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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Linha de Montagem no Salão do Automóvel

Se algum cliente te pedisse para montar uma linha de montagem de seus carros dentro do salão do automóvel, você provavelmente acharia loucura.

Saiba que a Ford já fez isso.

No Brasil.

Em 1925.

Neste ano aconteceu o primeiro salão do automóvel no Brasil.
Mais precisamente no Rio de Janeiro.
E além do belo etand que você vê na foto abaixo, a Ford montou uma linha de montagem completa para deleite dos visitantes, e produziu carros de verdade durante o período do salão.



a matéria completa aqui: Blog dos Carros Antigos
a dica veio daqui: Flávio Gomes

E você achando que seu projeto para o Salão deste ano era inovador.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O maior evento do ano

Para quem não viu, tente ver a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, transmitida hoje pela rede Globo. Sem sombra de dúvida é o maior evento do ano, e um dos maiores da história. Por isso mesmo trata-se de uma excelente referência para nós, que trabalhamos com marketing promocional.

Durante todo o tempo eu fiquei imaginando como deve ter sido o processo de desenvolvimento desse "job" homérico. Desde o planejamento e criação até a produção. Afinal, precisavam ser 4 horas ininterruptas de encantamento (tirando a parte da apresentação das delegações, que é meio cansativo), e nada podia dar errado. Absolutamente nada.


O resultado foi um show de criatividade, que mostrou ao mundo toda a pujança econômica da China, uma nova potência mundial que ganha cada vez mais espaço no cenário global.

Fiquem com o momento em que a tocha olímpica foi acesa. Essa certamente é a "ação" mais importante do "plano 360º", e sua brilhante execução dá uma amostra da grande festa que a China ofereceu ao mundo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

III Almanaque de Criação

Entre os dias 08 e 11 de abril, Brasília vai virar também a Capital da Comunicação Integrada.

É que, nesses 4 dias, vai acontecer a terceira edição do Almanaque de Criação, que leva profissionais de destaque para mandar ver nas palestras, roda de debates, concurso de criação, leitura de portfólios e mostrando cases de grande relevância para os promo planners.

Comunicação Integrada é o tema desse ano e os cases apresentados serão: iPod no Palito, da Bullet, agência de nosso promo planner Panhoca, e Funktube, da Santa Clara.

Veja os palestrantes:
08/04 - Átila Francucci (Sócio e Diretor de Criação da Famiglia) e Adriano Cerullo (Diretor de Criação da Bullet - Case iPod no Palito)
09/04 - Aaron Sutton (Diretor de Criação da MPM) e Mateus Braga (Diretor de Criação da AgênciaClick Brasília)
10/04 - Wagner Martins (Espalhe/Cocadaboa.com) e Ulisses Zamboni (Sócio e Diretor de Planejamento da Santa Clara - Case Funktube)
11/04 - Roda de debates com publicitários do mercado de Brasília, Leitura de Portfólio e Premiação do Concurso de Criação

Para os promo planners, destaque para a palestra do Wagner, da Espalhe e do Ulisses Zamboni, da Santa Clara.

Dê uma passada no site deles para se informar melhor - prêmio do Concurso de Criação é de R$ 3.000,00. Promo Planners que também são redatores podem entrar nessa!

E para ajudar a argumentar com seu chefe, pra ele liberar a grana-investimento, diga que:
- em uma pesquisa feita no final do evento de 2007, mais de 97% das pessoas que estiveram por lá disseram que voltariam esse ano.
- o precinho é camarada - R$ 75,00 para quem se inscrever até dia 26 e R$ 90,00 para quem se inscrever depois (mais a viagem, né?).

Portanto, se você tiver chance... Bora pra Brasília.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O splash envergonhado

(Este post é dedicado aos amigos e diretores de arte Pepe Fernandez e Érico Adachi, que seguem comigo na cruzada contra as marcas promocionais).

Há tempos venho tentando chamar a atenção do pessoal envolvido em ações promocionais para a automatização das soluções. Na prática, esse agir sem pensar significa determinar “o que fazer” antes de ter o “por que fazer”.


Saca-se de um cinturão de utilidades à la Batman um recurso do kit promocional e, numa só tacada, está resolvido o briefing, o brainstorm e a linha criativa. São muitas as atitudes (ou vícios) que se enquadram nesse caso, mas, devido ao espaço preciso de um post, vou tratar, por enquanto, da inexorável “marca-da-promoção”.

Você já se perguntou se em todas as vezes que se comunica uma ação promocional é mesmo necessário criar uma marca-tema? Será que ela é sempre necessária? Ela realmente ajuda na tarefa de comunicação ou esse é um procedimento-padrão? Provavelmente a resposta para essas questões é um rotundo “não”.

Comunicação de marketing é, antes de tudo, foco. Escolha uma só mensagem (ou condense várias num só signo) e fale, fale, fale “mantricamente”. Aliás, muitos analistas chegam a observar que os grandes autores contam sempre a mesma história vestida com diferentes roupagens.

Mas como ter foco se já começamos o processo de comunicação com a obrigatoriedade de criar um elemento que vai competir com outros tantos pela atenção do consumidor? Ah, mas a função da marca é justamente dar foco, sintetizando todo o approach da ação, responderão alguns. Na prática é exatamente o contrário que acontece: a marca é ao mesmo tempo uma “sacada” e uma ilustração que pouco, ou nada, diz do apelo promocional.

Na verdade a marca promocional é a evolução darwiniana do splash. Lá pelos anos de 1950 as promoções eram anunciadas com splashs pontudos que tinham a missão de representar graficamente um grito. Assim como os acústicos, esses tinham por objetivo quebrar a harmonia da narrativa e chamar a atenção para si.

Como geralmente as promoções eram feitas a partir do trabalho de comunicação do produto ou serviço, mais necessário se tornava o tal do splash para distinguir as comunicações e dar à mensagem um caráter de urgência devido ao, em geral, brevíssimo tempo de duração de uma ação promocional.

A partir do final da década de 1960, com o salto no apuro gráfico ocorrido no período, o splash passou a ganhar novas formas, num processo evolutivo que resultou na marca-tema como conhecemos hoje. Houve evolução, mas o DNA continua sendo do splash. Ou seja, a marca promocional é, no fundo, um splash envergonhado, constrangido por sua origem de pichação gráfica.

Está nesse fato grande parte da responsabilidade pelos layouts com excesso de apelos visuais, carregados de adornos gráficos que podem (e devem!) ser bonitos, modernos visualmente, mas assemelham-se a maracás de reisado, com seus fitilhos multicoloridos, espelhos, vidrilhos, lantejoulas e bordados.

É preciso considerar ainda que toda marca, seja ela do que for, precisa ser construída, precisa de branding, coisa que não é compatível com a urgência da comunicação das ações promocionais. Repetindo o que já foi observado mais acima, o breve período de uma campanha promocional, mesmo se esse breve forem meses, mal dá tempo de trabalhar o awareness da ação, quanto mais conceituar uma marca.

Por outro lado, acho que a marca é imprescindível em programas promocionais, ou seja, em ações seriadas, como os eventos proprietários do tipo TIM Festival, SKOL Beats, NOKIA Trends e outros do gênero. Aí sim justifica investir num trabalho de branding que irá facilitar a comunicação nas futuras edições do programa. E, atenção, note que, nos exemplos que pincei como os mais evidentes em minha memória, nenhum tem “sacadinhas”, todos carregam a marca proprietária na composição do nome e tem o design mais limpo e básico possível, o que permite realizar diferentes campanhas, com diferentes approachs a cada edição.

Lembro de uma campanha promocional da Shell na Europa (acho que era na Inglaterra), na qual eram distribuídas fitas cassete de áudio com músicas de diversos gêneros para ouvir “on the road”. A peça, que vi num anuário, era um cartaz em P&B com um big close de um rapaz de perfil segurando uma concha junto ao ouvido, como fazemos para ouvir o “som do mar” (a marca era Shell, não se esqueçam!). Na parte inferior tinha o pack shot com a coleção de fitas cassete em quadricromia, junto a um título discretíssimo dizendo algo como “Ponha uma trilha sonora na sua viagem. Abasteça com Shell e ganhe fitas da coleção On the Road”. Só. Nada de marca, nada de nome da promoção, nada do nome “promoção”, nada de enfeites, apenas o necessário e forte apelo para despertar uma ação no consumidor.

Como cantavam filosofando o menino Mogli e o urso Balu: “Somente o necessário, o extraordinário é que é de mais”. Less is more!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

dica de palestrante

Ele era apenas um vendedor ambulante de hamburgueres em Ipanema e resolveu criar uma marca com muita irreverência para agregar valor ao seu produto.

Se você está curioso para saber quem é dê uma passada no meu blog pessoal, onde acabei de escrever sobre o figura.

Mas não é preciso passar por essa experiência para sacar que cases como esse tem tudo para gerar um novo palestrante para esse rentável mercado.

Tá bom, o criador do Hare Burger tem lá seus méritos, mas o que realmente me faz pensar sobre tudo isso é que um cara desses, por incrível que pareça, pode mesmo ensinar muitos executivos de marketing (não todos, mas muitos) e profissionais de agência (inclusive planejadores, porque não?) a fazerem comunicação com (alguma) alma.

PS: o assunto "indústria de palestras" é interessante e tem tudo a ver com marketing promocional, portanto prometo retornar a ele um dia desses.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

de planejador para planejador

A:O que você faz da vida?

B:Sou publicitário.

A:Mas trabalha em qual área? É criação? (te olhando com aquela cara de "você é meio maluco, parece ser criativo")

B:Não exatamente. Sou do planejamento.

A:E o que um planejamento faz?

B:Bem...err...hummm...é mais ou menos assim ó...


Planejadores que nunca passaram por uma situação semelhante levantem a mão. Não tenho uma webcam na frente de cada leitor planejador, mas tenho certeza que nenhuma mão foi levantada por esse target.

Felizmente, alguns porque quiseram isso e outros porque simplesmente caíram de pára-quedas, o caminho que escolhemos passa por desbravar uma das áreas mais misteriosas e indefinidas de uma agência de comunicação.

Já ouvi dizer que o planejador é o novo criativo. Pode ser. Se for verdade, no mínimo facilitará bastante a resposta no caso de diálogos semelhantes a esse do começo do post.

Agora, se planejamento em propaganda já é uma coisa relativamente nova, que está ganhando força de uns tempos para cá (inclusive por causa causa do ótimo trabalho do GP), o planejamento em outras agências de comunicação praticamente nasceu ontem.

O fato é que de uns tempos para cá agências de design, internet, marketing de guerrilha e sobretudo marketing promocional começaram a criar seus departamentos de planejamento, e portanto há gente não só trabalhando nisso, como praticamente criando essa "disciplina" do zero.

"Ah, mas planejamento não é tudo igual?", alguns vão perguntar. "É tudo igual, mas é diferente". Obviamente que planejadores de qualquer tipo de agência têm as mesmas preocupações, afinal, os consumidores são os mesmos. São os mesmos, mas uma coisa é impactá-lo em frente à TV, e outra é impactá-lo na internet ou através de uma promoção. Mesmas pessoas em momentos diferentes implicam em cuidados diferentes.

E é por isso que nós, um grupo de planejadores de marketing promocional e agências afins, resolvemos nos juntar nesse blog. Nesse espaço vamos trocar experiências e pensamentos sobre planejamento dentro desses contextos, e também planejamento em geral.

"Ah, mas não é muito específico?". Não, pois há um número cada vez maior de profissionais se dedicando a isso. Além do mais o blog está aberto a interessados em geral, e principalmente gente de propaganda. Não dizem por aí que o futuro da comunicação é a integração? Pois bem, por aqui vocês poderão aprender um pouco mais sobre outras áreas...

Então é isso. A partir de agora estaremos aqui. Leiam, acompanhem, participem!