terça-feira, 3 de junho de 2008

Será o fim?

Nossa leitora Dri Azzolini enviou dois links e uma polêmica: depois de ler sobre o BrandDoozie aqui e sobre a ação de M&M no Kinoplex aqui, ela mandou uma fagulha pra nós, pra ver se incendeia a polêmica "as pequenas agências estão com os dias contados?".

Eu gostaria imensamente de, mais do que dar minha opinião aqui, ter a opinião de vocês, postadores e leitores desse blog. Portanto enviem seus comentários via comment ou e-mail, que vou publicando aqui.

Opinião da Dri:

"Será mesmo o fim das pequenas agências? E já não é chegada a hora? Não que eu seja contra, tem sempre espaço pra todo mundo, mas principalmente no mercado promocional, às vezes não parece uma pastelaria? Já estamos competindo com as houses, com os próprios departamentos de marketing que criam peças pequenas e rápidas e até campanhas de incentivo inteiras. O único problema é a qualidade e o resultado dos projetos e aí é que vem a diferença em se usar uma agência, profissionais etc. Eu acho isso ótimo não só para o cliente parar de pedir job-pastel: as agências vão ter que fazer um "algo mais" e muito melhor e, logicamente, serem muito boas no convencimento do cliente em executar jobs melhores e com certeza, de melhor resultado!"


Opinião da Robi (esta que vos tecla):

Ok, então vamos pensar como Planners que somos. Temos a seguinte situação:

1) Agências ATL fazendo ações promocionais. 2) Agências pequenas, mas boas: essas, são pequenas porque são novas e/ou enxutas, serão um dia médias ou grandes. 3) Butiques de Criação e/ou de Planejamento (ou Consultoria). 4) Agências pequenas, mas ruins (míopes e/ou incompletas), que serão sempre pequenas porque não têm competência de crescer. e 5) freelas, bureaus e micro estruturas, humanas ou virtuais, que produzem layouts de peças promocionais a rodo.

Pra mim, esse bororó se divide em 2 partes:

Parte 1: agências-braço

Agências-braço são aquelas que executam o que o cliente pensou/mandou.

Existe uma concorrência direta entre as micro-estruturas de layout e as agências pequenas e míopes. E imagino que as primeiras acabem se saindo melhor por conta de uma maior flexibilidade de preço (não têm estruturas a manter).

Parte 2: agências-cabeça

Agências-cabeça são aquelas que pensam. Que ajudam o Cliente a construir a marca.

Aqui a concorrência é, na minha opinião, entre as agências boas e as butiques e consultorias de Criação/Planejamento. Não é? Acho que é. E assim, juntando ATL e BTL em "agências boas" mesmo.

Médias e grandes agências ATL estão utilizando ferramentas BTL há tempos. Agora, muitas delas, depois de ver o surge-e-some dos departamentos de No Media que tiveram, estão fazendo parcerias, sociedades e suas próprias áreas BTL. O exemplo máximo, pra mim, é a NeoGama/BBH.

Enquanto isso, na Sala de Justiça... as agências BTL, médias e grandes, estão utilizando, cada vez mais, a mídia tradicional para compôr suas grandes ações promocionais. Isso não porque uma queira invadir o território da outra, mas porque as ferramentas de comunicação evoluíram e o consumidor mudou quase que completamente seus hábitos. Vemos todos os dias, aqui e em outros sites e blogs, como isso vem acontecendo.

Concluindo então: Dri, não acho que as agências pequenas estejam fadadas à extinção. Acho, sim, que as agências que não acompanham o mercado é que estão. Mas não estamos todos? Ou a gente acompanha ou... rua. Ou a nossa agência acompanha ou... falência. Ou o Cliente acompanha ou... prateleira de baixo.

E cabe a nós contribuir para mudar o lugar em que a gente trabalha. Eu tenho 8.915 jobs-pastel no meu follow nesse exato momento - e que atire o primeiro mouse quem não tiver. Mas já tive mais. Aos poucos a gente consegue melhorar as coisas. Porque, afinal, agência-braço não precisa de Planner ;)

Agora, me digam, qual é a opinião de vocês? Mandem aí, nos comments e por e-mail que eu vou pondo aqui.

Valeu, Dri!

;)

Um comentário:

Adriana disse...

Estou muito honrada em ser citada no PP, acho até que vou desmaiar...(rs).
Espero que os planners e quem mais deseje falar, aproveite a ocasião e participe. Porque é bom saber o que todos pensam por um dia-a-dia melhor no nosso mercado, afinal o futuro é já e nós somos seus agentes modificadores.
Seria loucura, portanto, perder esta oportunidade oferecida pelo PP.
Um abraço a todos, Drica Azzolini