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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Inovação em Storytelling: do branded content à transmídia



A ESPM vai dar um curso de Inovação em Storytelling de abril a maio aqui em SP.

O mais bacana desse curso é que, além de ser uma necessidade para os planners, é que um dos professores é o ex-promoplanners Bruno Scartozzoni.

Ele domina isso há um bom tempo e tem toda a propriedade para falar e te ensinar sobre o assunto. Se você estiver em SP e puder, faça o curso. Vale a pena!

Se você não estiver, mas puder passar o tempo aqui, não perca. Vai fazer diferença no seu mercado de trabalho.

Para acessar o link da ESPM, clique aqui


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

As tecnologias e as promoções



Quando comecei a me interessar e participar de promoções tudo era muito diferente do que é hoje.

Via na cozinha de casa, minha mãe recortando embalagens para juntar todas, inserir todos em um envelope, ir até os correios, envelopar e mandar a carta para a Caixa Postal da promoção.

Vi também muitas vezes meu pai indo ao posto em que ele sempre abastecia preencher os cupons com seus dados e depositar numa urna.

E claro que nem me passava pela cabeça qual era o caminho daqueles cupons do posto até aquela pilha enorme de cupons na televisão.

Trabalhando do lado de cá das promoções, hoje sei bem que a responsabilidade é da agência de recolher e colocar novas urnas nos PDVs assim como toda a legislação que protege o consumidor com relação à promoções.

Mas sei também o quanto a internet e as novas tecnologias facilitam a participação de consumidores.

Veja por exemplo as promoções de cartão de crédito: Basta você entrar no site, se cadastrar uma única vez e começar a usar o cartão. A cada X reais em compras ele automaticamente cria um novo cupom para você com seus dados impressos sem você nem perceber.

Ou então retirar um cupom de uma embalagem e através do SMS já cadastrar o cupom com seus dados em uma promoção. Quer coisa mais fácil que essa?

Fato é que as últimas tecnologias vieram para facilitar ainda mais a participação do consumidor e reduzir os custos de promoção para as agências e clientes.

Por outro lado, tudo é quase tão fácil que as pessoas começam a não ver a promoção acontecendo. Tudo fica intangível para o consumidor. Ele não vê o cupom, ele não vê a urna, não vê a carta, não vê nada. E se ele não vê nada e na grande maioria das vezes não ganha nada, passa a desacreditar na ferramenta de promoção.

Tenho participado de algumas pesquisas de promoção ultimamente e tenho visto esse tipo de comentário mais frequente: "Ah, mas será que sortearam mesmo? Eu não vi nenhum sorteio, não vi a cara do ganhador... Todos os meus amigos participaram e ninguém conhece alguém que já ganhou uma promoção dessas."

É por isso que, muitas vezes, víamos os sorteios acontecendo na televisão. Existia uma fase final de campanha que era feita para comunicar o dia do sorteio. Dessa maneira, as pessoas poderiam ver e atestar a veracidade da promoção. Muitas delas, inclusive, faziam a entrega da premiação também na TV.

Hoje, com os cortes de custos, vemos cada vez menos sorteios acontecendo na TV.

Quando não há a possibilidade de fazer o sorteio em uma inserção na televisão aberta, a realização do sorteio via streaming ou postando o vídeo no hotsite da promoção é uma saída para gerar mais credibilidade e idoneidade para sua promoção.

E sempre que você tiver um cliente disposto a fazer uma grande promoção, sugira realizar o sorteio na TV e depois apresentar os ganhadores. É sempre uma maneira interessante de tangibilizar a promoção já que a tecnologia intangibiliza.

E tenho dito!

PS: Obrigado ao Bruno Scartozzoni pela dica do post

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em algum lugar do passado

Minha avó já passou dos 90 e até pouquíssimo tempo atrás tinha lucidez suficiente para morar sozinha e dirigir um carro. Mas o tempo é implacável até com quem se cuida e, mais dia menos dia, chega a hora de pisar no breque e desacelerar.

Pois bem, ela ainda está viva e relativamente bem de saúde, mas não podendo mais viver de forma independente tivemos que tomar a dura decisão de vender seu apartamento e trazê-la para a casa de meus pais. Coisa que, diga-se de passagem, ela não concordou muito. Mas acreditem, não havia outra opção.

Por causa disso passei um dia todo dentro de seu apartamento fazendo faxina, resgatando documentos e selecionando lembranças antes que o novo dono chegasse. Dentre muitas coisas que descobri nas gavetas e armários da casa da minha avó fui surpreendido com vários brindes promocionais que ela guardava com o maior carinho. Um exemplo é esse livro de receitas, que fiz questão de fotografar para publicar aqui.

Isso me fez pensar sobre a relação das pessoas com as promoções. Até onde um brinde ou um prêmio pode fazer parte da história de vida de alguém? Os entusiastas dos anos 80 até hoje reverenciam aquela coleção de mini-garrafas de Coca-Cola. Minha avó guardava um livro de receitas do Açucar União. Qual o valor dessas coisas para uma marca? Como criar ações cujos brindes sejam mais perenes e menos descartáveis? O tempo que a pessoa guarda uma coisa dessas pode ser uma medida de sucesso?



Esse post é uma contribuição de Bruno Scartozzoni, idealizador do blog que hoje navega por outros mares.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Repensando Campanhas de Incentivo

De todas os tipos de agências de comunicação as de marketing promocional talvez sejam aquelas que mais trabalham e conhecem o público interno, ou seja, funcionários, colaboradores ou qualquer outro nome que você queira dar para gente que recebe salário em troca de trabalho. Entre outras palavras, quase todo mundo a partir de uma certa idade.

O motivo é que volta e meia empresas de todos os portes e segmentos inventam de fazer campanhas de incentivo. A idéia é sempre dar algum tipo de premiação (viagens, carro, utensílios domésticos etc.) em troca de um esforço de aumento de resultados (venda, produtividade, etc.).

Para os planejadores de marketing promocional cabe ver quem é o público, qual é a cenoura da vez que fará com que ele se motive mais, e como amarrar a mecânica de forma a gerar o melhor resultado possível.

Nesses anos todos já vi algumas campanhas de incentivo darem muito certo e outras nem tanto, mas esse vídeo do TED dá uma bela chacoalhada em conceitos que até ontem pareciam óbvios.

Utilizando uma experiência científica como argumento, Dan Pink advoga que, para certos tipos de tarefa, premiações e bônus podem funcionar ao contrário do que prevíamos, desincentivando as pessoas.



É claro que todo mundo gosta de ganhar um dinheirinho a mais, uma viagem para a Disney ou uma TV de plasma de última geração, mas o ponto é que, sobretudo em casos onde é preciso entrega intelectual e emocional, esse tipo de incentivo pode limitar.

Dan Pink defende que é muito melhor incentivar as pessoas por meio de trabalhos que elas façam porque gostam, porque é interessante e porque importa para a sociedade. Utópico? Talvez. Mas ele mesmo rebate com exemplos como o Gooogle, que dá autonomia para que os funcionários trabalhem em projetos pessoais durante 20% do tempo. Certamente que muitos desses projetos dão em nada, mas em contrapartida alguns dos produtos mais revolucionários da empresa, a começar pelo Gmail, saíram daí.

Longe de ter a fórmula ideal, mas fico pensando se em muitos casos não cabe ao planejador de marketing promocional sugerir que uma empresa, ao invés de criar uma campanha de incentivo nos moldes tradicionais, implante outros tipos de ação.


Esse post é uma contribuição de Bruno Scartozzoni, idealizador do blog que hoje navega por outros mares.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Despedida Promo Plânica

Estou ensaiando esse movimento há algum tempo, mas só hoje tive coragem. Fundei esse blog junto com a Robi em outubro do ano passado e, menos de um ano depois, tenho muito orgulho em dizer que virou referência.

O motivo? Quando iniciamos isso quase ninguém falava sobre marketing promocional por aí. Havia blogs sobre publicidade, guerrilha, planejamento em publicidade, design, mas quase nada sobre promoção, muito menos sobre planejamento de promoção.

Uma identidade única ajudou bastante a chegar onde chegamos, mas não foi só isso. O blog sempre contou com a participação de gente que trabalha na área, que é apaixonado pelo que faz e que, por isso mesmo, foi capaz de produzir conteúdo relevante, único e divertido.

O problema é que desde o início desse ano não faço mais parte do mundo do marketing promocional, pelo menos não só dele, uma vez que saí do meu emprego e abri a Storytellers, uma agência que tem uma proposta bastante diferente: resolver problemas de comunicação criando e contando histórias, independentemente do formato (se você estiver curioso acesse nosso site ou me escreva, pois não usarei esse espaço pra fazer jabá).

Em outras palavras, meu momento profissional está demandando mais tempo e dedicação do que o Promo Planners merece e, mais do que isso, como não respiro mais o mundo promocional, estava cada vez mais difícil escrever sobre novidades. Se é para escrever sobre o passado, prefiro deixar para outro com mais energia e tempo. :)

Estou oficialmente me despedindo do Promo Planners, que espero que continue firme e forte no ar. Agradeço imensamente a todos os colaboradores e leitores por tudo.

Vocês podem continuar tendo contato comigo por meio do blog da agência, Stories We Like, e meu blog pessoal, o Caldinas (que também está sofrendo transformações bruscas).

A gente se vê por aí. ;-)

Promo Pérola

Reunião em cliente novo, logo pela manhã, ou seja, um saco. Como era dia de terapia, combinei com o atendimento de sair do consultório e me encontrar com ele já no local.

Deito no divã e percebo que tinha me vestido com uma camiseta do evento do maior concorrente, que tinha sido feito pela mesma agência no passado.

Saindo da terapia ligo para o atendimento e, por via das dúvidas, pergunto se tem algum problema em ir com a camiseta do concorrente (fato que virou piada durante um tempo). Ainda bem que deu tempo de passar em casa e me trocar. Mas as vezes o inconsciente prega peças, cuidado!


As Promo Pérolas são diálogos e acontecimentos flagrados nas agências, que fazem com que o dia valha a pena... e o salário, não.
Nomes e algumas referências serão alteradas para proteger os inocentes e os empregos.
Para colaborar, mande a sua promo pérola (mas tem que ser verdadeira, senão não tem graça).

Promo Pérola

Lá vai minha estréia no Promo Pérola.

Estava eu e um atendimento sentados na sala de espera de um cliente. Papo vai, papo vem: o clima, os últimos acontecimentos, as meninas da agência...

Aí o infeliz fala: "Então, legal que você é do planejamento, acho que vocês fazem um trabalho fantástico, mas você não pensa em crescer profissionalmente?".

Levo um susto, até ingênuo, e pergunto: "Como assim?".

E ele: "Você não pensa em assumir uma função mais executiva? De repente, sei lá, virar atendimento?".


As Promo Pérolas são diálogos e acontecimentos flagrados nas agências, que fazem com que o dia valha a pena... e o salário, não.
Nomes e algumas referências serão alteradas para proteger os inocentes e os empregos.
Para colaborar, mande a sua promo pérola (mas tem que ser verdadeira, senão não tem graça).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Festa: produto de exportação

Hermano Vianna é, além de irmão do vocalista do Paralamas do Sucesso, é antropólogo, escritor, especialista em cultura brasileira e, se não me engano, presta consultoria na área para a Globo. Confesso que não sei dar nome aos bois, mas sei que muitas coisas bacanas que vimos por aí tiveram o dedo desse cara.

Não o conheço pessoalmente, não sou amigo e acho Paralamos do Sucesso meio chato, mas resolvi escrever sobre Hermano Vianna por causa de uma entrevista que ele deu para a revista Trip, ainda no ano passado, contendo um insight que nunca saiu da minha cabeça.

Partindo do pressuposto que cada país, região, cidade, empresa, agência, ou seja lá o que for, deve focar seus esforços em produzir somente, ou principalmente, o que realmente sabe fazer (essa é uma tese clássica de economia que daria um blog só para discutí-la), para trocar pelos produtos e serviços que outros sabem fazer melhor, o que o Brasil deveria exportar?

Além de ser uma potência em agronegócios e mais um ou outro setor, Vianna diz que há algo que sabemos fazer como ninguém, mas não é tão bem explorado quanto poderia: FESTA!

Na minha recente viagem para Montevideo e Buenos Aires pude conferir que, no mínimo, temos fama de bons organizadores de festa. Não sei se somos um povo mais animado, se a nossa cerveja é mais gelada ou se nossas mulheres são mais bonitas, mas algo deve explicar o sucesso das festas brasileiras.

Não é por acaso que temos o carnaval mais animado e disputado do mundo, e que a Parada Gay de São Paulo bate recorde de público todo ano, é? Qualquer coisa, para o bem e para o mal, na mão de brasileiros vira festa. O problema é que não usamos isso para ganhar o mundo.

Darei um exemplo: a Oktoberfest é uma festa que nasceu lá em Munique, na Alemanha, e, por algum motivo, tem versões em praticamente qualquer cidade com colonização germânica acentuada mundo a fora. Uma das maiores Oktoberfests fora da Alemanha fica, óbvio, no Brasil, em Blumenau.

Isso prova duas coisas. Nós realmente sabemos fazer festa, mas quem sabe utilizar esse meio para exportar cultura, produtos e atrair turistas são os outros! Nós, que trabalhamos com marketing promocional, o que inclui eventos, temos uma certa obrigação de ajudar a mudar o placar desse jogo.

PS: escrevi um post complementar sobre esse assunto no meu blog pessoal, aqui.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Planejando para o bem

Já faz um tempo que muita gente comentou, comemorou e elogiou (aqui e aqui) a criação do Planning for Good , um grupo de planejadores que se juntaram para usar suas habilidades planejamentísticas para o bem, ou seja, para criarem estratégias criativas para causas de interesse público.

Para participar basta entrar na comunidade Planning for Good no Facebook. Me cadastrei lá há algum tempo mas confesso que não tive tempo de bisbilhotar as discussões com maior atenção... De qualquer forma, fiquei pensando outro dia que os planejadores brasileiros (de marketing promocional ou não) podem contribuir em muitas coisas para as soluções de problemas locais.

Portanto farei um proposta para a Robi, que volta e meia escreve a coluna Desafio Hipotético. Robi, que tal se os próximos desafios forem ligados à problemas referente ao bem comum? Assim testamos nossa capacidade de resolvê-los e, se aparecerem boas idéias, vai que surge a partir daqui uma versão brasileira do Planning for Good?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Você é a empresa

Ainda em algum dia de 2007 eu me deparei com esse post bastante interessante no blog da PSFK. É a entrevista com o idealizador da Premium Cola, um refrigerante alemão cuja companhia que o fabrica é totalmente controlada pelos consumidores. Se você duvida, dá uma olhada nesse parágrafo:

"We don´t produce, we transport seldom nowadays, we hardly do anything ourselves than to steer the whole thing. But steering is essential. At Premium, every participant, which means every customer also, is able to view any info and co-decide on any issue, including my stock. For example, our bank account is viewable online to be checked daily by any customer. If I treat anyone badly, he/she might send a mail to all our mailinglist-readers from 50 cities right now, arguing to change matters or to lower my share of the company."

Quase um ano depois resolvi reler a entrevista e fiquei com um monte de dúvidas no ar:

- será que qualquer marca e empresa pode fazer isso?
- será que isso é real ou só um discurso?
- uma empresa de capital aberto, com ações disponíveis na bolsa para qualquer um, em tese não é parecido?
- o quanto o carisma do líder ou dono da empresa influencia nessas estratégias?
- esse é o futuro do capitalismo?
- governos democráticos, em tese, não deveriam ser assim?
- será que o setor privado vai guiar o setor público por meio dessa curiosa inversão de papéis?

Se alguém quiser arriscar uma resposta, o fórum está aberto. :)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Skol da Rocinha

Acabei de publicar uma foto muito curiosa no meu blog pessoal, e depois fiquei com a sensação de que a discussão caberia melhor nesse espaço.

Quem estiver curioso é só clicar aqui. Trata-se de uma manchete de um jornal carioca com uma linha editorial parecida com a do antigo Notícias Populares. A manchete? "Skol da Rocinha desce redondo pro inferno".

Aposto que, como consumidor, você achou engraçado e, no mínimo, deu aquele sorriso de canto de boca. E se fosse gerente da marca, ou responsável pela conta na agência? O que acharia disso? Mídia espontânea? Prova de que a campanha está na boca do povo? Agressão à marca?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Job: vencer a segunda guerra

O melhor de trabalhar com planejamento, na minha opinião, é que, com o treino diário em buscar soluções estratégicas e criativas no campo da comunicação, acabamos aprendendo a pensar estrategicamente com criatividade em praticamente qualquer área.

Para quem já reparou que cada vez menos escrevo sobre comunicação por aqui, aí vai outro post cujo objetivo é somente inspirar...e quem não está entendendo nada, leia esse post da Robi e tente abrir um pouco mais a cabeça.

Então imagine que você está trabalhando no órgão de inteligência do governo inglês, em 1940, e o seu job é vencer a segunda guerra. Você sabe que sozinho não conseguirá bater a Alemanha de Hitler, e por isso precisa de aliados, mais especificamente de uma mãozinha da potência emergente, os Estados Unidos.

Aí você passa a ter um problema secundário. A opinião pública do país que você quer como aliado não está lá muito favorável. Os americanos acham que a guerra já está praticamente vencida pela Alemanha e que, portanto, entrar nessa briga vai ser inútil. O presidente e o congresso não estão com vontade política de passar por cima da opinião pública. E agora?

Em 1940 os termos "boca-a-boca", "buzz marketing", "seeding strategy" e outros do gênero provavelmente não eram conhecidos, ou nem tinham sido inventados, mas alguém pensou estrategicamente e utilizou muita criatividade para uma solução inesperada.

Claro que os Estados Unidos não entraram na guerra só por causa disso, e assim como em muitas ações promocionais, é difícil medir o quanto essa jogada de fato contribuiu, mas o que eu li nessa notícia não deixa de ser genial mesmo assim.

Se um dos fatores críticos era a opinião pública americana, alguém decidiu que o ideal seria convencer algumas pessoas imporantes da alta sociedade, ou seja, formadores de opinião, alphas, trendsetters, ou seja lá qual nomenclatura você queira dar a quem está no topo da pirâmide em termos de influência, de que Hitler poderia ser derrotado sim.

E como fizeram isso? Enviaram um polêmico astrólogo, sabidamente charlatão, mas muito respeitado por parte importante desses formadores de opinião, para uma missão nos Estados Unidos. Esse cara foi lá e prestou seus "serviços" para algumas dessas pessoas, garantindo a todos que suas previsões indicavam uma derrota dos nazistas.

Com mais confiança, essas pessoas "consultadas" pelo astrólogo provavelmente começaram a passar a notícia para a frente, e quando uma mentira é contada muitas vezes, vocês sabem, ela vira verdade, não é mesmo? O ponto aqui é a moral do exército. O simples fator psicológico de acreditar ou não na possibilidade de vitória já é meio passo para a conquista do objetivo. Genial não?

Também muito curioso é que o mesmo astrólogo convenceu o governo inglês de que, uma vez que Hitler era muito ligado em astrologia, ele mesmo poderia prever os próximos passos do ditador baseado em previsões geradas à partir de seu signo. Os ingleses compraram a idéia, e os relatórios do astrólogo. Bom para o astrólogo, ruim para os britânicos. Nesse caso parece que havia uma informação propositalmente errada no briefing: Hitler podia ser louco, mas não acreditava tanto assim em astrologia.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Economia da Atenção

Qual recurso, hoje em dia, é mais escasso que o dinheiro, e por isso mesmo tende a ser o principal fator de movimentação da economia? Segundo o físico Michael Goldhaber é a atenção.

Segundo ele conseguir a atenção de alguém é muito mais difícil do que conseguir o dinheiro da pessoa, afinal temos menos de 24 horas por dia para prestarmos atenção e algo, e se estamos com o foco em alguma coisa, necessariamente deixamos de olhar para todas as outras, certo?

Em sua teoria, que eu acabei de conhecer aqui, celebridades, políticos e intelectuais sacaram isso faz algum tempo, e assim conseguem capitalizar em cima da atenção que as pessoas dedicam à suas idéias, discursos, atos etc.

Obrigado pela atenção. ;)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

o mundo gira, o promoplanners roda

Ando meio sumido desse blog por diversas questões, a grande maioria delas relacionada à falta de tempo por motivos profissionais. Mas, enquanto eu deixo o Promo Planners na geladeira, uma infinidade de coisas acontecem lá fora.

Na minha faculdade havia um professor de economia que falavra: "o mercado é como a guerra, você dorme no ponto e acorda com um tiro na testa". A frase era genérica, mas não é diferente para o nosso mercado, de comunicação, ou mesmo para o mercado de trabalho de planejadores.

Então, aliando a falta de tempo com o fato de que há muitas coisas legais acontecendo por aí, resolvi dividir com vocês as notícias mais legais que pipocaram no meu RSS hoje. Cada uma delas merecia um post, mas infelizmente estou sem tempo para isso. Para ler e refletir...

Planning: Skill or discipline?, post completíssimo do blog de planejadores portugueses, que é bem legal por sinal!

Sharing a Memory for Social Status, sobre um fenômeno que eu já tinha comentado com vários amigos...

Thoughts on Grand Theft Auto IV, mostrando que a série GTA, além de nos presentear com videogames legais e polêmicos, não deixa de ser um grande espelho da nossa cultura.

Self promotion, do blog do Seth Godin, um dos maiores pensadores do marketing da atualidade.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

a crise vai nos pegar?

Um planejador de verdade não se restringe aos blogs de "tendências", ao Blue Bus e ao caderno de cultura do seu jornal preferido.

É claro que tudo isso faz parte, mas antes dessas coisas estão assuntos mais profundos, como, por exemplo, a sociologia, a filosofia e, é claro, a economia.

Essas coisas não são tão glamurosas quanto àquela nova ação do Starbucks, nem tão legais quanto ao novo pronunciamento do Steve Jobs, mas faz parte do trabalho do planejador entender o mundo à sua volta sob vários pontos de vista, não faz?

Então, caso se interesse por entender um pouco melhor o que é essa tal de crise mundial que todo mundo está falando, e quais são suas prováveis conseqüências para o Brasil, não perca a palestra "Uma Análise da Crise Econômica Mundial e Suas Consequencias", por André Lara Resende, o cara que esteve nas equipes econômicas de alguns planos importantes, inclusive o Real.

Talvez ele não fale sobre a web 2.0 nem sobre outros assuntos da moda, mas no final das contas essa crise pode determinar se o consumidor terá dinheiro no bolso nos próximos meses. Importante ou não?

Trata-se de mais uma palestra da Associação dos Ex-Alunos do Colégio Santa Cruz, ou exSanta, da qual sou diretor de comunicação e estou ajudando a organizar.

Será no Teatro Colégio Santa Cruz, em São Paulo, 23 de abril, às 20h30.

Para mais informações clique na figura aí do lado.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

planejamento manda na criação?

Calma gente. Se você é um planejador lendo esse post, muita calma nessa hora, as coisas não são bem assim. E se você é um criativo lendo esse post, muita calma nessa hora também, as coisas não são bem assim e esse título foi só uma provocação.

Mas é fato que, em tempos onde o planejamento desempenha um papel cada vez mais importante na comunicação, esse assunto volta e meia apareça por aí. Eu mesmo já trabalhei em uma agência onde a criação mandava no planejamento, e em outra onde acontecia o contrário. Não acho que exista um certo e um errado, e cada processo tem seus prós e contras.

O motivo desse post é, na verdade, outro post, escrito pelo Neto, um dos melhores diretores de criação do marketing promocional brasileiro. Leiam aqui. Selecionei um trecho para vocês entenderem: "Outro dia, na agência, recebi a visita de 7 alunos da FAAP. Só um queria ser criativo. Quatro queriam ser Planejamento. E power point é a arma de um bom planejamento. Hoje, ser planejamento é decidir a campanha. É decidir o que a criação vai criar, antes mesmo do primeiro rough. Uma pena isso. É pior, ainda, do que a Era das Pesquisas, onde você perguntava ao consumidor como ele preferia ser surpreendido. Uma pena porque o Planejamento não usa só o power point, mas também usa a própria pesquisa. Estamos, pois, cercados."

E você, caro leitor do Promo Planners? Seja planejamento ou criação, o que você pensa disso tudo?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

promo portenho 9

Depois de 8 posts sobre o mesmo assunto (você pode ver a sequência clicando aqui), ou seja, coisas interessantes que vi em minha passagem por Buenos Aires e Montevideo, não custava nada publicar um último em tom de brincadeira.

Sabemos que toda empresa que queira sobreviver na guerra que é o mercado tem que se manter atualizada com todas as últimas tendências, não é mesmo?

Tem gente que leva isso tão a sério que deram o nome de "Tendencia 2008" para uma loja. E olha que eu bati a foto na primeira quinzena de 2008, ou seja, o proprietário realmente queria estar na crista da onda. ;-)

promo portenho 8

Mais uma boa idéia que pode ser copiada amanhã. Em Buenos Aires as imobiliárias costumam colocar a placa de "vende" ou "aluga" diretamente no apartamento que está de fato sendo vendido ou alugado. Imagino que isso economize um bom tempo de quem está procurando apartamentos no sentido de que um determinado andar pode interessar e outro não, ou então uma determinada vista naqueles edifícios que têm vários apartamentos por andar.

promo portenho 7

Essa foto foi tirada no tour guiado da mítica La Bombonera, estádio do Boca Juniors, um dos melhores clubes de futebol da América Latina, 6 vezes campeão da Libertadores e 3 vezes campeão do mundo (eu sou São Paulino, caso alguém se pergunte).


No vestiário havia essa estante onde cada quadrado correspondia ao nome de um jogador do Boca. Longe de ser uma ação pensada, mas achei bastante curioso o fato de que algumas pessoas deixavam recados ali, como se fosse a caixa de correio de cada jogador.

Cartas de amor, ódio, idolatria ou admiração. O importante é que, sem querer, havia ali um espaço onde o torcedor do Boca podia se relacionar, ou ter a sensação de estar se relacionando, diretamente com qualquer jogador.

Fiquei pensando que qualquer clube de futebol poderia fazer uma ação desse tipo. Até pode ser que os recados lá fossem para o lixo, mas só a sensação de deixar alguma coisa quase que "em mãos" para o seu ídolo não tem preço.

promo portenho 6

Uma daquelas idéias simples e geniais. Tão simples que você pode começar a copiar a partir de agora.

Nesse restaurante em Buenos Aires os pratos chegam na mesa com uma bandeirinha indicando se a carne está mal passada, ao ponto, ou bem passada.


Isso me lembra uma coisa que aprendi na faculdade de administração, o método Kanban, que nada mais é do que uma coisa que os japoneses inventaram para facilitar os processos nas fábricas, mas que pode ser utilizado para praticamente qualquer coisa.

Utilizando placas, cores, fichinhas ou qualquer outra coisa física, você indica como está cada área dentro de um processo produtivo, ou no escritório, ou na administração de um projeto. Meio complicado de explicar aqui, mas acho que dá para entender o espírito.

Kanban é algo que poderia facilmente ser utilizado dentro das agências, mas também para melhorar o atendimento à clientes. Já pensaram nisso?