Anos atrás, um policial (não sei se por idéia própria ou sob alguma ordem superior) fazia abordagens-surpresa em semáforos movimentados de São Paulo: quando percebia alguém, ao volante de seu carro, distraído da vida, ele abria a porta do carro de repente e quase causava um enfarte na pessoa (e até hoje penso que foi um golpe de sorte realmente não ter acontecido algo do tipo, fala sério!). Pra quê? Para mostrar que não se pode ficar distraído, sob o risco de ser assaltado. Hoje, capaz que ele tomasse um tiro.Todo mundo viu a ação da série 9MM?
Objetivo: apresentar, da maneira mais próxima e visível à população, a realidade da polícia de São Paulo.
A chamada:
Viral 1:
Viral 2:
Quinta-feira passada, 140 pessoas apareceram algemadas a postes, árvores e grades na Paulista e mais 60 na Berrini. Todas usando camisetas com dados sobre a violência de São Paulo.
Com exceção do lettering péssimo do vídeo acima, e da total falta de necessidade de se utilizar o termo "missão", forçando um "alinhamento" com as ações do ImprovEverywhere, na minha opinião, a ação, até aqui, foi perfeita.

Mas – e como tudo na vida tem um "mas" – no fim-de-semana, o espírito de porco do nosso amigo policial do primeiro parágrafo voltou a aparecer. E a ação do 9 MM perdeu meu apoio: 48 atores encenaram uma perseguição policial (47 "bandidos" e 1 "policial") no Ibirapuera e no Villa-Lobos.
Imagine o susto. O pânico. Mesmo que por segundos. Vivemos em São Paulo, essa São Paulo que foi escaneada em termos de violência para se fazer a série. E aí os caras vão e aplicam um susto no povo que tá lá tranquilão?
Achei isso o fim da picada. Se anos atrás, quando a maioria ainda parava no semáforo distraída, já era o fim, imagine agora, que o mais zen dos mortais pára o carro já em posição de alerta.
"A alegoria da ação é extremamente recorrente", disse um dos responsáveis. Ora, mas se não é esse justamente o problema… Eu, heim. Uma solução tão brilhante como a das pessoas algemadas na quinta-feira não merecia ser seguida pela performance "tenha um enfarte" do final de semana.
UPDATE: ok, estou amarrada em um tronco, levando chibatadas e, ao mesmo tempo escrevendo na lousa, 100 vezes, "não devo acreditar em tudo o que me falam e só postar sobre o que vi pessoalmente". O Ariel, da Espalhe, deixou nos comments a prova de que dei um tiro no pé aqui nesse post: a ação realizada no Ibirapuera e no Villa-Lobos não foi assustadora nem causadora de enfartes, como afirmei. Apesar do mini-medinho que algumas pessoas ficaram ao ler em vários sites e blogs que haveria uma perseguição pelo parque, não foi nada disso. E as fotos falam mais do que 1000 posts. Seguem abaixo. Até mudei o título do post. Então, desculpas para a Espalhe, de quem continuo fã - e quem lê o PP sabe que pago um pau pra eles mesmo. Vou voltar pro tronco, peraí.
E FÓOOOOOOOOOOOOOOOOO PRA ROBIIIIIIIIII!











Vi o produto no 











Dentro de um saquinho daqueles de limão da feira, um folheto em forma de limão, e a argumentação do texto era toda em cima da refrescância do limão e da saudabilidade do azeite. Quem souber de que agência é, por favor, ponha aí nos comments.













