencerá de que estamos certos?

Neste post, o passo 1: esqueletar a apresentação. Faça um esqueleto de tudo o que você vai falar, na ordem, a lápis ou no computador, como você preferir, para ter uma visão geral da apresentação, antes mesmo de começar o arquivo final. Assim, você não se perde e, sabendo o que vem depois, já constrói os elos certos entre um slide e outro, ganhando dinamismo e continuidade.

Esqueleto 1: mostrando todo o raciocínio feito pelo Planner

1.
Dados do briefing:
-O tanque tem x% de mercado, mas já foi o líder de vendas em sua categoria.
- seu design anatômico facilita a lavagem de roupas de todos os tipos.
- as consumidoras pesquisadas disseram que este modelo é muito bonito e reconhecem a qualidade.

2.
Objetivos
- alavancar as vendas.
- aproveitar o incremento de vendas que o mercado em geral tem por conta do dia das mães pra implementar uma promo comprou-ganhou.

3.
Considerações iniciais:

A. os novos hábitos de consumo das classes C e D.
- Inserir pesquisa com dados de mercado, do varejo e do segmento de eletrodomésticos – conclusões dessa parte.

B. constatação de que, no Dia das Mães, as mulheres não querem ganhar um tanque de lavar roupa:

- Inserir pesquisa em que as mulheres falam o que acham de ganhar presentes “para a casa” no dia das mães.

Interrompemos essa apresentação para dizer que o cliente levantou e foi embora dizendo “que enrolação, não foi isso que eu pedi”.

Nova tentativa - Esqueleto 2: começo-bomba para prender a atenção do cliente

1.
As mulheres não querem ganhar um tanque de presente de Dia das Mães

2.
Inserir pesquisa que mostra os presentes mais desejados pelas mulheres no Dia das Mães e sua opinião sobre ganhar um tanque de lavar roupas.

Interrompemos essa apresentação para dizer que o cliente levantou e foi embora dizendo “você acha que sabe mais do meu negócio do que eu? Estou a 50 anos no mercado, meu filho!”

Nova tentativa - Esqueleto 3: apresentação-show

1.
Os hábitos de compra das classes baixas mudaram nos últimos anos:
como era / como é hoje
quem era a consumidora de tanques / o que ela quer hoje.

2.
Opinião das mulheres sobre ganhar um tanque no Dia das Mães:
vídeo de 1 minuto:
Lettering “o que você gostaria de ganhar no Dia das Mães?”
Clipe das melhores respostas.
Lettering: “e o que você faria se ganhasse um tanque de lavar roupa ao invés disso?”
Clipe com as melhores respostas e expressões.

3.
Oportunidade:
(fotos de mulheres jovens com peças de roupa com linhas, texturas, apliques etc que não podem ser lavadas na máquina)
Dizer que as mulheres de 20 a 30 anos precisam ter outra forma de lavar suas roupas especiais. Lavanderia -> é caro
Empregada -> nem sempre toma o cuidado necessário
Solução -> tanque desenvolvido para isso -> novo posicionamento

4.
Idéia criativa
Desdobramento de ações:
- Abordagem em pontos de convergência
- Material impresso em ptos de venda de imóveis de baixa metragem
- Material entregue nas lojas de roupas
- Promoção junto às revistas femininas da Ed. Abril
- Promoção junto a marca de sabão em pó
- Ação específica para SPFW

5.
Prognóstico e possibilidades de continuidade das ações

6.
Anexos:

- Lista completa de lojas de roupas, empreendimentos imobiliários, revistas e marcas – possíveis parcerias.
- Pesquisa completa de hábitos de compra das classes baixas.
- Pesquisa com dados do mercado de eletrodomésticos com ênfase no segmento de máquinas de lavar roupa.
- Exemplos de roupas que estão em voga hoje e que são destruídas se lavadas na máquina.


No próximo post, a gente passa a construir a apresentação propriamente dita.
; )