quarta-feira, 19 de março de 2008

4th annual Planning Survey

A [dea] deixou registrado nos comments desse post que está sendo feita uma pesquisa internacional para traçar o perfil dos profissionais de Planejamento e sua média de salário.

Como diz o Neto, Google is your friend e descobri assim que essa é a quarta edição de uma pesquisa que começou porque Heather Le Fevre um dia quis saber se seu salário estava defasado em relação ao mercado e... não achou dado nenhum.

Planner que é planner sabe que esperar não é saber e ela resolveu fazer por conta própria esse levantamento.

Ano passado, 450 planners responderam o pequeno questionário (responder ali é que nem sonho de cliente: rápido, fácil e indolor) e, pelo que vi, neste ano terá, no mínimo, um aumento de uns 45% (prognóstico que chutei a partir do número de cadastrados para consultar os resultados da pesquisa 2007).

E o que você tem a ver com isso?

Como disse a própria [dea], a pesquisa é gringa e nóis é brazuca, mas, "se a participação brasileira for alta, existe a possibilidade deles tabularem nossos resultados em separado".

Uma pesquisa assim é muito relevante, então acessem o link, respondam e divulguem por aí.

A última pergunta pede sugestões para a próxima pesquisa, então sugiro a você que, como eu (e imagino que também a [dea]), você coloque lá "tabular os resultados de cada país separadamente" ou algo assim.

4th annual Planning Survey

Link para a pesquisa

Link para receber os resultados (basta deixar seu e-mail)

Pode participar qualquer pessoa que trabalhe como Planner, seja em agência, seja em Cliente.

Só é pedido para quem ainda for estudante/trainee/estagiário não responder (vai baixar a média e dar um safanão no resultado, quem perde somos todos nós, incluindo os estudantes, trainees e estagiários).

Acabei de responder e pedir os resultados, assim que chegar... tanãaaaaa: posto aqui.

Ainda vai valer só como curiosidade mas, com a participação dos planners brasileiros, podemos, em 2009, realmente aproveitar isso, heim?

Valeu a dica, [dea]
;)

Queeem vai quereeeeeeer, queeem vai quereeeeeeer... a-haaaaai, i-hiiiiii...

Bastante gente me pergunta - e não só quem escreve pra gente aqui no Promo Planners - se conheço um livro bom sobre Planejamento de Promoção.

Não tem um que eu conheça. Mas têm váaaarios que são legais para ler. Cada um te mostra uma coisa, um ângulo... não tem "UM SÓ" nada que seja bom.

Qual é o melhor livro que você já leu?
Qual é o melhor filme a que você já assistiu?
Qual é a melhor música que você já ouviu?

Sei lá, eu, heim... Posso citar oS melhoreS, plural.

Portanto, proponho uma coisa a todos os promo planners leitores e postadores: me mandem títulos de livros realmente legais que você já leu e que te ajudaram de alguma maneira na sua profissão.

Vou fazer um apanhado geral das sugestões e postar aqui, com as devidas recomendações e comentários.

Prazo: até o final do mês (segunda-feira, dia 31.03).

Podem mandar pro nosso e-mail, pro meu e-mail ou colocar aqui nos comments.

Pra começar, um momento Silvio Santos. Quem já assistiu a pelo menos meia hora do programa dele, em qualquer época, já o ouviu dizer "eu não vi esse filme, mas ele é muito bom".

Pois então. Eu não li esse livro, mas ele é muito bom: "A Arte do Planejamento. Verdades, Mentiras e Propaganda", de Jon Steel, que vem a ser, pra quem não conhece, um dos principais planners da Inglaterra. E foi quem disse que o planner é a arma secreta das agências ;)

É dele também "The Perfect Pitch", que o Julio Ribeiro recomendou a leitura para os executivos da Talent.

Agora é com vocês, Lombardis, aaaaa-haaaaaaaiii, iiiiii-hiiiiiiiiii... manda aí, mandaaaaíiiii o nome dos livros que você achou importante ter lidooooooo...


UPDATE: acabo de comprar esses dois livros. Quando eu acabar, posto aqui minha opinião.
:)

terça-feira, 18 de março de 2008

O Senso de Conseqüência

Acho fundamental termos a exata noção do nosso papel dentro do fluxo de trabalho. Uma das coisas que mais critico nos Atendimentos de Promoção é a falta do que chamo de "senso de conseqüência": tomada de decisões que não calculam a onda de problemas que isso vai gerar.

É como aquela experiência dos japoneses, que colocaram carros andando a uma velocidade X dentro de um círculo, observando que, quando um deles mudava a velocidade, uma onda-engarrafamento surgia. É o senso de conseqüência.

Quem não tem senso de conseqüência são pessoas que definem um prazo, uma estratégia errada com um Cliente perdido, jogam o briefing no follow e passam a cobrar o trabalho meia hora depois, sem esquecer de reclamar ao final que estava tudo errado, que é o que foi pedido. São pessoas que chegam ao cúmulo de reclamar quando entregamos coisas a mais. Quando sugerimos prospects.

Foi a essas pessoas a quem me referi aqui como "menina-que-vai-nos-clientes".

Isso não é ser Atendimento.

Atendimento é quem joga no mesmo time do Planejamento e da Criação. É quem se interessa por oferecer a nós as informações corretas, completas, com contexto para oferecer ao Cliente a melhor solução para o que ele procura. Sem tratá-los como se fossem nossos professores da escola, que passam deveres de casa que nós fazemos só para agradá-los - como bem disse o Faris Yakob, da Naked.

Por isso, fiquei muito feliz em conhecer o blog da Kátia Viola, da Contemporânea. Um blog de Atendimentos, para Atendimentos e que mostra que, siiiiiim, há vida inteligente naquele departamento!

Yes!

Com licença, vou prospectá-la aqui pra minha agência :)

Enquanto tento convencê-la de trabalhar aqui, dê uma visitada no blog dela, inclusive pra ler um artigo do mesmo Luca Cavalcanti, qie cito no post abaixo, definindo o que é um bom Atendimento.

Valeu, Kátia!

Aliás, hoje, no blog Fazendo Atendimento*, a Kátia cita um post do Promo Planners. Meninas-que-vão-no-Cliente se ofenderam com meu post. Atendimentos se divertiram.

*o nome do blog é Fazendo Atendimento Publicitário. Mas ali já existe uma "coluna fixa" chamada "Ser Atendimento", que mostra a atuação deles em outros segmentos, menos tradicionais e, hoje, tão importante quanto. Por isso, cometi a liberdade poética de tirar o "Publicitário". Em um blog de Promoção, isso é um elogio ;)

O Profissional de Planejamento

Comecei a ler uns livros ótimos, daqueles que prendem a gente até a última página e, por culpa disso, acabei ficando atrasada nas minhas leituras gerais. Devo estar no meio da Veja que fala do lançamento do filme O Campeão, mais ou menos, e só li a página que separei do Meio & Mensagem de 18 de fevereiro ontem!

Era um artigo do Luca Cavalcanti, do Bradesco, a quem já atendi e admiro, que fala sobre o profissional de Planejamento.

Pra quem não leu, aqui vai:

A função mais básica da disciplina de planejamento é criar idéias que tenham a capacidade de gerar sucesso para as marcas e negócios do cliente, predominantemente através da comunicação.
Para que isso seja possível, é necessário que o profissional de planejamento tenha mais do que habilidades profissionais específicas; é preciso ter também algumas características particulares em seu DNA e em seu caráter. É preciso ter espírito de planejador pra ser um bom planejador.
Como muitas vezes o planejamento é visto como aquele que orienta, direciona, aponta o caminho e faz o cliente chegar onde queria, gostaria de fazer uma analogia entre o profissional de planejamento e o mais conhecido instrumento de navegação da humanidade: a bússola.
Assim como a bússola, que nos orienta através dos quatro pontos cardeais, acredito que o bom profissional de planejamento deva ter, também, quatro características fundamentais.
A primeira delas, e talvez a que mais deva ser valorizada num planejador, é uma alma curiosa. Aquela que o faz seguir em direção ao Sul e se aprofundar devidamente no conhecimento que o projeto, o contexto, a marca demanda. O bom planejador — e tenho a sorte de trabalhar e já ter trabalhado com alguns dos melhores do mercado — está sempre perguntando, questionando tudo, inclusive a si mesmo. O planejador quer sempre saber o porquê das coisas, as causas e efeitos, as opiniões, impressões e reações das pessoas ou públicos de interesse. Esse espírito de constante curiosidade faz com que esse profissional ache oportunidades onde ninguém viu, identifique problemas que o cliente não detectou, veja as coisas de um jeito novo, diferente e original.
Isso nos leva à segunda característica que, como cliente, mais valorizo num planejador: uma visão de negócios.O planejador deve estar em constante contato com os resultados da estratégia por ele orientada para o meu negócio. É saber olhar para o Norte da marca, avaliando inclusive como fazer e quanto falta para chegar lá. Planejador que é bom de insight criativo e ruim de visão de negócios para mim só utiliza parte de sua capacidade de agregar valor ao cliente.
A terceira característica que mais valorizo — e é crítica para o sucesso de um profissional de planejamento — é sua capacidade de comunicação, ou seja, a habilidade de vender idéias e fazer com que elas sigam rumo ao Leste, adiante numa curva ascendente. O bom planejador sabe racionalizar e explicar aquilo que é abstrato; sabe inspirar a criação, sabe trabalhar em conjunto, sabe vender o projeto para o cliente e sabe como ajudar o cliente a vender seus projetos dentro da empresa.
A quarta característica fundamental poderia facilmente representar o Oeste da minha analogia, pois diz respeito a saber olhar para o lado, a saber trabalhar em equipe e agregar insights. Afinal, o planejamento não tem fronteiras e, muitas vezes, um bom projeto de planejamento conta com um conjunto de habilidades e perspectivas de outras áreas da agência, como criação, atendimento, mídia e ativação, além do próprio cliente. O papel do profissional de planejamento nesse processo é liderar e conduzir o pensamento para que o resultado seja o melhor possível.
Planejadores raramente são autores únicos dos projetos nos quais estão envolvidos, e freqüentemente articulam a participação e coexistência de várias áreas da agência. E, por essa razão, a última das quatro características que mais valorizo em um profissional de planejamento é essa generosidade. A generosidade de “jogar” uma idéia na mão de outros departamentos para ver como ela se desenvolve, para ajustar ou complementar com inteligência e argúcia uma idéia de outra pessoa, estimulando o pensamento em conjunto e a participação de todos no processo — como um navegador que sabe que, para se lançar em mares inóspitos e alcançar o porto seguro, é preciso haver harmonia e contribuição de toda tripulação.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Outro Curso Bacana

Falei aqui de cursos legais para promo planners na Miami Ad School/ESPM. Mas acabei de ver que tem um, muito legal, que deixei passar na hora de escrever o post (5 chibatadas na Roberta): O Pensamento Estratégico.

Está dentro de "cursos de curta duração" e a descrição resumida é: "O curso pretende iniciar o aluno na prática do planejamento estratégico. Para isso, exploramos, por meio de teoria e prática, os principais fundamentos do pensamento estratégico. O curso apresenta cases de sucesso - e também de insucesso - como forma de explorar as possibilidades do pensamento estratégico. O curso pretende também introduzir o aluno no exercício do pensamento estratégico por meio de atividades práticas dadas em aula."

As aulas serão em: 05.05, 06.05, 07.05 e 09.05.08, sempre das 19h30 às 22h30, com Fernando Diniz ou Tales Giacomello.
As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de abril e o preço é R$ 520,00 à vista (ou R$ 530, em 2 cheques, sendo o primeiro na matrícula e o segundo para 30 dias).

Mais informações, curriculuns dos professores etc, no site da Miami Ad School/ESPM.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Oportunidades Musicais

Quando lancei o Desafio Hipotético 8, escolhi o texto do Luciano para publicar aqui. Agora, lendo o post do Panhoca, me lembrei do texto que o Adams, nosso leitor promo planner, me enviou nessa oportunidade.

Ele escreveu sobre como os clientes estão lançando mão do entretenimento “para ativar, fazer ações de relacionamento e de branding”. Uma tendência crescente e fácil de identificar, mesmo para ele, que não trabalha em agência.

São “patrocínios de conteúdos, eventos proprietários, naming right e outras modalidades” em que as marcas podem capitalizar, sedimentar imagem e gerar vendas.

Ele segue: “Podemos ilustrar isto usando como exemplo os musicais internacionais. Há quase 10 anos tínhamos apenas uma produção com a chancela Broadway em cartaz em São Paulo: “Lês Misérables”, que foi apresentada no Teatro Abril, antigo teatro Paramount, totalmente restaurado.

“Em alguns dias, com o patrocínio de grandes marcas, teremos pelo menos 4 musicais em cartaz ao mesmo tempo na mesma cidade, sejam em montagens originais ou adaptações, mas todas com o selo Broadway estampado: “The Producers”, patrocinado pela Colgate e Santander; “Miss Saigon”, patrocinado pela Credicard Citi; “West Side Story”; e “Aída, Musical de Elton John e Tim Rice” patrocinados pelo Bradesco e pela Amex. Essa concorrência toda deve deixar os produtores com os cabelos em pé, pois eles devem estar se perguntando se há público suficiente para lotar as platéias e garantir aos patrocinadores o retorno do investimento”.

Agora, juntando esse texto do Adams com o Desafio Hipotético 9, me diga: se seu Cliente comprasse o patrocínio de uma dessas peças, você sugeriria uma ação para capitalizar esse patrocínio? O que você proporia?

A sua resposta pode ser a próxima oportunidade que sua agência vai aproveitar – e faturar em cima. Aproveite sua Criatividade!

Valeu pela colaboração, Adams ;)

Desafio Hipotético 9 - Parte 2, a Resposta

Como eu disse ao lançar o Desafio, não há uma resposta certa. Porque não há regra. Não há Lei. O que existe é Bom Senso, Oportunidade, Planejamento e Criatividade.

Oportunidade: existe um artista plástico que faz esculturas usando palitos de fósforo. Minha agência atende a Pequenos Palitos S.A. O bom senso me diz para verificar quanto de interesse essa exposição criaria. E esse artista, ele faz esculturas em palito de fósforo por quê? Sim, porque ele pode sair divulgando que é um trabalho-protesto que ele começou a fazer depois que foi torturado na Guerra do Vietnã com fósforos sendo acesos em todo o corpo. Ele pode ser do Movimento dos Admiradores das FARCs. Quem quer esse cara vinculado à sua marca?

Planejamento: se a oportunidade se mostrou boa realmente, é claro que entramos no momento mais “depende” de todos. Depende da relação da sua agência com a Pequenos Palitos, depende do posicionamento dela, depende de seu público, de muitas coisas. Mas no Desafio, consideramos que o bom senso perscrutou tudo isso e deu OK. Agora, como aproveitar essa oportunidade para gerar business para nosso cliente – e nossa agência? O ideal é contratar o artista para fazer uma escultura exclusiva, usando os palitos da Pequenos Palitos, inserí-la em uma exposição do cara e sair com esse evento pelas praças-chave gerando ações em paralelo, com abordagens de divulgação e a produção de uma série limitada de caixinhas decoradas pelo artista.

Tudo vale a pena quando a verba não é pequena. Mas a Pequenos Palitos, você sabe: é pobrinha. De marré de si.

Criatividade: a criatividade existe porque existem problemas. Diante de um problema, você tem que se virar pra resolver. Esse “se virar” é a parte em que você tem que ser criativo. Não existe Planejamento sem Criatividade porque não existe Planejamento se não houver um problema.

Algumas pessoas que responderam ao Desafio disseram que fariam o trabalho assim mesmo (A). E ponto. Mas um chefe fica mais impressionado se você gerar negócios pra ele, então a A é furada.

Por isso, alguns responderam A+B. Aqui, você dá prioridade ao seu cliente mas, se ele não bancar, você leva o projeto pro concorrente dele, que é maior. Perigoso. Não é errado. Mas como não estamos entrando nas particularidades do nosso cliente fake, vamos só considerar que há riscos, mas é uma resposta OK.

Quem escolheu a alternativa C pisou em gelo fino. Sim, os jobs do follow-up têm prioridade. Mas oportunidades bem aproveitadas valem muitos pontos. Se você está lotado de jobs, join the club. Imagine eu chegando no cliente e dizendo “olha, esse briefing que você passou, pedindo uma promoção, na verdade se desdobraria lindamente com um evento, um incentivo e também teria uma continuidade pro semestre que vem mas, sabe o que é? Tô lotado de job”. É a mesma coisa.

Dos que responderam, ninguém considerou consultar o Atendimento (D). Tenho pra mim que isso se dá porque ou é o Atendimento quem faz o Planejamento ou o Planejamento sempre, SEMPRE, tem mais referências, até sobre os próprios clientes. Em Promoção, o Atendimento é, cada vez mais, delivery de jobs. Sem estratégia. E com poucas exceções.

Me espantaram as respostas n.d.a. (E), que é a que eu, pessoalmente, marcaria. Porque não vieram. O único que assinalou n.d.a. foi o Marcos, que é Cliente! E justificou muito dentro do que eu queria falar com este Desafio: é fácil, muito fácil, querer conquistar um cliente maior. É difícil, muito difícil, manter qualquer cliente hoje em dia, com demanda em quantidade e qualidade (nem sempre, mas) cada vez maiores.

Se você acha o apartamento dos seus sonhos e lá tem um piso roxo-defunto na cozinha, você desiste da compra? Não, você dá um jeito. Pinta, taca um paviflex, economiza e troca o piso, pinta o resto de pink e põe um globo de espelhos no teto, sei lá. Você dá um jeito. Então seja criativo para manter seu emprego e, se você atende a um cliente que fabrica palitos de fósforo e está diante de um artista que faz esculturas de palito de fósforo, adeqüe um a outro: faça um site que disponibilize as imagens (foto e vídeo) e crie promoções virtuais com prêmios que sejam objetos decorados pelo artista, por exemplo. Ponha um concurso cultural em que as pessoas mandem as fotos de suas próprias esculturas e faça uma exposição itinerante das vencedoras.

Esse post nasceu de um job real, que acabei de fazer. Não era pra um fabricantes de palito e nem envolvia um artista que trabalha com esse material. A idéia foi levada, sob meus protestos e anti-eticamente, para dois clientes concorrentes, um da casa e pobrinho; e um prospect, ricão. O pobrinho adorou a solução que criamos e comprou o projeto. Vendeu internamente e conseguiu mais verba. O ricão, pra sorte nossa, não respondeu até hoje. Parece que a idéia está parada na gaveta do chefe do chefe do cara que trabalha no departamento do contato que é primo do tio da amiga da Gerente de Produto Junior.

cinema na telinha

Acabei de escrever um post no meu blog pessoal e depois fiquei pensando que talvez ele se encaixasse melhor aqui.

Paciência. Quem tiver interesse no assunto clique aqui.

E você? O que pensa sobre o futuro do cinema, filmes no celular e como o marketing promocional pode navegar nesses mares?

como laçar um trendsetter

Você acabou de receber um briefing cujo objetivo é fazer um evento musical para falar com jovens de 18 a 24 anos, trendsetters, "moderninhos", do tipo que influenciam seus amigos???

Não se preocupe. Nos últimos anos todo mundo recebeu um briefing desses, e eles não param de chegar. A Data PromoPlanners chuta que cada agência deve receber, em média, 1 por bimestre. Somem, subtraiam as concorrências, e aí dá para ter uma noção de quantas empresas querem falar com esse público.

Se isso é bom ou ruim, certeiro ou míope, não vou discutir nesse post. Na verdade só quero dar uma ajuda no caso de música "moderna" não ser sua praia, ou de você precisar se atualizar sobre as bandas e artistas que estão fazendo a cabeça desse público.

Se esse for o caso sugiro o blog Dominódromo, do casal Fernando (que também é um promoplanner!) e Karen, dois grandes amigos. Um verdadeiro compêndio de música independente, ou "indie", sobretudo rock e eletrônica.

Bookmark já!

Desafio Hipotético 9

Já aconteceu com todo mundo: você está ali cuidando da sua vida, fazendo seu job tranqüilamente, ou dando aquela enrolada, pensando no que vai pedir pra padoca trazer, quando PÁ! Dá de cara com uma boa idéia.

Por exemplo: você descobre que tem um artista plástico que faz esculturas com palitos de fósforo. E sua agência tem, entre os clientes, a Pequenos Palitos S.A.

Você já vislumbra uma ação de oportunidade: "podemos trazer o cara pra expôr aqui"; "podemos contratá-lo para fazer uma escultura com os palitos de fósforo da Pequenos Palitos S.A.". Uuuuh, beleza. Mas... aaaaah, a Pequenos Palitos nunca tem verba. É um cliente pobrinho. Limpinho, mas pobre de marré de si!

O que você faz?

A) você faz um pré-projeto e manda pro seu chefe. Você sabe que a Pequenos Palitos nunca vai bancar, mas seu chefe vai ver que você é antenado e também pensa nos negócios da agência.

B) você prepara o projeto para a Grandes Palitos e sugere a seu chefe para que a agência use seu projeto para prospectar esse cliente: tem mais poder de fogo e, portanto, vai render mais.

C) você deixa a oportunidade pra lá, afinal de contas, como bem disse o Alexandre Gama, citado no post do Luciano, "no marketing, temos que aprender a perder algumas boas oportunidades" e você tá lotado de jobs pra fazer pra daqui dois dias.

D) você checa com o Atendimento da conta da Pequenos Palitos pra saber se vale a pena e/ou se ele não acha que prospectar a Grandes Palitos é mais vantajoso e eficiente.

E) n.d.a.

Pense com calma. Não há resposta certa. Mas daqui a pouco venho aqui e posto minha opinião, ok?

Se quiser, dê a sua nos comments ou pelo e-mail do blog. Aproveito e incluo tudo no próximo post.

esporte para adultos

Quem me conhece sabe que há algum tempo participo, em caráter de atividade extra-curricular, da associação de ex-alunos do Colégio Santa Cruz como diretor de comunicação.

Se você estudou lá aproveito para fazer o jabá. O site da exSanta está sendo totalmente reformulado (e por isso desatualizado), mas dá para ter uma noção de quem somos, o que fazemos etc.

E o que isso tem a ver com planejamento? No ano passado participei da organização de um evento inesquecível, a 1ª Festa dos Exportes. Explico: uma das festas mais tradicionais do colégio é a Festa dos Esportes, então fizemos uma versão para os ex-alunos. Simples e legal.

Ao contrário dos Estados Unidos o Brasil não é um país com uma cultura forte de associações de ex-alunos. Lá elas quase sempre são responsáveis por sustentar as instituições de ensino (pergunte para qualquer aluno de Harvard) enquanto aqui elas estão apenas engatinhando (pergunte para mim).

Mesmo assim conseguimos colocar mais de 2.000 ex-alunos, inscrever mais de 80 equipes e realizar mais de 60 jogos de futebol, handebol e vôlei entre pessoas das mais diferentes idades, homens e mulheres. Tudo isso na primeira edição, no Brasil. Um grande sucesso!

Mas a pergunta continua. O que catzo isso tem a ver com planejamento? Dentre outras coisas fui o responsável pelo registro do evento, sendo obrigado a atravessar o campus do colégio algumas dezenas de vezes para tentar bater pelo menos uma foto de cada jogo, e se possível ainda fazer alguns vídeos. A compilação desse material está no vídeo que você vê abaixo. Meio brega, é verdade, mas considerem que eu fiz sozinho e não sou diretor de arte nem nada do gênero.

Enfim, depois de tanto observar os jogos, as pessoas, suas reações e um monte de outras coisas cheguei à uma conclusão que, essa sim, tem tudo a ver com planejamento. O brasileiro médio pratica esporte na infância e na adolescência, seja na rua ou no colégio. Depois ele vai para a faculdade (tá, o brasileiro médio não vai para a faculdade, mas vamos ficar com a média com a qual convivemos) e continua tendo contato com a atlética e com os lendários jogos universitários, onde o esporte é apenas um pretexto para outras coisas.

E na vida adulta? Com raras exceções os esportistas de outrora acabam se confinando às baias dos escritórios e aí vem todos aqueles problemas que já conhecemos: depressão, obesidade, solidão etc. Mas será que, mesmo tendo uma oportunidade, essas pessoas estão dispostas a praticar qualquer coisa?

Depois desse evento saí convencido de que sim. Tudo bem que lá havia um fator emocional muito forte, certamente maior do que qualquer preocupação com a saúde ou com a estética. As pessoas estavam lá para se reencontrarem, mas mesmo assim toparam passar o "mico" de entrar no campo, ou na quadra, depois de anos totalmente enferrujados.

Desde então venho batendo fortemente nessa tecla. Com uma motivação emocional ampla e forte, uma marca ligada ao esporte pode trazer um pouco de atividade física à vida das pessoas que já passaram da fase universitária. E penso que esse movimento pode ser bem maior do que a moda das maratonas 10k...

Um campeonato esportivo para maiores de 25 anos? Uma "olimpíadas" abrangendo todo o território nacional? A pergunta fica para vocês responderem. Que tipo de ação, evento ou plataforma vocês proporiam com esse briefing?

PS: Também vale recusar o briefing, desde que haja argumentos para tal. O meu maior argumento a favor está aí embaixo...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Oportunidades em Hollywood.














Se a saída para o mercado musical são os shows, começa a surgir uma alternativa para o cinema.
Com o “sharing” de filmes cada vez mais em alta, com a popularização da banda larga e as receitas de bilheteria cada vez mais em baixa, talvez esteja no patrocínio e no “product placement” a saída para viabilizar a producão de filmes sem depender da bilheteria e da venda de DVD's.

De novo o FREE do Chris Anderson.

O melhor exemplo deste novo tipo de ação é a participação da Petrobras no filme Speed Racer que estréia em maio. Não tenho ainda os detalhes, mas não se trata apenas de um “merchan”, o carro da Petrobras faz parte da história. Usando um misterioso combustível ecológico e pilotado por uma mulher, o carro tem seu papel na trama.

Uma ótima oportunidade para ações, promoções, ativações e outros “ções” com bastante propriedade e total adequação.

Vi no Brainstorm 9.

A voz nada rouca da ruas

Alguém importante em algum momento idem, que minha memória apagou, usou a expressão a voz rouca das ruas para se referir à opinião pública que a mídia não reverbera com fidelidade.

A tal da voz rouca seria então o consciente coletivo sempre distorcido pelo filtro do comunicador. Isso explicaria, por exemplo, porque numa eleição há sempre uma diferença entre o vaticínio da imprensa e os resultados das urnas. Atenção, estou falando de opinião editorial, não de pesquisas de intenções de voto.

No começo da Sight, hoje Momentum, entre os anos de 1994 e 1996, passamos a pesquisar as propostas de campanha que desenhávamos, com o objetivo de conhecer melhor quais os agentes motivacionais de maior apelo.

A pesquisa era qualitativa (group discussion) e dividíamos a discussão em dois blocos. O primeiro era genérico, falava-se de promoção em sentido amplo e, mais especificamente, como ela influenciava a decisão de compra. Na segunda parte, testávamos as idéias que tínhamos gerado.

Essa primeira parte da pesquisa, igual para todos os grupos, resultou numa amostragem consistente o suficiente para traçar um perfil daquilo que mais funcionava numa ação de promoção de vendas. Em linhas muito gerais, essas pesquisas mostraram o seguinte:

• A campanha tende a ter mais sucesso quanto maior for a presença do produto (categoria) no mix de compra do consumidor. Ou seja, toda vez que você usa o apelo promocional para interferir nos hábitos de compra do consumidor, a resposta será menor, principalmente com mecânicas de concurso (sorteio) ou vale-brinde. O mesmo se aplica se a promoção exigir que o volume de compras do produto patrocinador ultrapasse em muito o habitual. Há exceções. Uma campanha para os salgadinhos Elma Chips dando um tipo de jogo de nome Tazo, virou mania, que virou febre e a molecada passou a comprar os salgadinhos só pelo brinde, chegando a descartar o próprio produto. Vale pela curiosidade, mas não como exemplo.

• O peso da marca é fundamental para as promoções com mecânica que implique sorte. Marcas com mais share of mind avalizam a ação. Marcas pouco conhecidas ou queimadas prejudicam os resultados.

• Bens duráveis e semiduráveis reagem mal a promoções de venda com mecânica de sorteio ou vale-brinde. Os aspectos emocionais e racionais que envolvem a decisão de compra nesse segmento relativizam o apelo promocional. Nesse caso, agregar valor real à compra tende a trazer bons resultados. Um caso típico foi uma campanha da Citroën para a minivan Picasso que dava um DVD automotivo de brinde. O gadget era novidade, desejável e perfeitamente coerente com o produto, um veículo para a família.

• Curiosamente, a quantidade de prêmios ou a ampliação das possibilidades de ganho com o uso casado de mais de uma mecânica numa mesma ação não aumenta o apelo da promoção, mas atrapalha, e muito, a comunicação. Essa informação não é processada pelo consumidor, que tende a ter uma visão muito particular das possibilidades de ganhar algo. Recentemente, uma promoção com produtos de consumo dando um grande prêmio por concurso (viagem a um resort na Bahia) e brindes com premiação instantânea no ponto-de-venda teve uma grande participação com a segunda mecânica e muito poucas cartas enviadas para o sorteio. Ou seja, se tivessem utilizado só a mecânica da ação in store teriam obtido o mesmo resultado com um custo muito menor.

• Quanto mais simples a mecânica e mais prática a forma de participar, maior a adesão. Há mecânicas tão complexas que parecem gincanas. Mas essa regra pode ser rasgada se o produto for popular e a premiação de alto apelo. Aí o consumidor recorta oito códigos de barra de oito diferentes produtos, escreve uma carta, responde a uma questão, enfrenta a fila do correio e paga a postagem para participar. Esse foi o caso do Show do Milhão da Nestlé. Mas são exceções e muitas vezes dependem de oportunidades que já foram desenvolvidas pelo mercado.

Há muito mais pontos que as pesquisas revelaram, mas esse texto já está mais para artigo do que para post. Voltarei ao assunto numa próxima oportunidade. O fundamental é que também em promoção precisamos ter sensibilidade e meios para ouvirmos o target com ouvidos desobstruídos de conceitos prévios, sem colocarmos nossa visão e valores como absolutos. Isso não significa pautar a criação das ações por pesquisa, mesmo porque o novo não aparece em consultas objetivas, ninguém deseja o que não conhece.

terça-feira, 11 de março de 2008

Palestra Sobre Ingredientes do Marketing

Além dos cursos que divulgamos aqui, o Senac São Paulo está com a 4ª edição da Jornada de Marketing no ar.

Entre os dias 18.03 e 22.04, duas palestras diferentes serão dadas em diversas unidades do Senac.

Luciana Cotrim, Diretora de Planejamento Estratégico de Clientes da Ponto Brand Promotion, vai abordar o tema "A Alquimia do Marketing: as Fórmulas para Conquistar o Novo Consumidor", falando sobre os diferentes “ingredientes” do marketing, como Trademarketing, Marketing Viral, Design, Marketing Interativo, Mobile Marketing, Ponto-de-Venda e tantos outros, orientando como escolher, dosar e avaliar esses meios.

Veja locais e datas aqui. O horário é sempre 19h30.

Dica da própria Luciana, que, aliás, agora passa a integrar oficialmente o time dos Promo Planners desse blog.
Valeu, Lu e seja muito bem-vinda.
: )

Viva o Centésimo Post!

É isso aí, chegamos ao centésimo post depois de alguns meses e muito esforço. Para comemorar com vocês, queridos leitores, vou contar um pouquinho dos bastidores do Promo Planners. Quem somos nós? De onde viemos? Por qual motivo estamos aqui?

Ontem a Robi "Pequena Buda" Carusi me avisou por MSN: "Bruno, chegamos no post 100. Tenha a honra de escrever lá."

Perguntei: "Eu? Por que deveria ter essa honra?"

E ela respondeu: "Porque você é o pai do blog, ora, vai lá e escreve"
Falei: "É verdade, mas sou um pai ausente. Você participa muito mais do que eu. Você é a mãe."

Por insistência acabei escrevendo, mas já deixo claro que, na comemoração do post 1.000, quem sabe esse ano, já deixo a honra para a Robi.

Sobre a paternidade, há alguns meses, enquanto lia o ótimo Blog do Grupo de Planejamento percebi que muito pouco, quase nada, era escrito sobre o ponto de vista do marketing promocional. Como eu disse em um dos meus primeiros posts, planejamento de ATL, BTL e online é tudo igual, mas é diferente.

Faltava um espaço dedicado ao marketing promocional na plannersfera brasileira. Na verdade quase não existem blogs sobre marketing promocional em geral, a não ser que consideremos aqueles que falam sobre guerrilha, buzz e afins. E como meu pai me ensinou, se ninguém faz, faça você mesmo.

Imediatamente enviei um e-mail para a minha mentora Robi Carusi, que respondeu negativamente à proposta. Depois de algumas semanas maturando a idéia ela me envia o seguinte e-mail: "Então, sobre aquela idéia do blog, vamos começar? Fiquei pensando e pode ser bem legal.".

A partir daí fomos caçar alguns promo planners dispostos a participar. Enviamos e-mails para nossos contatos e então formamos o time atual, composto por:

* mim mesmo (Bruno Scartozzoni): ex-Banco de Eventos, onde conheci a Robi Carusi, na época chefe e até hoje amiga e mentora, e ex-Aktuell, de onde saí há pouquíssimo tempo para assumir um outro desafio que será revelado em breve.

* Roberta Carusi: ex-um monte de agências, ex-Sight e ex-Banco de Eventos, atualmente na SD. Redatora de origem, mas sempre gostou é de fazer planejamento.

* Marinho: muita gente pergunta se é o Marinho do Blue Bus, mas são pessoas diferentes. Nosso Marinho foi quem fez a Sight surgir, crescer e aparecer. Sight que depois virou Sight-Momentum e que agora é Momentum, onde ele é diretor de criação. Como ele sempre fez planejamento lindamente, sabe tudo e é um dos mentores da Roberta, intimamos sua participação.

* Gustavo Gontijo: começou no planejamento de marketing direto e depois migrou para o marketing promocional, quando me conheceu na Aktuell, onde trabalhou até pouquíssimo tempo atrás. Seu novo destino será revelado em breve também.

* Bruno Panhoca: meu xará com sobrenome exótico também é ex-um monte de agências, também tem dupla personalidade de redator e planejamento, e atualmente é diretor de criação na Bullet.

* Menções honrosas: já ameaçaram participar desse blog, mas não conseguiram por falta de tempo, Tânia Savaget, Paula Moreira, Fernando Palacios, Arthur Quaresma e Claudia Nogueira. Todos estão convidados para ingressar no time assim que puderem.

* Leitores e simpatizantes que tenham vontade de escrever para o Promo Planners enviem textos para promoplanners@gmail.com. Sempre que for possível, o texto será publicado. E quem sabe, se os promoplanners gostarem muito do seu texto, te convidamos para participar como membro fixo?

Para finalizar, quero agradecer nossos leitores. Nossa média de acessos tem sido muito boa para um blog principante e, mais do que isso, ultimamente muitos de vocês têm entrado em contato com a gente para elogiar, sugerir coisas, pedir informações, pedir dicas e dar muitas dicas também etc. Só isso já compensa todo nosso trabalho e dá forças para escrevermos mais 100.000 posts.

Até o milésimo!

Oráculo da Pequena Buda

"Pequena Buda,

Sou um promo planner em início de carreira. Aqui em minha agência, tenho observado que nunca é possível sair dos padrões, dos vícios, dos formatos tradicionais, das ações de sempre. O cliente que sempre faz ação de abordagem sempre continua querendo a mesma ação e nem ouvem o que eu digo na reunião. Por quê, oh, Pequena Buda? Será que minha agência é tão ruim? Ou meu chefe que é idiota? Será o cliente, que não tem imaginação nem coragem para mudar? Devo procurar um outro lugar, onde eu seja ouvido? Iluminai!"

Pequeno Gafanhoto, aaaaah… a liberdade. Como deve ser bom ter a liberdade de propor o que nos der na telha, ser livre para argumentar com nosso chefe, ser o nosso próprio chefe, propor coisas novas, diferentes, eficientes, sermos ouvidos, valorizados e reconhecidos.

Mas até chegar aí, há um enorme caminho. Um longo e tortuoso caminho. Conheces a metáfora mais poderosa sobre a relação do homem com a liberdade, Gafanhoto? Fiedrich Nietzsche que me perdoe, mas vou adaptá-la ao mundo das agências de Marketing Promocional. É a fábula do Camelo, do Leão e da Criança.

Quando começamos na carreira, estagiários, novinhos, verdes, um livro quase em branco, somos Camelos: obrigados a comer, assimilar e armazenar, por um longo tempo, dados, histórias, ensinamentos, conselhos, micos, experiências acumuladas por todo mundo que está à nossa volta: Chefes, Atendimentos, Redatores, Planners, a tia do café e o ajudante do motoboy. E mais o que é dito nas faculdades, reuniões, cinemas, festas, teatros, livros, internet etc.

O Camelo rumina, rumina, rumina toda essa informação até construir seu próprio universo cognitivo, com valores e crenças, métodos e atalhos, bons e maus exemplos, conquistas e fraquezas apontadas.

A maior parte do mercado fica vivendo ali... como Camelo: assimilando, observando, aceitando, engolindo, sem potencial crítico ou repertório suficiente para analisar seu trabalho de forma isenta e descobrir genuinamente o que é positivo e o que precisa ser ajustado. O camelo é todo emoção. Se revolta, entra em conflito, muda de caminho, culpa terceiros, evita críticas.

Alguns poucos entre os Camelos viram Leões. E, veja: nenhum Leão é Leão sem antes ser Camelo. Os Leões são feras que criam caminhos novos, que subvertem, que questionam, que transgridem, que tentam mudar. Fazem isso porque dominam seu trabalho e têm segurança, portanto, dos caminhos a seguir. E porque dominam seu trabalho podem tentar novas formas de fazê-lo.

E então os Leões começam a ser seguidos pelos Camelos. Viram líderes e precisam saber lutar com outros Leões por seu território. São capazes de dedicar sua vida e até morrer pelo que acreditam. Mas é porque o Leão está preso ao que ele é contra.

Agora, se o Leão conseguir passar por uma enorme, radical e formidável revolução interior, ele deixa de ser Leão e passa a ser Criança. Um profissional nem só paixão nem só razão. O Camelo vive no passado, o Leão, no futuro e a Criança, no aqui e agora.

Só aí, Gafanhoto, é que você estará pronto. Terá andado o caminho todo.
Antes disso, compreenda: tudo tem seu tempo. Não há porque se frustrar.

Sim, pode ser que sua agência seja ruim, seu chefe medíocre e seu cliente, um covarde.
Mas pode ser que não.

Liberdade (é querer o que a gente pode).


A Pequena Buda nasceu entre as reuniões de Gerentes e a maravilhosa salinha do Planejamento Criativo do Banco de Eventos. Fez tanto sucesso que, hoje, tem uma coluna fixa em um dos meus blogs pessoais. Mas, por ter vivido tanto tempo em agência, aceitou imediatamente e sem dificuldade esse freela aqui para responder às perguntas que têm aparecido com mais frequência nos e-mails que recebemos de nossos leitores promo planners.

Espero que tenha ajudado ;)

Se quiser consultar o Oráculo da Pequena Buda, fique à vontade. Ela está sempre pronta para iluminar os power points que são nossas vidas. E se não souber a resposta, mente. Mas com convicção, que é pra enganar Cliente.

sábado, 8 de março de 2008

Curso de Planejamento

Mais uma dica de curso para promo planners em formação: Planejamento Estratégico de Comunicação Integrada, com Luciana Cotrim.

A Luciana Cotrim é a Diretora de Planejamento Estratégico de Clientes da Ponto Brand Promotion.

Descrição resumida do curso: "O participante aprende a elaborar planejamento de comunicação integrada, mobilizando e articulando o conjunto das disciplinas da comunicação e atuando de forma crítica e profissional, a fim de atender às necessidades do cliente."

Serão 06 aulas, começando dia 29.03, sempre aos sábados, das 10h às 14h (menos dia 03.05, que, por causa do feriado, não vai ter aula), na unidade Senac Lapa Scipião.
São 25 vagas e as inscrições já estão abertas.
Preço: R$ 480

Mais uma dica da nossa leitora promo planner Andressa.
Valeu, Andressa!
;)

Aliás, no site do Senac, tem uma lista de cursos legais. Entre os que estão com inscrições abertas neste momento, selecionei sete que me pareceram interessantes para promo planners em geral (cheque o link para mais informações):

Marketing Promocional: Ativação e Experiência de Marcas

Comportamento do Consumidor

Benchmarking como Ferramenta Estratégica

Planejamento Estratégico de Marketing Cultural e Social

Responsabilidade Social e Sustentabilidade

Marketing de Relacionamento

Planejamento de Marketing e Vendas

sexta-feira, 7 de março de 2008

Promo Planner Wanted

A partir de hoje, se você estiver procurando emprego novo, fique ligado na barra lateral aqui do Promo Planners.

Quando tiver uma oportunidade boa que ficarmos sabendo, a gente taca o anúncio aí do lado e quem estiver interessado manda o CV pra gente.

Informações sobre que agência é, quanto paga etc, a gente vai soltando conforme a conversa for avançando, ok? Só pra organizar a bagunça ;)

Por exemplo, tem uma agência procurando promo planner AGORA. Mandaí o CV.

UPDATE: já ampliamos também para anunciar os promo planners que estejam procurando. Sempre via e-mail do PP, ok?

quinta-feira, 6 de março de 2008

comportamento humano

Juro que não é propaganda gratuita. Tive uma semana inspirada no meu blog pessoal, o Caldinas, e acabei escrevendo um punhado de posts sobre aspectos do comportamento humano. Coisas que eu observo e penso por aí.

Relendo tudo isso agora pensei que poderia servir para planejadores buscando inspiração ou procurando entender melhor os seres humanos que consomem os produtos e serviços de seus clientes.

as crianças de hoje são as crianças de ontem - Sobre crianças, ou tweens. Especialmente indicado para o caso de você estar com um job para esse público.

eu não estava lá - Devaneios sobre sociedade, mídia, tragédias humanas e Orkut.

distância - Sobre os relacionamentos modernos.

E aproveitando o momento, alguns posts mais antigos com o mesmo espírito de inspirar o pensamento planejamentístico.

música e economia - Sobre a relação entre uma coisa e outra.

reflexões sobre o tempo - Os fantásticos prazos que os clientes nos dão.

difícil de acreditar
- Esse eu escrevi depois que alguém em um brainstorming disse que ninguém tinha menos de 2 contas de e-mail nos dias de hoje.

mote para bares - Se você estiver montando um bar e não sabe como se posicionar, esse é o post. :)

amigos imaginários - Mais tweens.

quarta-feira, 5 de março de 2008

o dilema do concurso cultural

Mais um briefing entra na agência. O cliente quer fazer uma ação promocional para alavancar vendas, construir marca, motivar o público interno e de quebra achar a cura do câncer. Brincadeira, mas só falta isso na lista de objetivos.

O prazo é para daqui 1 dia e a verba é 10 conto mais um passe. Brincadeira de novo, mas esse é o espírito. Prazo e verba bem enxutas, para não falar outra coisa.

A primeira idéia que surge é fazer um compre e concorra com um prêmio aspiracional, tipo uma viagem para a Disney, um iPod ou um notebook, ou seja, a pessoa compra o produto e ganha um cupom (real ou virtual) para concorrer. Legal e básico! Mas aí começam os problemas...

Infelizmente vivemos em um país onde o governo (não esse especificamente, mas todos, desde 1.500) trata seus cidadãos como débeis mentais. Dessa forma, em algum momento do passado, acharam que esse tipo de promoção com o componente sorte poderia concorrer com as loterias federais e resolveram dar o poder de aprovar ou não essas campanhas para a Caixa Econômica Federal.

Pensando que as pessoas podem deixar de fazer uma "fezinha" para comprar um picolé, via de regra a Caixa atrapalha o quanto pode, se apegando à detalhes irrelevantes nas mecânicas promocionais e demorando séculos para aprová-las. Acrescente aí os custos do advogado para fazer o processo tramitar sem maiores acidentes e o imposto salgado sobre a premiação e sua idéia está inviabilizada em uma grande parte dos casos.

É aí que aparece o plano B. Na falta de tempo, verba e bom senso da Caixa a idéia de fazer um concurso cultural sempre aparece. O concurso cultural é uma modalidade de promoção que não precisa de autorização prévia da Caixa, mas, como vocês já sabem, não existe almoço grátis...

Muitas pessoas acham que dá para atrelar um concurso cultural à compra de um produto e serviço. NÃO DÁ! Se você fizer isso, terá que pedir autorização pra Caixa. Tudo o que envolver compra e sorte ao mesmo tempo precisa da benção deles.

O concurso cultural não funciona para alavancar vendas mas pode funcionar muito bem para construir marca, divulgar alguma coisa ou simplesmente garantir visibilidade. É uma opção simples e barata, mas tem que ser usada com inteligência.

Um bom exemplo foi o concurso cultural realizado pela rede de fast food Subway para comemorar a marca de 100 restaurantes no Brasil. As pessoas tinham que responder a pergunta "o que você faria com 100 sanduíches?", e o prêmio, dado à melhor resposta de cada restaurante, era, adivinhem só, 100 sanduíches (ao longo de 6 meses). Total de prêmios: 10.000 sanduíches!

Simples, barato e eficiente. Esse é um concurso cultural que cumpriu o objetivo de chamar a atenção das pessoas para o fato de que a rede estava se expandindo. Para uma marca desse ramo isso é importante, ou vai dizer que você nunca deixou de comer naquele fast food novo que apareceu no shopping do dia pra noite cujo nome nunca foi visto ou ouvido antes? Não é a toa que a grande força do McDonald´s é a garantia de que você pode comer mais ou menos a mesma coisa em qualquer canto do mundo.

Mais do que isso, esse concurso cultural também acertou em cheio ao propor pergunta e prêmio que certamente causam curiosidade e geram buzz. Aposto que você não parou de pensar sobre o que você faria com 100 sanduíches, não é mesmo? Em outras palavras, o número 100 não saiu da sua cabeça. 100 sanduíches. 100 Subways. E por aí vai...

E você? O que faria se o concurso cultural fosse seu último recurso para um briefing sem tempo e verba?

profissão da moda

Há algum tempo venho percebendo um movimento interessante em nosso mercado. Está cada vez mais comum pessoas de fora do mundo da comunicação se interessarem pela profissão de planejamento. Nos últimos meses uns 3 amigos, conhecidos e afins vieram me perguntar mais sobre o que eu faço e como eles poderiam também subir nesse barco.

Parte disso deve decorrer da crescente importância e reconhecimento da profissão nas mais variadas agências (inclusive as de marketing promocional), que gradualmente vão expandindo ou mesmo criando seus departamentos de planejamento. Como o planejamento "nasceu ontem" no Brasil (principalmente no marketing promocional), a quantidade de profissionais com alguma formação e experiência é menor do que o número de vagas, e aí as agências acabam abrindo portas para pessoas com interesse em aprender.

Abro um pequeno parênteses. Eu mesmo sou filho de um desses casos. Me formei em Administração Pública (?), passei os 2 primeiros anos da minha vida pós-formado como trainee de uma multinacional (!), e só então caí (totalmente de paraquedas, assumo) na área de planejamento de uma agência. Era tudo que eu queria fazer, e nem sabia! Não que ter me tornado planejamento tenha saciado todas as minhas ambições profissionais e pessoais, mas é fato que, olhando para trás e vendo as coisas que eu gostava de fazer quando criança, estava na cara que eu tinha nascido pra isso. Isso não quer dizer que eu seja o melhor planejador do mundo, só que eu gosto do que faço, o que já faz uma grande diferença. Fecho parênteses.

Voltando aos outros casos, fiquei um dia desses pensando no motivo pelo qual o planejamento parece estar seduzindo cada vez mais gente. Talvez eu venda bem a profissão, já que gosto do que faço, mas não é só isso. Quando conto para as pessoas leigas o que faz um planejador uma reação muito comum é: "Ah, então essa é a criação de verdade né?".

Não é a toa que muitos analistas e sociólogos elegem como dois dos pilares dessa época na qual vivemos o design e a criatividade. Antes restrito para determinados nichos, de repente esses elementos entraram para o mainstream e agora qualquer um, principalmente planejadores, pode dar palpite em algo que era domínio de redatores e diretores de arte.

O grande lance, na minha opinião, é que a criatividade das sacadinhas e do visual exigiam conhecimentos técnicos que a maioria das pessoas não possui. Já o posicionamento de uma marca, a solução para uma ação promocional e o "raciocínio por trás" de um conceito são coisas mais próximas das vidas das pessoas, ou seja, qualquer um se sente capaz de fazer isso.

ATENÇÃO: Se sentir capaz não significa ser capaz, de jeito nenhum! Se você pensa o contrário leia esse post da Roberta! Para se tornar um bom planejador é necessário bom senso, capacidade de assumir outros pontos de vista, conhecimento em comunicação, marketing, sociologia, filosofia e cultura pop em geral, além de bastante experiência. Ah, falar inglês é pré-requisito (quem não fala inglês tem um acesso muito restrito às informações que circulam por aí).

Quer ser planejador? Você acha que tem jeito pra coisa? Se imagina fazendo isso por um bom tempo? Tem vontade de aprender? Gosta de ler? Tem facilidade em interpretar coisas e assumir outros pontos de vista que não o seu? Então vá atrás dos seus sonhos porque é possível sim, e o momento do mercado é bastante propício. Converse com pessoas da área (nós Promo Planners estamos aqui também para isso), se informe, leia blogs e site pertinentes (indicamos vários na barra lateral) e seja cara de pau. Que dá, dá. Só depende de você (momento Lair Ribeiro).

...e com "P" maiúsculo

Lendo o post do Luciano, me lembrei de uma palestra que fiz, justamente explicando como funciona o que já está sendo chamado de Planejamento Criativo. Ou seja, aquele departamento de Planejamento que fica dentro, ou muito, muito próximo - inclusive fisicamente - da Criação.

É o job description desse departamento que, quando cumprido com eficiência, evita ações catastróficas como as que ele citou no post:

- Fazer um diagnóstico da situação da empresa / marca / produto no mercado

- Definir objetivos

- Propor uma estratégia para a solução

- Apoiar a Criação, em termos de viabilidades e mecânicas inusitadas, a criar coisas que impactem, que saiam do comum.
Por exemplo: os prêmios mais desejados em uma promoção são, há anos: casa, carro, grana e viagem. Então, como a gente pode oferecê-los de modo a capitalizar isso da melhor forma em termos de visibilidade?

Em resumo: bom senso minha avó também tem e nem por isso sabe fazer Planejamento. Ir de casa até o trabalho a menina aqui da recepção também consegue, mas não sabe fazer Planejamento.
Mas se você mantiver o pé no chão, o pensamento fora da caixa e o olhar no público com quem está falando, mesmo se você se perder no caminho pro trabalho, como eu, aliás, conseguirá - aí, sim! - fazer Planejamento.

E com "P" maiúsculo, por favor. Porque não é pra qualquer um.
;)

Resultado do Desafio (nada) Hipotético 8

Me contaram outro dia como o dono de uma grande agência justificou que não é necessário ter um departamento de planejamento em uma agência de promoção: "se você consegue sair de casa e chegar aqui no trabalho, você sabe fazer planejamento". Anotei o nome da agência para nunca bater à porta dele.

É muito fácil achar que o senso comum basta para acertar na mosca em todas as ações promocionais. Mas não tem que ter estratégia? Não tem que ter nenhuma análise? Só bom senso mesmo? Ah tá.

Aí aparece um grupo de promotores da Red Bull fazendo sampling enquanto os bombeiros procuravam corpos na cratera do Metrô. Aí aparece a TAM e faz um evento festivo nem 20 dias depois do maior acidente aéreo da história do nosso país – com o detalhe mórbido de ter o mesmo número de convidados quanto eram o de mortos.

Hã... bom... essas pessoas conseguem sair de casa todos os dias e chegar em seus trabalhos. Tanto chegam que criam – e aprovam e executam – ações assim. Mas não parece a você que lhes falta bom senso?

E aí aparece uma notícia-bomba nos principais sites afirmando que um asteróide está em rota de colisão com a Terra, cria pânico e uma imagem negativa à campanha de um grande sucesso de vendas em potencial.

Ou, como no último dia 29 de fevereiro, aparece a cashtomato.com achando que seria uma grande idéia distribuir dinheiro no meio da rua (divulgação / resultado)

Então é mais do que ter bom senso e muita criatividade. É ter objetivo e estratégia. E ter alguém para parar, pensar sobre aquilo e direcionar tanta criatividade para além do bom senso: em direção aos resultados.

Pra quê adequação? Pra quê ir contra o que o cliente quer? Para citar outro dono de agência, porque "comunicação não é o que você diz, mas, sim, o que os outros entendem." Por isso, "no marketing, temos que aprender a perder algumas boas oportunidades".

Também anotei o nome dele: Alexandre Gama. Um dia bato à porta dele com meu curriculum debaixo do braço.


Como prometido no Desafio (nada) Hipotético 8, está aqui publicado o texto do Luciano Pinto, que foi o que achei mais bacana entre os que recebi até ontem às 23h59.
Super obrigado a todos os que participaram. Vou acabar usando idéias de vocês e, claro, sempre darei crédito, pó dexá ;)
E... Valeu, Luciano! Parabéns!

terça-feira, 4 de março de 2008

Música é prêmio?






A nova edição da promoção
Pepsi Stuff, que usa códigos nas tampinhas como moeda para compras no site da promoção em parceria com a Amazon e entre os prêmios para serem comprados, oferece mais de 100.000.000, isso mesmo cem milhões, de downloads de música.

Vendo essa promo, me surgiu uma questão: será que música é prêmio?

Qual o planejamento ou criativo que não sugeriu ao menos um vez como prêmio o download de músicas?

Prêmio precisa ter algum tipo de valor para estimular a participação, alguma relevância para despertar desejo e principalmente, exclusividade.
Em teoria, download de música é um prêmio voltado para o público jovem. Ou seja, usuários de P2P, torrent, rapidshare e outros meios fáceis de download de música.

Por que razão o “feliz ganhador” entraria em um site, forneceria seus dados, digitaria o código da embalagem e esperaria pelo download de uma música?
A não ser que seja um lançamento, de uma banda muito conhecida e desejada. Mas logo após o primeiro download, o arquivo já está na mão do usuário e ele pode e vai compartilhar à vontade e seu prêmio perde o valor.

Com certeza você já pensou no aspecto legal do download. Mas ser legal (dentro da lei) não torna um prêmio legal (cool). Talvez nos EUA ou na Europa isso ainda tenha algum valor, mas por aqui ninguém dá bola para isso. E pelo visto por lá, essa valor vai desparecer. O guru Chris Anderson, aquele da cauda longa, já apresenta há algum tempo a teoria FREE, que dá titulo ao seu novo livro, que basicamente inverte o mercado como conhecemos hoje. O que é pago será grátis e o que é grátis será pago. Se música, hoje, ainda é um produto pago, em breve ela será gratuita. E legal (dentro da lei).

Para mim, download de música não é prêmio. E para você?

segunda-feira, 3 de março de 2008

Prazo do Young Lions prorrogado

Prorrogado o prazo de inscrição da categoria Titanium do Young Lions (e também Planejamento, Cyber e Mídia): agora é 28.03

Mais informações, no site deles.

Vi no blog do GP.

O prazo é amanhã!

Não esqueça de mandar seu post para participar do Desafio (nada) Hipotético 8.

O prazo é amanhã, dia 04, às 23h59!
: )

Escreva e mande pra esse e-mail aqui.

sábado, 1 de março de 2008

Cannes Lions 3

A Criação não aproveita as idéias que você dá nos brainstormings? Você já pensou em enviar seu CV para o Casseta & Planeta? Não, não, não mude de área: inscreva-se no Desenlions 2008.

Para quem não sabe, o Desenlions é uma parceria do Desencannes com o Young Lions Brazil e contempla aquelas idéias que surgem no processo de criação de um job... aquelas idéias desvinculadas de policies de marca, público-alvo, compromisso com resultados ou qualquer tipo de noção, como o exemplo que você vê aqui ao lado, o vencedor de 2007 (clique para ampliar)

Basta ver as condições de participação: "Quem desejar participar deverá ter 28 anos ou mais ou menos isso. Pode ser bem mais também. Só não pode ser bem menos porque teremos bebidas alcoólicas na festa de premiação."

Os jurados são os mesmos que avaliam os trabalhos do Young Lions Brazil 2008.

As inscrições vão até 18.04.08 e são gratuitas.

Cannes Lions 2

Você acompanha a histeria provocada pelo PromoLions na sua agência pensando "um dia, um trabalho meu irá pra Cannes"?

Pessoas tropeçam em você em meio à correria, derrubando café na sua blusa enquanto dizem "sai da frente, estagiário"?

Pois seus problemas acabaram!

Está na hora dessa gente estressada ver o seu valor - e morrer de inveja de você, caro Promo Planner em início de carreira.

O Young Lions só exige que você tenha no mínimo 2 anos de carreira, menos de 28 anos, fale inglês sem ser macarrônico e se inscreva seguindo todas as instruções como um bom menino (ou menina).

Dê uma olhada aqui e já arregace as mangas, deixar pra última hora é o mesmo que se empenhar pra ser desclassificado. Veja aí embaixo, no post 1: Cannes é Cannes.

E, sim, tem uma categoria Planejamento. Porém, nela, só entram os cases de planejamento de campanha publicitária.

Você, Promo Planner, deverá andar na direção da categoria Titanium. E o nome é bem mais legal :)

Nessa categoria entram os trabalhos de comunicação integrada, também conhecidos como "plano de ações", "360", "tudo ao mesmo tempo agora", "toda a parte promocional" e também "tudo o que não é propaganda".

Boa sorte!

As inscrições na categoria Titanium vão até 24.03.08.

Dica da nossa leitora promoplânnica Andressa. Valeu, Andressa! ;)

Cannes Lions 1

Se você trabalha em uma agência top, já deve ter ouvido o burburinho/agito/semi-pânico referente às inscrições para o Cannes Lions 2008.

Por que tudo isso? Ora, porque é o prêmio mais importante da área – e que agora conta com a parte de Promo.

Vale a pena se inscrever? Óbvio. Desde que você selecione um ou mais trabalhos que REALMENTE tenham força. Não adianta sair inscrevendo tudo o que entrou na disputa do About, Globes ou Colunistas. Cannes é Cannes. E você já viu quanto custa uma inscrição? Não esqueça de que é preciso um mínimo de investimento também para produzir o(s) case(s) escolhido(s).

Mas, em 2008, nós de Promoção temos uma vantagem extra: Mentor Muniz Neto, da Bullet, que estará no júri de Marketing Promocional, planeja embarcar para Cannes só depois de se reunir com os brasileiros inscritos no festival. Assim, você terá a oportunidade de apresentar seu trabalho para ele que, uma vez em Cannes, terá como defender todos os candidatos brasileiros com mais força.

O site com todas as informações é esse aqui. Não deixe para a última hora porque, em um caso como esse, NUNCA vai dar certo.

Curso de Planejamento da Miami Ad School/ESPM

Vários leitores do Promo Planners têm entrado em contato procurando informações de cursos legais na nossa área. Prometi ficar ligada e colocar aqui o que anda rolando. Pois aqui vai o melhor de todos:

Péra, em primeiro lugar, vamos falar sobre os cursos da Miami Ad School/ESPM. Trata-se da união da Miami Ad School - que tem mais de 50 anos de experiência reconhecida, comprovada e celebrada e por onde já passaram um sem-número de talentos - com a ESPM, que todo mundo aqui conhece e, por mais que sofra da síndrome do "não é tudo isso", é tudo isso, sim.

O principal mérito aqui é que as aulas são dadas por grandes nomes do mercado, gente que está nas agências, no dia-a-dia, abrindo picada a foice como nós o tempo todo. É uma oportunidade de aprender mais próximo da prática, fazendo contatos e abrindo portas.

Não, eu não estou levando uma bola deles, :) , fiz essa introdução porque agora vem a parte horrorosa: o preço. É BEM salgado. Por isso, entre no site da Miami Ad School/ESPM, baixe a programação toda e leve para o seu chefe. Use toda a sua argumentação promoplânnica de que um upgrade na sua carreira é um ótimo investimento para os resultados da agência dele e reze. Quem sabe sua agência não paga pelo menos uma parte?

Eu acho que vale a pena, veja só as duas versões de curso que estão rolando este semestre:

Fundamentos do Planejamento Estratégico
(Cursos de Curta Duração)

Módulo de Introdução
Aulas: 31.03 / 01.04 / 02.04 / 04.04, sempre das 19h30 às 22h30
Inscrições até 19.03.08
Facada à vista: R$ 520,00
Facada parcelada: R$ 530,00 em 2 cheques, sendo o primeiro na matrícula e o segundo para 30 dias.

Módulo de Imersão
Aulas: 05.05 / 06.05 / 07.05 / 09.05, sempre das 19h30 às 22h30
Inscrições até 25.04.08
Facada à vista: R$ 520,00
Facada parcelada: R$ 530,00 em 2 cheques, sendo o primeiro na matrícula e o segundo para 30 dias.


Bootcamp - Planejamento de Comunicação

Duração: 1 trimestre (início das aulas em 27.03.08) - carga total 144 h
Lista de disciplinas:
Planejamento: uma Visão Geral (Laura Chiavone - Sócia-Diretora da Limonade)
Entendendo o Problema (Ulisses Zamboni - Sócio-Presidente da Santa Clara)
Briefing (Daniela Bombonato - Diretora de Planejamento da Ogilvy)
Entendendo a Idéia (Fernando Diniz - Gerente de Planejamento da Young & Rubican)
Pesquisa Qualitativa (Isabel Nascimento - Diretora de Planejamento da Leo Burnett)
Pesquisa Quantitativa (Cecília Russo - Diretora da Troiano Consult)
Branding & Total Brand Experience (Pedro Cruz - Diretor de Planejamento da Africa)
Planejadores como Agentes de Mudança (Bibiana Lopez - Sócia-Diretora da Movimentum)
Explorando Novos Negócios (Carla Sá - VP de Planejamento Estratégico da Lew Lara)
Avaliando Eficiência (Eduardo Lorenzi – Diretor de Planejamento NeogamaBBH)

Inscrições até 10 de março.
Facada à vista: R$ 7.580,56
Facada em 4 vezes: R$ 1.924,00 (total: R$ 7.696,00)
Facada em 5 vezes: R$ 1.627,50 (total: R$ 8.137,50)
Facada em 8 vezes: R$ 1.051,60 (total - R$ 8.412,80)

Se você não conseguir entrar nessa, não se desespere, não bata a cabeça na parede, não desconte nos Atendimentos: sempre tem curso novo pipocando por aí ;)