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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Levando os públicos de interesse às alturas


E se um dia você receber um briefing pedindo um jantar diferenciado para o público formador de opinião que gere impacto, buzz e PR? O que você faz? Corre da agência fingindo uma faringite aguda e empurra o projeto de volta para o atendimento? Fica desesperado procurando alguma maneira de juntar tudo isso em um único evento?

Então conheça o projeto "Dinner in the Sky", um evento único feito para quem deseja transformar um jantar comum em um momento cheio de experiências e que ficará marcado na memória de seus convidados.

Uma mesa suspensa a 50 metros de altura e com capacidade para 22 pessoas ficarem lá em cima por até 8 horas. Lá de cima, além do jantar com uma vista inesquecível, podem existir diversas atrações por conta do "patrocinador".

O evento já aconteceu em diversos países adotado pelas mais diversas empresas. São degustações, demonstrações de produto, ou simplesmente um motivo a mais para gerar relacionamento com o consumidor.

Um dos países indicados no site é o Brasil, mas não encontrei quem ou quando será realizado o evento aqui no Brasil

Roubei as fotos do excelente blog O que inspira?. O blog da agência Abelha Rainha, que anda fazendo projetos inspiradores lá no interiorrrr de SP.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Coragem

A Red Bull já construiu e consolidou sua marca com filminhos non-sense de animação tosca e patrocinando atividades radicais, malucas e perigosas.
A maioria dos clientes ficaria com medo de ver um atleta ou doido desses se esborrachar com a sua marca no peito. É preciso ter coragem para construir uma marca forte, com personalidade e que te possibilita vender uma latinha de refrigerante 5 vezes mais cara que a maioria dos concorrentes.
Todo esse blá, blá, blá foi só para justificar esse vídeo.
Tudo bem que Red Bull te dá asas, mas esse cara exagerou.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

ação debaixo da ponte

Falando nas referências culturais que ajudam nosso trabalho, outro dia fui a uma exposição no Itaú Cultural e conheci o Post-Its - Ciudade Ocasionales, que mostra projetos sociais em diversas cidades da América Latina.

No Brasil, foi mostrado ali o Projeto Cora Garrido/Projeto Viver. É simplesmente o máximo e já estou pensando em alguma coisa, mesmo que proativa, para oferecer pra algum Cliente (fique à vontade para pegar essa idéia pra você).

O ex-pugilista Nilson Garrido, trabalhando como segurança em um lugar embaixo do Minhocão, cansado de testemunhar, sem poder fazer nada, o modo de (sub)vida daquelas pessoas, em meio a drogas, violência, miséria, abusos etc, resolveu montar uma academia de boxe.

Uma academia toda improvisada, em que, por exemplo, uma carcaça de geladeira faz as vezes de saco de areia.

Em um ano e meio, uma das academias teve 2000 pessoas cadastradas (o cadastramento é para imprimir um mínimo de ordem no entra-e-sai geral). E Garrido viu muita gente aumentando sua auto-estima e mudando seu destino (mesmo. É emocionante). Com isso, a violência na região das academias diminui, os moradores passam a, por exemplo, andar mais a pé e a colaborar como podem com o projeto. São livros, brinquedos e roupas doados, fazendo a academia ter sempre uma área de convivência, que se forma naturalmente.

Não é o máximo?

Eu gostaria que algum Cliente patrocinasse um projeto assim. Da maneira correta, só como apoio, capitalizando sem exagero pro seu lado. Retorno de imagem, sacumé?

Coisas inspiradoras geram jobs vencedores.

Para saber mais: tem um post no meu blog Céu que reúne várias matérias e informações.



Participe da nossa pesquisa: é só mandar um e-mail com "pesquisa" no subject e concorra a 2 livros bacanas.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Capitalizando o Investimento do Cliente

"Inspirado" pelo Desafio Hipotético 9, nosso leitor Adams enviou um post com um case de Whiskas. Achei muito interessante a função promo planner neste canal de entretenimento, que, gerando desdobramentos, capitaliza em cima de um patrocínio, trazendo mais valor agregado. Segue o e-mail-post do Adams:

A ativação em entretenimento é uma coisa um pouco complexa, pois pode envolver a utilização de imagens do conteúdo (artista, espetáculo, time de futebol) por parte do cliente, e definição de que tipo de ação cada patrocinador pode fazer com o conteúdo por parte de quem promove o evento e interação entre ambos com a agência escolhida pelo cliente para criação das ações.

Geralmente, o patrocinador principal de um evento tem os maiores direitos mas, com criatividade, pode-se obter grande visibilidade e resultados, mesmo tendo uma participação menor na escala de patrocínio.

Para ilustrar como isto pode funcionar cito o case do Whiskas (Masterfoods) patrocinando o espetáculo touring company da Broadway Cats em 2006. Embora, historicamente, empresas de bens de consumo não sejam muito receptivas a patrocínios, já que a maioria dos executivos faz um raciocínio baseado na comparação entre este tipo de investimento e a aplicação da verba em mídia, que, supostamente, tem um retorno maior, é possível obter retornos relevantes utilizando o entretenimento como ferramenta de marketing.

Esse é o trabalho do planejamento: mostrar ao cliente/prospect alternativas que, além das opções tradicionais, sejam criativas e respeitem seu budget.

À primeira vista, a ligação de Whiskas com Cats parece óbvia, mas, para que o projeto fosse vendável, foi apresentada uma proposta que consistia em instalar um lounge no foyer da casa de espetáculos com o look&feel da marca, pufes que se pareceriam com novelos de lã, para que as pessoas aguardassem o início do espetáculo enquanto eram abordadas por promotoras, divulgando o novo lançamento da marca.

Idéia simples, barata e que liga o espetáculo ao produto é tudo o que o cliente quer. Mas, naquele momento, o essencial para a marca era gerar a experimentação. E a distribuição de sampling do produto na saída do show não parecia uma boa alternativa.

O cliente e sua agência então sugeriram a realização de uma promoção nacional compre-concorra, com divulgação nos PDVs e no site da empresa (canais permitidos pela cota de patrocínio adquirida). O prêmio: kits Whiskas+Cats e/ou ingressos para assistir ao espetáculo em São Paulo ou no Rio de Janeiro. O resultado da ação foi sucesso total, com milhares de consumidores participando da promoção e experimentando o novo produto. Além das milhares de pessoas impactadas on-site pelo stand e outras tantas que viram a marca Whiskas nos anúncios do Cats.

Este foi um grande exemplo de criatividade associada ao entretenimento, com adequação, impacto e relevância que pode servir de exemplo para que outras empresas invistam neste tipo de ação.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Oportunidades Musicais

Quando lancei o Desafio Hipotético 8, escolhi o texto do Luciano para publicar aqui. Agora, lendo o post do Panhoca, me lembrei do texto que o Adams, nosso leitor promo planner, me enviou nessa oportunidade.

Ele escreveu sobre como os clientes estão lançando mão do entretenimento “para ativar, fazer ações de relacionamento e de branding”. Uma tendência crescente e fácil de identificar, mesmo para ele, que não trabalha em agência.

São “patrocínios de conteúdos, eventos proprietários, naming right e outras modalidades” em que as marcas podem capitalizar, sedimentar imagem e gerar vendas.

Ele segue: “Podemos ilustrar isto usando como exemplo os musicais internacionais. Há quase 10 anos tínhamos apenas uma produção com a chancela Broadway em cartaz em São Paulo: “Lês Misérables”, que foi apresentada no Teatro Abril, antigo teatro Paramount, totalmente restaurado.

“Em alguns dias, com o patrocínio de grandes marcas, teremos pelo menos 4 musicais em cartaz ao mesmo tempo na mesma cidade, sejam em montagens originais ou adaptações, mas todas com o selo Broadway estampado: “The Producers”, patrocinado pela Colgate e Santander; “Miss Saigon”, patrocinado pela Credicard Citi; “West Side Story”; e “Aída, Musical de Elton John e Tim Rice” patrocinados pelo Bradesco e pela Amex. Essa concorrência toda deve deixar os produtores com os cabelos em pé, pois eles devem estar se perguntando se há público suficiente para lotar as platéias e garantir aos patrocinadores o retorno do investimento”.

Agora, juntando esse texto do Adams com o Desafio Hipotético 9, me diga: se seu Cliente comprasse o patrocínio de uma dessas peças, você sugeriria uma ação para capitalizar esse patrocínio? O que você proporia?

A sua resposta pode ser a próxima oportunidade que sua agência vai aproveitar – e faturar em cima. Aproveite sua Criatividade!

Valeu pela colaboração, Adams ;)