segunda-feira, 7 de abril de 2008

Os 10 Mandamentos do Engajamento

(por Fabiano Coura, Diretor de Planejamento da NeoGama)

Esse mandamento está baseado no Princípio da Troca de Valores, que define uma condição fundamental para que as pessoas queiram estabelecer um diálogo profundo e de confiança com uma determinada marca.

A regra é muito simples: as pessoas sempre querem algo em troca de sua atenção e dedicação (e querem cada vez mais). Quando a troca de valores ocorre de forma equilibrada, tanto os consumidores, quanto a empresa, são recompensados. Os consumidores concordam prover conhecimento sobre si, interagir com sua marca e aceitá-la em suas vidas. A empresa se beneficia do aumento do interesse e da satisfação de seus consumidores, o que certamente será revertido em um maior valor para seus negócios. Lembre-se: no momento em que sua comunicação for percebida como um serviço – como algo útil e importante na vida de seus consumidores – a sua mensagem atinge uma relevância máxima.

Para começar, pense no papel de sua marca na vida das pessoas. De que forma sua empresa poderia ir além dos produtos oferecidos, entregando serviços muito além das expectativas de seus clientes? Como transformar suas mensagens em experiências que seus clientes não mais conseguiriam viver sem? Como uma plataforma digital poderia ajudar a melhorar o desempenho e a qualidade de seus produtos? Como sua marca poderia ajudar seus consumidores a obterem uma maior conveniência ou a economizarem tempo e dinheiro?

Conheça agora algumas idéias alinhadas a esse Mandamento:

Barbie volta a ser fashion!

Quer saber o que a Mattel fez para que a Barbie voltasse a ser um objeto de desejo de milhares de garotas pelo mundo afora? Comunicação como serviço. Mais um exemplo em que uma marca cria e oferece uma experiência de imersão com seus produtos para alavancar suas vendas. Nesse caso, desenvolveram uma comunidade online em 3D (do tipo Second Life) que permite que suas usuárias possam viver "como Barbies" (conheça).

Mas isso é tão velho... será que funciona? Em menos de 4 meses de existência a marca já tinha a maior comunidade virtual da Internet, fazendo o Second Life comer poeira. Já contava com mais de 4 milhões de usuárias, grande parte delas desesperadas pelo MP3 da marca, que vem com um código que permite o acesso a atividades extras, como download de músicas e a possibilidade de dar um cachorrinho para seu avatar. Isso tudo levando em conta que a comunidade ainda estava em beta :)

Ikea: Venda dirigida a estudantes.

Fico contente em ver essas campanhas do tipo "long tail" bem feitinhas, inteligentes e consistentes. Nesse projeto, a IKEA dá um passo a frente de seus concorrentes, explorando muito bem um "momento de vida" muito particular e de alto valor para o negócio deles: o "volta as aulas" (ou "início das aulas", para aqueles estudantes que acabaram de sair da casa dos pais e se encontram na situação de ter que montar seu dormitório com um budget bem apertado). No site do projeto (aqui) os "bixos" podem encontrar várias idéias e ofertas especiais, que variam de acordo com o perfil informado: "foco nos amigos", "designer gráfico" ou "quarto para dois", por exemplo. Uma idéia simples que materializa toda a simpatia que a marca deseja demonstrar por seus clientes, independentemente do tamanho dos seus bolsos.

Nike Plus

Bela plataforma de relacionamento desenvolvida pela Nike para divulgar seus produtos e, ao mesmo tempo, fidelizar corredores de todo o mundo. De novo: Propaganda como serviço. Uma troca de valores sem prededentes que funde a comunicação com o produto em uma experiência única com a marca (e de quebra ainda empresta um monte de valores bacanas da marca Apple). Confira abaixo o vídeo que conta todo o case.





iCoke: Revolução na web chinesa

Muitos palestrantes em Cannes citaram o exemplo da comunidade chinesa iCoke. Trata-se de uma mega site de relacionamento desenvolvido pela Coca-cola na China que já conta com mais de 5 milhões de usuários. Para a comunicação, uma completa revolução na forma como os chineses se relacionam com uma marca. Para os consumidores, uma série de funcionalidades que não mais conseguem viver sem. Se você quiser mesmo conferir, navegue no instinto, pois o site é inteiro em chinês :)

A receita da Kraft para uma marca totalmente “ativada”

Paula Sneed, VP Global Marketing Resources, Kraft Foods

A Kraft Foods é a maior empresa de alimentos dos EUA e a segunda no mundo. Possui o portifólio mais forte de marcas da categoria, muitas delas líderes em seus segmentos. A marca “Oreo”, por exemplo, está presente em cerca de 95% dos lares americanos! Uma empresa muitíssimo bem sucedida em um mercado muitíssimo competitivo.

Qual é a Big Ideia por trás dessa marca? As pessoas buscam constantemente inspiração para tudo em suas vidas e, quando o assunto é alimento, precisam de marcas que motivem a busca por sabores melhores e pela qualidade da alimentação da família. Buscam marcas que as auxiliem a obter sucesso na cozinha, ou seja, a obter o reconhecimento de sua família e de seus amigos. Para isso a empresa oferece produtos que são apresentados como “idéias” – para motivar, inspirar e inovar na cozinha. Nas palavras da Paula, “Temos produtos que podem transformar um dia comum em um dia sensacional, essa é a nossa missão. Para que isso aconteça, precisamos entender profundamente o que os clientes esperam de nossa empresa para que possamos ajudá-los a viverem melhor”.

A Kraft sempre inovou muito em comunicação e criou muitos seguidores com isso: foi a primeira empresa a utilizar imagens em seus anúncios e a desenvolver campanhas com o uso de celebridades para endossar seus produtos (isso há muitos anos atrás). Sendo uma empresa de vanguarda, notaram rapidamente que estavam em um negócio cujos produtos tendiam a ser percebidos como commodities, uma vez que a competição por preços se acirrava drasticamente com a revolução industrial. Isso mudou completamente a estratégia de negócios da empresa, pois começaram a usar a comunicação para agregar valor a marca, fugindo sempre dos canais tradicionais. Para se ter uma idéia, há 5 anos eles investiam 2/3 da verba de comunicação em canais de massa e hoje esse montante caiu para 1/3. Isso mesmo! Atualmente 2/3 da verba de comunicação já é destinada a ativação: revista “Food and Family”, relacionamento e serviços na internet, eventos de relacionamento, promoções, campanhas dirigidas de experimentação e aquisição, material de ponto de venda diferenciado, etc.

Para criar as experiências de ativação da marca, a estratégia global de comunicação parte do princípio que as pessoas tem 3 problemas relacionados a comida:
#1. Falta de idéias e de inspiração para fazer coisas novas;
#2. Falta de conhecimento e mesmo de habilidade para cozinhar;
#3. Uma absurda necessidade de otimizar o tempo, que precisa ser dividido em uma quantidade cada vez maior de atividades;

Nesse contexto, uma série de iniciativas - todas tendo a “utilidade” como ingrediente principal - são desenvolvidas para ajudar as pessoas a lidarem com esses problemas – “Todo mundo tem desafios na cozinha. As pessoas querem soluções para suas vidas, para todos esses desafios. Então tentamos entender isso para desenvolver nossa empresa”. Como publicitários, sabemos que não há nada mais sublime do que o momento em que o cliente é tocado emocionalmente e percebe a comunicação como algo de valor para si, como um serviço que pode contribuir com sua vida, ao mesmo tempo em que o aproxima ainda mais da marca e de seus produtos.

Vejam os exemplos abaixo e notem a força da comunicação dirigida por trás de cada um deles. Notem a importância também desses canais para o aprendizado contínuo da empresa, para a otimização da estratégia global de comunicação e para o desenvolvimento de novos produtos.

Website “Interactive Kitchen” - http://www.kraftfoods.com/
O que oferece? Centenas de receitas organizadas pelos produtos da empresa e por perfis de usuário, com personaliza-ção total da experiência de navegação e distribuição de conteúdo para outras plataformas, como iPods, PDAs e celulares.
Resultados: completando 10 anos de vida, o site recebe mensalmente 6 milhões de visitas que gastam, em média, 5 minutos de seu tempo interagindo com a marca.

Relacionamento via e-mail marketing
O que oferece? Conteúdo personalizado 1-a-1 em 3 diferentes idiomas (francês, inglês e espanhol), com total controle dos usuários sobre o conteúdo, freqüência, horário de envio, etc.
Resultados: são enviados 4 milhões de e-mails semanalmente com taxa de clique de 50% (!!!)

Revista “Food & Family” (recém lançada)

O que oferece? Conteúdo diferenciado sobre como ter uma vida mais feliz e saudável, ajudando os consumidores nos desafios que apontei anteriormente.
Resultados: 12 milhões de assinantes que gastam mensalmente cerca de 40 minutos lendo a publicação; 80% das pessoas colecionam as revistas; anualmente apenas 1% da base cancela o recebimento; 50% das pessoas recomendam a seus amigos; e o principal: as marcas abordadas em uma determinada edição experimentam um incremento imediato de vendas de 15%.

Websites dirigidos a target específicos
Veja o exemplo abaixo clicando na imagem!


Para fechar, fiquem com a mensagem final da Paula: “É preciso coragem para arriscar e mudar, mas todo mundo tem o direito de errar, desde que seja com pouco dinheiro!”.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

De Job em Job

Então tá. Você decidiu procurar um emprego novo. Como eu disse no post anterior, na minha singela opinião você precisa de mais do que um CV. Planejamento, ainda mais em Promoção, tem um pé na Criação. Tem que ter. De preferência dois pés, mas um deles, obrigatoriamente. Então, me diga: aí a agência vai contratar um Redator. O cara chega na entrevista só com um CV. Ele pode ter diploma de Redação em Harvard, não dá pra contratar sem ver a pasta do cara. Portanto, CV, em Criação, é o mesmo que chegar na agência e dizer “oi, meu nome é Fulano, quero trabalhar aqui”. Só.

Mesma coisa quem é do Planejamento. Você participou de projetos, não? Fez jobs legais e ruins, jobs que eram mico e viraram case, jobs que eram case e viraram mico, sei lá. Mas quando entrevisto alguém é isso que quero ver: o que você já fez, o que sabe fazer, o que quer fazer, como você pensa e como escreve o que pensou. Não me interessa onde o cara estudou. Minha equipe no BE tinha um cara formado em RP, dois na GV e duas eu não sei onde. Mesmo. É sério. E era uma equipe MUITOOOO boa. De cara, demiti uma menina que fazia 3 faculdades, tinha curso de sei lá o quê, um CV maravilhoso. Mas ela não sabia pensar. Quando entrei na SD, tinha um redator que fazia ESPM. E um curso de não lembro o quê, que deixava todo mundo impressionado. No terceiro job que ele não soube andar, o que aconteceu? Dançou. Quem entrou? Um cara que faz Administração na sei lá o quê Universidades. E é ótimo.

Portanto, um portfólio é fundamental para um planner? Eu acho. Quem concorda põe o dedoooaaaquiiii e vamos lá:

Eu só sei usar o Power Point. Mas eu sei que o Power Point, hoje, é tosco, diante de outras ferramentas. Portanto, se você domina o babado, vai de keynote, sei lá de quê. Se você é tchutcho como eu, Power Point é seu Deus.

Vou dizer como EU acho que deveria ser seu portfólio. Não tem um jeito certo. Go crazy!
Maaaaaaaaaas, siga essas regras:

1) Seja objetivo
2) Revise o texto. Erro de português e/ou digitação, em portfólio, é o fim!
3) Admita: você não é Diretor de Arte. Vai no básico: arial, mesmo corpo, mesma diagramação, fundinho liso, não embaiane, a menos que você saiba o que está fazendo. Dica: faça seu portifa e entregue pra um Diretor de Arte. O que ele mudaria? Depois de se recuperar da humilhação, arrume! A probabilidade de seu portfólio passar pela Criação é imensa.
4) Revise de novo

Bom, parte 1:
A capa
Seu nome e a área em que vc atua/pretende atuar.
Pra quê mais?


Parte 2:
Dados de CV
Experiência profissional: já sei que você é Planner, então não precisa contar detalhes do que você fazia no seu dia-a-dia em cada agência. Eu sei o que um Planner faz.
É nome das agências, período em que trabalhou lá, que cargo teve.
Se você não era Planner e fazia coisas que vão te gabaritar mais para a função, coloque. Tem cursos que vc acha importante dizer que fez? Vai te dar pontos extras? Então OK. Mas só coloque o realmente necessário. E sempre do mais recente pro mais antigo. Só.

Parte 3:
Projetos.
Selecione com cuidado os mais recentes e os mais relevantes. O ideal é pegar uns que são mais de promoção, uns que são mais de incentivo, uns que são 360 etc. Mas vale mais a pena ter 8 bons de promoção do que 15 ruins de 360.
Também não pegue 50 coisas. Pegue umas 15. Não faz mal se não foi implementado, mas também não pode ter só fantasma, né? Mas, se você tem pouca experiência, mande fantasmas e apresente-os de maneira honesta e vendedora. Hmmm… isso vale pra todo mundo.

Como apresentar os projetos? Conte objetivamente qual era o job e qual foi a solução que você encontrou.
Por exemplo:
Objetivo: O cliente queria montar uma arena de verão na praia.
Solução: ao invés de fazer uma tenda, decidimos instalar uma balsa no mar e promotores passavam pela areia chamando as pessoas.
Pronto, já fiquei interessada. Aí você pega algumas referências visuais (vale lay-out da Criação, alguma coisa que vc usou no plano etc.) e voilà!

Acho legal colocar um link para o projeto. Assim, se o cara quiser, ele vê o projeto com mais detalhes, tal, e aí volta lá pro primeiro PPT, pra continuar vendo que mais você levou.



Depois dos projetos, como a pessoa te encontra: nome, telefone, e-mail, acabou.
Dúvidas? Disk-Robi.

VEPUJIA - Vencidos Por Um Job Ignorante Anônimos

Semana passada lutei contra um briefing e duas Atendimentos. Os três queriam a mesma coisa: uma promoção comprou-ganhou para um produto que é usado como ingrediente na culinária. Para o Dia das Mães. Quando todos levamos as mães pra almoçar fora. Pra ela SAIR da cozinha. Na região do país em que ele menos vende. Com verba suficiente para oferecer um brinde constrangedor.

Eu usei de absolutamente todos os argumentos que me ocorreram. Todos. Expus soluções. Uma de curto prazo, uma de médio prazo e uma de um ano. Sabem o que aconteceu? Estamos produzindo o brinde. Que, oh meu Deus, é constrangedor.

A infelicidade adora uma companhia e fiquei feliz quando li o e-mail de uma leitora promo planner relatando o mesmo perrengue.

Vamos fundar o grupo dos Vencidos Por Um Job Ignorante Anônimos, nos reunir uma vez por semana e ter alta da terapia, minha gente promoplânnica!

Vejam só:

Meu penúltimo job foi um briefing quase xerox do Desafio Hipotético 10 recebido por um Atendimento do grupo um do storytelling (divertido né?). Então acho que ele dá pano pra manga e uma boa resposta para o post da Robi.

O cliente pediu uma ação para o produto mais commodity de seu portfólio (quando compra o seu produto, o nível de envolvimento do consumidor é o mesmo, ou muito parecido, com o de uma criança que sai para coprar parafusos porque a mãe pediu), e a estratégia que o cliente pensou foi: quero que os consumidores do meu produto commodity 1 passem a consumir o produto commodity 2, que é muito parecido com o 1, mas dá uma margem de lucro maior para a empresa.

Quando o Atendimento me entregou o briefing, já foi logo falando: "olha, o briefing do cliente pede uma ação de compre & ganhe (quem comprar o commodity 2 ganha um brinde, quem comprar o commodity 1 não ganha nada), mas eu acho que nós podemos surpreendê-lo e levar uma solução inovadora, que realmente funcione, sabe?".

Lá fui eu e mim mesma, já que sou a única planner da agência, pesquisar, pensar, ler, pensar, navegar, fazer pesquisa, tabular o resultado e pensar mais um pouco... Descobri que a grande maioria dos consumidores acredita que os benefícios do commodity 1 são iguais aos do commodity 2 e, por isso, não topa desembolsar mais e comprar o produto mais caro.

Para mostrar ao consumidor a diferença entre os dois produtos e estimulá-lo a migrar e mudar seu hábito de consumo (em vez de converter apenas uma compra pontual com o compre & ganhe), sugeri criarmos uma estação itinerante com instalações interativas mostrando todos os benefícios do commodity 2 que o consumidor não percebe hoje em dia, para que ele passe a valorizar o produto e se disponha a fazer o maior desembolso - após visitar o espaço, o consumidor receberia uma pequena amostra do produto (respondendo à pergunta do post, isso é o que eu faria). Mas o Atendimento disse que o cliente queria o compre & ganhe e nós não podíamos apresentar uma proposta diferente do que o cliente pediu.

E foi isso o que ele fez: levou a proposta de compre & ganhe que o cliente pediu com as opções de brinde que o cliente pediu para ser realizada nos PDVs que o cliente sugeriu. E eu descobri que a combinação Desafio Hipotético 10 + grupo um do storytelling = consulta em um terapeuta de presente de aniversário para o atendimento da agência.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Promo Pérolas

Planner recebe o briefing do Atendimento.

Entre os campos "obrigatórios", um obstáculo aparentemente intransponível: definir o público-alvo:

Produto: Regaine
Público-alvo: pessoas que estão perdendo o cabelo

Dias depois, outro briefing, do mesmo Atendimento, chega para o Redator:

Descrição da ação: O cliente pediu um banner para pôr na entrada do teatro.
Público-alvo: pessoas que vão ao teatro

As Promo Pérolas são diálogos e acontecimentos flagrados nas agências, que fazem com que o dia valha a pena... e o salário, não.
Nomes e algumas referências serão alteradas para proteger os inocentes e os empregos.
Para colaborar, mande a sua promo pérola (mas tem que ser verdadeira, senão não tem graça).

Capitalizando o Investimento do Cliente

"Inspirado" pelo Desafio Hipotético 9, nosso leitor Adams enviou um post com um case de Whiskas. Achei muito interessante a função promo planner neste canal de entretenimento, que, gerando desdobramentos, capitaliza em cima de um patrocínio, trazendo mais valor agregado. Segue o e-mail-post do Adams:

A ativação em entretenimento é uma coisa um pouco complexa, pois pode envolver a utilização de imagens do conteúdo (artista, espetáculo, time de futebol) por parte do cliente, e definição de que tipo de ação cada patrocinador pode fazer com o conteúdo por parte de quem promove o evento e interação entre ambos com a agência escolhida pelo cliente para criação das ações.

Geralmente, o patrocinador principal de um evento tem os maiores direitos mas, com criatividade, pode-se obter grande visibilidade e resultados, mesmo tendo uma participação menor na escala de patrocínio.

Para ilustrar como isto pode funcionar cito o case do Whiskas (Masterfoods) patrocinando o espetáculo touring company da Broadway Cats em 2006. Embora, historicamente, empresas de bens de consumo não sejam muito receptivas a patrocínios, já que a maioria dos executivos faz um raciocínio baseado na comparação entre este tipo de investimento e a aplicação da verba em mídia, que, supostamente, tem um retorno maior, é possível obter retornos relevantes utilizando o entretenimento como ferramenta de marketing.

Esse é o trabalho do planejamento: mostrar ao cliente/prospect alternativas que, além das opções tradicionais, sejam criativas e respeitem seu budget.

À primeira vista, a ligação de Whiskas com Cats parece óbvia, mas, para que o projeto fosse vendável, foi apresentada uma proposta que consistia em instalar um lounge no foyer da casa de espetáculos com o look&feel da marca, pufes que se pareceriam com novelos de lã, para que as pessoas aguardassem o início do espetáculo enquanto eram abordadas por promotoras, divulgando o novo lançamento da marca.

Idéia simples, barata e que liga o espetáculo ao produto é tudo o que o cliente quer. Mas, naquele momento, o essencial para a marca era gerar a experimentação. E a distribuição de sampling do produto na saída do show não parecia uma boa alternativa.

O cliente e sua agência então sugeriram a realização de uma promoção nacional compre-concorra, com divulgação nos PDVs e no site da empresa (canais permitidos pela cota de patrocínio adquirida). O prêmio: kits Whiskas+Cats e/ou ingressos para assistir ao espetáculo em São Paulo ou no Rio de Janeiro. O resultado da ação foi sucesso total, com milhares de consumidores participando da promoção e experimentando o novo produto. Além das milhares de pessoas impactadas on-site pelo stand e outras tantas que viram a marca Whiskas nos anúncios do Cats.

Este foi um grande exemplo de criatividade associada ao entretenimento, com adequação, impacto e relevância que pode servir de exemplo para que outras empresas invistam neste tipo de ação.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Hoje é Primeiro de Abril

E, em homenagem ao dia da mentira, reuni as 5 mentiras mais ouvidas por um promoplanner:

- a agência de propaganda vai mandar a pesquisa pra gente no máximo amanhã...

- consegui um prazo ótimo!

- é só jogar no power point e pá: tá pronto!

- o cliente não tem essa informação.

- vamos fazer uma reuniãozinha rápida?

Pequeno Guia de Livros Promoplânnicos

Existe livro de Planejamento em Promoção? Que livro você acha legal eu ler? Como falei aqui, responder a isso é difícil. Não dá pra indicar um só.

Então, o que eu fiz foi perguntar por aí, pedir ajuda dos leitores promo planners, enviar e-mails pra alguns fodões da nossa área e fuçar em livrarias. Espero que o resultado ajude você, como ajudou a mim, a compor uma pequena parte de suas referências.

Só que, olha... leia de tudo. De Contigo a Wired, de Veja a New Yorker, de Cebolinha a Archive. Leia livros bons, de qualquer estilo, de autores que saibam o que estão fazendo, da área e fora da área. Vá ao cinema, ao teatro, leia jornais, blogs, sites, veja TV, DVD, converse com as pessoas, observe, fale, ouça, visite, pergunte, questione, fuce no youtube, go crazy! E, sempre que tiver um tempinho, vá lendo estes livros que foram importante para várias pessoas com que conversei nesses dias:

No post anterior, você viu esses aqui:



A Arte do Planejamento. Verdades, Mentiras e Propaganda, de Jon Steel, que teve o complemento do César, nos comments.

E o Perfect Pitch - The Art of Seling Ideas and Winning New Business, também de Jon Steel.


O Fabiano Coura, da NeoGama e do post aí de baixo, também disse que Perfect Pitch está na lista dos must-read dele. E ainda mandou mais 3, que ele acha que foram importantes pra ele:


Purple Cow, do Seth Godin


Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make Competition Irrelevant, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne


E também Beyond Disruption: Changing the Rules in the Marketplace, de Jean-Marie Dru

O Gustavo, que escreve aqui no PP, recomenda fortemente o livro Como Fazer Sua Propaganda Fazer Dinheiro, de John Caples.

"Ele é um ótimo livro para dar um gostinho do que é publicidade "pé-no-chão". Hoje em dia ficamos divagando sobre construção de marca, comunicação 360º, experiências multisensoriais, blá, blá, blá... Legal. Mas acabamos nos esquecendo do essencial, das origens da comunicação, da simplicidade."


Pra mim, livro do Júlio Ribeiro é como do Luís Fernando Veríssimo. Entrou no campo visual, eu já entrei na fila pra pagar, sacumé? Lá vão eles, todos valem a pena:



Entenda propaganda - 101 perguntas e respostas







Fazer Acontecer





Tudo o que Você Sempre Queria Saber Sobre Propaganda e Ninguém Teve Paciência Para Explicar, com vários autores.

Esse livro é veeeelho, ganhei de presente quando passei no vestibular, em 1812, se não me engano. Mas tenho até hoje, já emprestei, já recomendei, já vi MUITA gente lendo e andei perguntando para pessoas com idade começada com 2, como nossa leitora Andressa, e me garantiram que ele ainda é legal. No mínimo, vale a visita para um momento retrô. A Magy Imoberdorf já foi, já voltou e os mais novos nem sabem quem ela é. O livro é da época que ela estava no auge. Eu disse. É velho. Mas vale a pena. Peça emprestado pra ler só a parte de Planejamento (Júlio Ribeiro), se você estiver com preguiça.

Quer mais?


Hitting the Sweet Spot: How Consumer Insights Can Inspire Better Marketing and Advertising, de Lisa Fortini-Campbell




The Long Tail: Why the Future of Business is Selling Less of More, do Chris Anderson


Peguei uma dica que o Neto, da Bullet, passou uma vez, que é o Made to Stick: Why Some Ideas Survive and Others Die, dos irmãos Chip e Dan Heath. Ele é uma continuação não-oficial de outro livro muito recomendado por aí, The Tipping Point, do Malcolm Gladwell. "O livro é um verdadeiro manual técnico e prático de criação, ideal para quem ainda acha que criar, em comunicação é uma “arte” ou que demanda 'inspiração'", disse o Neto aqui. "É leitura obrigatória para velhos e novos profissionais de comunicação, prova disso é que vem indicado por uma dezena de gurus, entre eles (...) Chris Anderson e Guy Kawasaky".


Advertising Campaign Strategy, de Donald Parente. Achei que esse livro era interessante, mas não tinha nenhuma referência quando ta-nãaaa, chegou o comentário da [dea]: "embora o planejamento seja focado em campanhas de propaganda, fornece uma boa visão no negócio como um todo além de pontos de vista realistas e provocativos, como o do último post do Marinho (aumentar as vendas depende dos 4Ps, por isso não pode ser definido como meta para uma campanha de comunicação)".



Brand Gap, de Marty Neumeier, segundo o César, é bárbaro!



A [dea] está lendo Lovemarks: The Future Beyond Brands, do Kevin Roberts, que leva você a "ver o Planejamento sob um ponto de vista profundamente essencial, o amor". Leia na versão original, diz ela. A traduzida é cheia de erros e não há amor que resista.


O próximo livro da lista dela e da minha (depois que terminar os dois que prometi ler no post anterior...) é Things I Have Learned in my Life So Far, do Stefan Sagmeister. Quem viu a palestra dele no TED deve ter colocado o livro na listinha também (postei aqui).

Olha... e tem muito mais. Se nosso trabalho é saber o máximo de coisas e estar sempre antenado, os livros da área não dão conta. De novo: leia de tudo. Mas... espero que essa listinha ajude na próxima visita à livraria, pra você ficar menos perdido.

UPDATE: chequem, nos comments, mais dicas e opiniões. Valeu, gente!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Os 10 Mandamentos do Engajamento

A partir de hoje, teremos a colaboração mais do que especial do Fabiano Coura no Promo Planners.

Pra quem não sabe, o Fabiano é o Diretor de Planejamento da NeoGama. Antenadíssimo, ele tem um blog que está sempre bombando e lá ele publica Os 10 Mandamentos do Engajamento. Um projeto que, segundo ele, será eternamente beta mas que, agora, para sorte dos leitores promoplânicos, vai ser publicado aqui no PP também.

Este é o primeiro post. Fique ligado que, aos poucos, todos os Mandamentos aparecerão por e por aqui.

Valeu, Fabiano!


Manifesto: Engajar ao invés de falar

Construir marcas está cada vez mais difícil. Já não basta apenas garantir a sua exposição. Já não adianta mais impactar os consumidores contando com sua atenção e passividade. Já não adianta cercá-los com uma mensagem única, supostamente relevante e integrada em todos os canais.

Em um mercado inundado de ofertas, vender também será cada vez mais difícil. Será preciso ir muito além da “sacada” criativa para se diferenciar. Nem mesmo uma perfeita sincronia entre a mensagem, o meio e o momento de maior propensão, poderão garantir a preferência, pois seus sofisticados consumidores já descobriram a facilidade e segurança que a amplitude de conteúdo da Internet pode trazer para suas decisões de compra.

As marcas líderes no futuro saberão lidar muito bem com esse cenário. Serão especialistas em criar e distribuir experiências de valor para comprovar suas crenças e propostas, usando de forma inteligente sua verba de marketing para envolver seus consumidores em todos os pontos de contatos. Essas marcas buscarão cada vez mais entregar sua comunicação como um serviço, ajudando seus consumidores a fazerem negócios com elas. Estarão focadas em estabelecer vínculos legítimos com seus consumidores, fundindo sua mensagem com seus produtos em uma única experiência e dando motivos para que as pessoas falem sobre elas e desejem comprá-las.

Como recompensa, essas empresas poderão recrutar novos compradores com um mínimo esforço de comunicação, terão uma legião de fãs desejando ter sua marca em suas vidas e comprovarão que seus consumidores sabem como vendê-la com muito mais eficácia do que todo seu time de marketing.

Ampliar as vendas e maximizar o valor de uma marca será decorrência de algo muito mais importante: engajar ao invés de falar. Esse é o futuro da comunicação.

De Job em Job

Já quebramos o gelo com a ficha de emprego do maluco que foi procurar emprego no Mc Donalds, então vamos logo falar do que interessa: o SEU novo emprego. Não tenho a pretensão de escrever uma série "trago seu emprego em 7 dias", porque não sou a cigana do trabalho mas, depois de 15 anos no mercado, de ter pedido muitos empregos, de ter sido aceita em alguns e recusada em outros, depois de ter entrevistado gente com e sem noção, e não ter mais tempo para chegar na página 2 de um curriculum que começa mal, acho que posso ser útil a você, que está no começo de carreira, animado com o Banco de Curriculuns que montamos e procura subir na carreira de promo planner sem ter um irmão dono de agência.

Pois bem: passo 1. Qual é o seu objetivo?
E, veja: não vale dizer que é sair do seu atual emprego.
Isso lá é objetivo? Isso é consequência, caso o que você quer pra sua carreira não seja o que tem atualmente.

Também não vale ter múltiplos objetivos. "Objetivo: Atendimento, Produção, Planejamento ou Criação". Eu não contrataria pra nenhum dos 4, essa pessoa não sabe o que quer. Você tem que saber onde quer chegar pra poder achar o caminho.

No que você quer trabalhar? Em que tipo de agência? Fazendo o quê? Qual é seu ponto forte? Com que tipo de chefe? E de estrutura? Aproveite que você não tem uma família de 6 pra sustentar e ouse, se for preciso. Eu já saí pra ganhar menos e considero que foi um investimento, porque fui para uma agência de maior projeção. Aprendi mais e não me arrependo.

Salário não pode ser critério único. Nem localização, for the love of God! O objetivo é ganhar mais? Por quê? Não vale dizer que é porque você quer casar, mudar ou comprar um carro. Tem que ser porque você anda exercendo um trabalho melhor do que o que vem sendo reconhecido. E antes de sair, vale pedir um aumento. O máximo que vai acontecer é não conseguir, concorda? Às vezes vale a pena. Mas tem que haver um motivo certo. E qual chefe dá aumento porque você quer comprar um carro?

Então, passo 0: torne-se indispensável. Onde você está ou pra onde vai. Só assim se tem liberdade de escolha. Não adianta só você achar que é bom.

Fique consciente de suas qualidades, pra vender melhor seu peixe nas entrevistas.
E como você pode ter total consciência, com o pé no chão, sem auto-imagem distorcida, da qualidade do seu trabalho?
Fazendo um portfólio.
Que serve para que as outras pessoas também tenham muito mais noção do nível de profissional que você é.

Passo 2, portanto: Fazer um bom portfólio.
10% das pessoas que enviaram seu CV pro Banco de Curriculuns têm portfólio montado. É muito pouco. E faz TODA a diferença na hora em que envio para as agências. Sim, promo planner tem portfólio! E um que funcione, nada de portfólio só pra inglês ver. Ué, Robi, mas não chama Banco de Curriculuns? Pois é. Eu, por exemplo, não tenho curriculum há anos. Tenho portfólio e, no meu, os dados de curriculum que achei importantes estão lá, logo de cara, mas fazendo só uma participação especial.

No próximo post do De Job em Job, eu conto como você pode fazer um portfólio bacana.
Vai pensando aí em como pode ser o seu. Fique ligado.

UPDATE: A [dea] lembrou bem aí nos comments, o blog do GP postou a parte 4 da série "Cartas de uma Jovem Planejadora" em que ela fala, justamente, que planner tem, sim, que ter portfólio.

sábado, 29 de março de 2008

Esse Blog É Uma Delícia!

O Promo Planners pré-aqueceu o forno em outubro, todo mundo colocando a mão na massa e testando receitas, continuou nos próximos meses tirando fornadas de posts antenados, polêmicos, engraçados, despretensiosos, interativos, com propósito, sem propósito, post pra todos os gostos.

No final de fevereiro nossa produção de posts sempre quentinhos bateu os 1.000 acessos por mês.

Cinco - apenas cinco - semanas depois, e hoje estamos com mais de 2.500 acessos/mês.

Parece que o pão tem saído crocante, o sonho, fresquinho e as baguetinhas de queijo estão famosas no bairro.

Então, continue vindo sempre, traga seus amigos, faça encomendas.
Aceitamos tíquete-refeição, não damos troco em balinhas e nosso suco de laranja é natural, mas sem bagaço.

Em nome de todos os promo planners, obrigada a você que vem aqui sempre e também a você que só dá umas passadinhas ;)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Não faça promoção para seu público fiel

Que ninguém se engane: toda promoção de vendas é um ato extremado. Por mais glamourizada, por melhor que seja a embalagem, a lógica franciscana do “é dando que se recebe” é o motor de toda ação que oferece recompensas extras com o objetivo de provocar um impulso irresistível de compra para uma determinada marca. Mesmo quando esse “algo extra” realiza, sublima ou complementa o conceito e/ou a promessa do produto.

Antes que paire qualquer dúvida, quero deixar claro que não há nada de errado nisso. Essa é uma ferramenta válida para os momentos cruciais de um produto em seu mercado, mas não como um componente estrutural de seu marketing, para o que o universo promocional conta com tantos outros recursos.

Como nenhuma promoção de vendas é capaz de provocar o crescimento de consumo de uma categoria, seu efeito será sempre o de um buscar no share da concorrência o crescimento que se deseja. Ou seja, sua estratégia está baseada em provocar a infidelidade do consumidor, em parte dos casos, ou de reconquistá-lo nas vezes em que seu concorrente é que é o provocador da infidelidade em seus domínios.

Outro fator a se considerar é a insustentabilidade dos resultados pós-promoção. Mesmo quando a queda é “para cima”, com as vendas caindo passada a campanha, mas parando num patamar superior ao que estava antes da ação, a promoção de vendas não pode ser utilizada como um dos pilares de sustentação de share de um produto em seu mercado.

Isso quer dizer que a promoção de vendas é uma ferramenta essencialmente tática? Não! Há clientes que têm pleno conhecimento disso e a usam estrategicamente em seu planejamento de marketing. Cito, por experiência própria, o caso de uma indústria com grandes marcas de produtos para cuidados e higiene pessoais que realizava semestralmente campanhas promocionais in store com o objetivo de comprar share (sic) em key accounts. Ou seja, ficava claro ser um investimento de curto prazo (15 dias em cada loja) para obter resultados no médio prazo. Essas ações tinham ainda a função de realizar volumes no sell in, sendo usadas também como instrumento de B2B.
Como a mecânica exigia a compra de produtos de diferentes categorias dentro do portfólio da empresa, as marcas premium ajudavam a carregar as de baixa penetração, sendo esse mais um dos benefícios paralelos da ação.
Numa rápida análise desse case, podemos ver que “promover as vendas” era, no fundo, um objetivo secundário, ou melhor, era o meio para chegar a outros fins.

Uma outra função para essa ferramenta é a de gerar experimentação do produto em ações nas quais não é possível ou viável o sampling tradicional. Criado um forte estímulo para a compra, a experimentação ocorrerá por decorrência.

Essas são algumas das muitas possibilidades não explícitas de uma ação na qual promover a venda é o recurso para atingir os mais variados objetivos. Júlio Ribeiro já observou que quando pega um planejamento cujo objetivo número um é “aumentar as vendas” ele descarta todo o documento.

Num livro sobre promoção de vendas de um autor americano (não lembro o título e ele não teve edição no Brasil), como é comum nos Estados Unidos, o autor estabelece o indefectível decálogo de quando se deve usar ou não esse recurso. O mandamento número um era justamente: não faça promoção de vendas para seu cliente fiel. Fidelidade não se compra, se retribui e aí entram o marketing de relacionamento, ações de branding e tantas outras que aproximam e mantêm a marca junto de seu consumidor mesmo e principalmente nos momentos em que ele não está comprando ou consumindo.
Em outras palavras: não promova vendas junto ao consumidor que já ia comprar seu produto, algo que todo shopping center faz nas datas comemorativas. Mas isso já é assunto para outro post...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Desafio Hipotético 10

Falei no post abaixo de storytelling, por isso, vamos a um desafio hipotético: em meio aos muitos jobs que estão no seu follow, pegue aquele mais tosco de todos. Tipo aquele em que o cliente precisa se livrar do estoque de tanques de lavar roupa e pede pra agência criar uma promoção comprou-ganhou no Dia das Mães. Comprou um tanque, ganhou 5 lindos pregadores.

Achou? O mais tosco de todos? Muito bem. Pois se esse seu cliente aí, ao invés de pedir isso que o Atendimento escreveu antes do "vamos conversar?", te desse carta branca, como você resolveria esse job? Como criaria engajamento? Que história você contaria para envolver o seu consumidor?

Palavras-Chave

No meu blog Céu, uma vez falei sobre minhas estranhas manias-com-um-pé-no-TOC, do tipo somar placas de carro e depois buscar equivalência no alfabeto. Hoje, um momento histórico: descobri mais uma! Uma mania-TOC de Planner: procurar a palavra-chave que define uma situação, década, job, e-mail, história, maluquice, chefe etc.

E o que você tem com isso? É que, amigo promo planner, em momento de piração, hoje, pensei o seguinte:

Quando eu estava na faculdade, tudo o que a agência de propaganda precisava fazer era uma campanha que chamasse a atenção do consumidor. As palavras-chave desta época eram “sacada criativa”.

10 anos depois, agências de propaganda e de promoção passaram a ter, como palavra-chave, um número: “360”. Era preciso garantir a exposição colocando uma mensagem única e relevante em todos os canais de comunicação.

E a palavra-chave hoje, qual é?

Bom... antes, quero dizer que vejo as agências BTL, atualmente, divididas em 2 grupos:

- O primeiro é o grupo dos jobs: aquelas agências que ainda se consideram “a agência de promoção” dos seus clientes. Ainda acham que ganham só por entregar os jobs de um dia pro outro e trabalham sob a seguinte lógica:

Cliente = professor, Agência = alunos, job = lição de casa.

Só que Resultado = baixo comprometimento, baixo rendimento e jobs, não contas.

- O segundo grupo é o grupo das contas: aquelas agências que substituíram o achômetro pelos dados, que estão antenadas em termos de canais e fornecedores - para não inviabilizar o possível e não criar o impossível - e conhecem profundamente os produtos, marcas e objetivos de cada um de seus clientes.

O papel do planner que trabalha nas agências de contas é o de construir a marca: pegar o briefing, definir onde quer chegar e contar uma história até ali.

Ao planner das agências de jobs resta juntar os parágrafos muitas vezes desconexos anotados pelo cliente aqui e ali para tentar montar uma história que faça nexo.

A palavra-chave de hoje é “storytelling”. Para construir marcas é preciso ser especialista em desenvolver formas de distribuir experiências ao consumidor. De conseguir engajamento. De criar uma história para fazer com que ele seja envolvido em cada um dos pontos de contato. E crie vínculos com a marca.

Aproveito para dizer: Esse é o seu trabalho.

E para perguntar: É isso o que você anda fazendo? Quem olha de fora acha que você confia na sua agência ou que sua agência confia em você?

Se sua resposta não for "os dois", mude. Não de emprego, de pensamento. Se uma coisa levar a outra, melhor. A palavra-chave do seu novo modo de pensar deve ser "realização". Que tal?

Ó o Cara!

Confesso que eu não conhecia o Rodrigo Leão até há poucos meses.

Como a SD, onde trabalho, é quem faz toda a mega-operação de distribuição do jornal Publimetro, é sair do elevador que damos de cara com uma pilha deles, logo ao chegar.

E nesse "pega um hoje, pega um amanhã", viciamos em ler o jornalzinho, que tem uma coluna semanal na penúltima página em que, às quintas, quem escreve é justamente o Rodrigo Leão.

Depois de muuuuuuuitas semanas, hoje eu só leio a coluna dele, nível "não perco". Ocasionalmente, leio a da Raq Afonso, nível "quando lembro". Na verdade, agora leio direto no blog dele, que tem os textos das colunas e mais pouca coisa, mas coisas boas.

Yada, yada, yada, virei fã do cara.

Ele é publicitário (Redator, hoje dono de agência e Diretor de Criação) e músico, e a mistura das duas coisas produz textos bárbaros, com perfil de "foi escrito por planner".

O de hoje fala sobre a influência de argumentos racionais e emocionais na hora da decisão de compra.

Show!

O que é melhor: ser a cabeça da lagartixa ou o rabo do Godzilla?

Anos atrás, um amigo meu lançou a seguinte teoria: todo mundo que tem um Mercedes Classe A é meio esquisito. “Pode olhar,” ele dizia. “Quando passar um Classe A, fica olhando e me diga se o motorista não é meio esquisitinho.”
A princípio eu achei que quem estava muito esquisitinho era o meu amigo, mas, você sabe como são essas coisas, logo comecei a reparar.
Note que “esquisitinho” não é uma definição firme e clara, como feio, burro, chato ou com cara de cocô mole. “Esquisitinho” é um adjetivo camaleônico, que permite a cada esquisitinho ser esquisitinho do seu próprio jeito. Não é bom nem ruim. É esquisitinho. Por isso ficava difícil dizer o que é que todas aquelas pessoas pilotando seus Mercedes Classe A tinham em comum. Comecei a achá-los meio esquisitinhos.
Até que um dia, a minha queridíssima e nada esquisitinha amiga Antoniela do Canto (a.k.a. Toty) apareceu com um Mercedes Classe A. Quando fui andar no carro dela, me senti num daqueles seriados em que a terra está sendo invadida por alienígenas que estão tomando os corpos de pessoas conhecidas mas que só você repara que eles são aliens. Estaria Toty se tornando esquisitinha sem que eu percebesse? Não, isso não era possível.
O fato é que não só a Toty não ficou nada esquisita como logo o Mercedes Classe A se juntou ao Apollo e ao Verona na “Terra do Pé Junto” automobilística e foi tirado de linha.
Eu adoro carros e posso garantir que não havia nada de errado com o Classe A fora a marca Mercedes-Benz no capô. Tanto que a categoria dos monovolumes criada por ele se tornou um tremendo sucesso. O Honda Fit, o Fiat Idea e o VW Fox entre outros aprenderam tudo o que sabem com o Classe A.
O problema do Classe A é que no fundo ele era a pior Mercedes do mundo. E todo mundo sabe disso. Como também sabe que ninguém quer ter o pior que uma marca de luxo tem pra oferecer nem o melhor que uma marca popular tem pra vender. As marcas, quando bem administradas, são como pessoas: há um limite para o que aceitamos que elas façam. Quando se passa do limite é preciso criar uma outra marca, como fazem as empresas de moda. Não aceitamos um carro popular da Mercedes-Benz como não aceitaríamos o Porshe Mille.
O Classe A, por ser um carro muito bom acabava vendendo, graças aos seus múltiplos atributos racionais (responsáveis por inventar uma nova categoria). Mas no fundo, as emoções é que mandam na hora das compras, e elas nos diziam: nós preferimos ser a cabeça da lagartixa do que ser o rabo do Godzilla. A gente estranha quem compra com o cérebro e não com o coração. O ideal, como sempre, é saber usar os dois. Se não, podem achar você meio esquisitinho.

terça-feira, 25 de março de 2008

Promo Pérola

Planner envia a mecânica da promoção para Atendimento.

Diz o e-mail: "a cada R$ 50 gastos no cartão, o cara ganha R$ X de crédito para gastar no site da mesma empresa, que é co-ligado ao Submarino".

Diz o e-mail de resposta: "Isso não dá na verba".

e-mail do Planner: "como não dá na verba se tá escrito que o cara ganha X?"

e-mail do Atendimento: "Então, mas não dá."

As Promo Pérolas são diálogos e acontecimentos flagrados nas agências, que fazem com que o dia valha a pena... e o salário, não.
Nomes e algumas referências serão alteradas para proteger os inocentes e os empregos.
Para colaborar, mande a sua promo pérola (mas tem que ser verdadeira, senão não tem graça).

De Job em Job

Com o Banco de Curriculuns, estou vendo que muita gente acaba perdendo pontos por besteirinhas, detalhes que parecem sem importância... então, ao invés de ficar mandando algumas dicas importantes para um ou para outro, segundo o que observo nos e-mails e curriculuns, vou inaugurar uma "coluna" aqui no PP falando só sobre isso, assim todo mundo que estiver interessado pode ler, comentar, me xingar etc.

Para inaugurar, veja essa ficha de emprego do Mc Donalds preenchida por um cara no Rio de Janeiro. É um exemplo de empresa que faz perguntas cretinas - ou que passam a ser cretinas porque estão em um contexto tosco.

Ah, é nada, não é exemplo nenhum, pus aqui porque é engraçado. E porque achei o máximo que o cara... conseguiu o emprego!

A empresa considerou o candidato honesto e engraçado. E o emprego não era de cover do Ronald (que, apesar de ser um palhaço, não é engraçado), era pra atender no balcão mesmo.

Ficha de Emprego
NOME: Júlio da Silva Moura
SEXO: Duas vezes por semana.
CARGO DESEJADO: Presidente ou vice-presidente da Companhia. Falando sério, qualquer um que esteja disponível. Se eu estivesse em posição de escolher, eu não estaria me inscrevendo aqui.
SALÁRIO DESEJADO: R$ 15.000,00 por mês e todos os privilégios existentes. Se não for possível, façam uma oferta e poderemos chegar a um acordo.
EDUCAÇÃO: Tenho.
ÚLTIMO CARGO OCUPADO: Alvo de hostilidade da gerência.
ÚLTIMO SALÁRIO: Menos do que mereço.
MAIS IMPORTANTE META ALCANÇADA NO ÚLTIMO EMPREGO: Amo Muito o Seu Dinheiro!Uma incrível coleção de canetas roubadas e de mensagens por e-mail.
RAZÃO DA SAÍDA DO ÚLTIMO EMPREGO: Era um lixo.
HORÁRIO DISPONÍVEL PARA O TRABALHO: Qualquer um.
HORÁRIO PREFERIDO: Das 13:30h às 15:30h, segundas, terças e quintas.
VC TEM ALGUMA QUALIDADE ESPECIAL? Sim, mas é melhor se ela for colocada em prática em ambientes mais íntimos.
PODEMOS ENTRAR EM CONTATO COM SEU ATUAL EMPREGADOR? Se eu tivesse algum, eu estaria aqui ?
VOCÊ TEM ALGUMA CONDIÇÃO FÍSICA QUE O PROÍBA DE LEVANTAR PESOS DE ATÉ 25kg? 25 kg de quê?
VC POSSUI CARRO? Eu acho que a pergunta mais apropriada seria: Você tem um carro que funciona?
VC JÁ RECEBEU ALGUM PRÊMIO OU MEDALHA DE RECONHECIMENTO? Talvez. Eu já fui um ganhador da Porta da Esperança.
VC FUMA? No trabalho não, nos intervalos sim.
O QUE VC GOSTARIA DE ESTAR FAZENDO EM CINCO ANOS? Vivendo nas Bahamas, com uma super modelo loura, incrivelmente rica, burra, sexy e que pensa que eu sou a melhor coisa que surgiu desde a invenção do pão de forma. Na verdade, eu gostaria de estar fazendo isso agora.

Vi aqui.

b\ferraz contrata

Para quem notou (ou seja, ninguém) faz algum tempo que não escrevo nada aqui no blog. Mas pelo menos volto à ativa tentando agradar nosso público, que de acordo com as estatísticas cresce a cada dia.

Ou você vai dizer que não gosta de uma boa oportunidade de emprego?

A b\ferraz está avaliando currículos de planejadores sênior, pleno, júnior e assistentes, com experiência em BTL.
Também procura:

- Assistentes de arte com domínio das plataformas Mac/PC e dos programas PowerPoint, Photoshop, Keynote (para desenvolvimento artístico das apresentações dos planners).
- Estudantes, cursando no mínimo o quinto semestre nas áreas de marketing e propaganda, para candidatar-se às vagas de estágio no departamento de planejamento.

Interessados deverão enviar CV com indicação do cargo pretendido no título do e-mail para alex.vendrametto@bferraz.com.br

Se você acha que alguma dessas vagas é a sua cara, aproveite a oportunidade. Quem sabe você não vira meu coleguinha de trabalho?

segunda-feira, 24 de março de 2008

III Almanaque de Criação

Entre os dias 08 e 11 de abril, Brasília vai virar também a Capital da Comunicação Integrada.

É que, nesses 4 dias, vai acontecer a terceira edição do Almanaque de Criação, que leva profissionais de destaque para mandar ver nas palestras, roda de debates, concurso de criação, leitura de portfólios e mostrando cases de grande relevância para os promo planners.

Comunicação Integrada é o tema desse ano e os cases apresentados serão: iPod no Palito, da Bullet, agência de nosso promo planner Panhoca, e Funktube, da Santa Clara.

Veja os palestrantes:
08/04 - Átila Francucci (Sócio e Diretor de Criação da Famiglia) e Adriano Cerullo (Diretor de Criação da Bullet - Case iPod no Palito)
09/04 - Aaron Sutton (Diretor de Criação da MPM) e Mateus Braga (Diretor de Criação da AgênciaClick Brasília)
10/04 - Wagner Martins (Espalhe/Cocadaboa.com) e Ulisses Zamboni (Sócio e Diretor de Planejamento da Santa Clara - Case Funktube)
11/04 - Roda de debates com publicitários do mercado de Brasília, Leitura de Portfólio e Premiação do Concurso de Criação

Para os promo planners, destaque para a palestra do Wagner, da Espalhe e do Ulisses Zamboni, da Santa Clara.

Dê uma passada no site deles para se informar melhor - prêmio do Concurso de Criação é de R$ 3.000,00. Promo Planners que também são redatores podem entrar nessa!

E para ajudar a argumentar com seu chefe, pra ele liberar a grana-investimento, diga que:
- em uma pesquisa feita no final do evento de 2007, mais de 97% das pessoas que estiveram por lá disseram que voltariam esse ano.
- o precinho é camarada - R$ 75,00 para quem se inscrever até dia 26 e R$ 90,00 para quem se inscrever depois (mais a viagem, né?).

Portanto, se você tiver chance... Bora pra Brasília.

domingo, 23 de março de 2008

Valendoooooooooooooo

O pessoal que tem mandado e-mails já estava sabendo que o Banco de Curriculuns vinha aí.

Pois veio. Um, dois e já: valendo!

O Promo Planners enviou um e-mail para váaaarias pessoas de váaaarias agências, disponibilizando nosso Banco de CVs.

Ou seja, quando surgir uma vaga de promo planner, é só dar um toque pra nós que os CVs que correspondem ao perfil vão voando pra lá.

Quer ser indicado pra tudo quanto é vaga de promo planners que aparecer por aí?

Então mande o seu CV e/ou portfólio pra gente.

Com um "send" só você acaba abrindo várias portas, aproveite ;)

sábado, 22 de março de 2008

a comunicação fora de são paulo

Essa foto foi enviada por uma amiga de Franca, cidade do interior de São Paulo com pouco mais de 300 mil habitantes, conhecida principalmente pela indústria de sapatos, time de basquete e faculdades.

Estive lá há alguns anos por motivos de trabalho e posso atestar para vocês que não é nenhuma metrópole cosmopolita. É a típica cidade interiorana de porte médio, onde coexistem algum grau de modernidade trazido por um cluster super desenvolvido (no caso, o dos sapatos) e pessoas sentadas no banco da praça contemplando o a passagem do tempo.

A idéia do Diário da Franca não é exatamente a mais original, mas não é legal ver que parte do trabalho que fazemos no campo da comunicação reverbera país afora?

Simples e eficiente. O jornal, ao mesmo tempo, se apropriou de um dos símbolos da cidade (o basquete) e ainda está cuidando da praça. Pode até ser parecido com alguma coisa que vimos por aí, em São Paulo ou em um blog de tendências, mas e daí? O contexto é outro e, além do mais, nada se cria, tudo se transforma.

Estou muito curioso para saber o que está rolando fora dos grandes centros brasileiros e não chega à blogosfera. Mesmo que não seja uma idéia completamente nova, você aí, leitor que mora em qualquer cidade com menos de 1 milhão de habitantes, envie-nos fotos e relatos de ações bacanas como essa! O e-mail é esse.

sexta-feira, 21 de março de 2008

páscoa e consumo

Na sua família a troca de ovos de chocolate já perdeu todo aquele significado que tinha há alguns anos? Você acha que a data virou meramente comercial, sendo que os componentes religiosos, espirituais ou simplesmente de união familiar foram pro brejo? Com a onda de alimentação saudável você pensa que as pessoas estão pedindo para ganhar menos ovos?

Talvez isso esteja acontecendo com você ou com pessoas ao seu redor, mas cuidado! Como planejadores não podemos assumir que a realidade do mundo é mais ou menos parecida com a realidade que está em nossos círculos de relacionamento mais próximos.

Realmente pode ser que a Páscoa esteja perdendo o significado, mas, paradoxalmente (ou não), me parece que o ovo de chocolate é uma coisa cada vez mais aspiracional para a média da população. Não só porque está mais caro a cada ano que passa, e isso certamente aumenta o fator aspiracionalidade do ovo, mas também por causa de um estranho fenômeno que venho reparando nas últimas semanas.

Você entra em um supermercado ou coisa parecida, enfim, em qualquer estabelecimento que esteja abarrotado de ovos, e de repente chega uma criança relativamente bem vestida. Certamente não é uma criança de rua, provavelmente também não mora em um barraco de favela. Acho que está mais para alguém de classe C, talvez C- beirando à D, que mora em uma casa bem simples, ainda não acabada, mas não um barraco. Não sei se ela chegou até o supermercado sozinha ou acompanhada de um dos pais, mas ela está lá com uma missão muito clara: conseguir um ovo de páscoa!

Então a criança te aborda e pede para você comprar um. Não o mais barato, nem o menor. O ovo que ela escolhe custa uns R$25,00 e ainda é tematizado com algum personagem infantil, como as Meninas Super Poderosas ou o Ben 10. Primeiro você pensa que a criança está pedindo para você tirar o ovo da arara porque não dá para ela alcançar, mas depois ela insiste para você pague. Você olha para o ovo e pensa "não pagaria R$25,00 para presentear uma criança, por mais pobre que fosse". Depois você olha para a criança e constata "não dá para considerá-la pobre a ponto de mendiga um ovo de páscoa". No fim, dá uma desculpa qualquer, fica com o coração partido, e vai embora.

Coisas parecidas com esse episódio hipotético aconteceram umas três vezes comigo só esse ano, e olha que somando eu não fiquei nem 5 minutos perto dos ovos, até porque todas aquelas perguntas do começo do post refletem o que eu penso da Páscoa. Some a isso o boom do comércio popular, resultado do poder aquisitivo do povo consideravelmente maior. O ponto é: a equação não fecha!

Decorrente de tudo isso meu diagnóstico meramente opinativo é que as classes populares estão com uma fome de leão de ovos de páscoa, mas não de qualquer ovo, não daqueles que são vendidos nas vendinhas da periferia ou nas lojas de "a partir de 1,99". Eles querem os ovos dos granfinos. O ovo Sonho de Valsa, o ovo do Ben 10, enfim, os ovos que nós consumimos.

Outro dia, conversando com um americano que esteve na China há pouco tempo, parece que lá esses loucos por marcas, e a explicação disso é que até 10, 15 anos atrás viviam em um mundo completamente cinza. As marcas trouxeram as cores. Acho que coisa parecida está acontecendo com as classes C, D e E no Brasil, e essa febre por ovos de páscoa pode ser um termômetro disso.

Se você fosse a Nestlé, a Lacta ou qualquer uma dessas, o que faria a respeito? Colocaria ovos mais baratos, mas "de marca" no mercado? Faria como os grandes laboratórios farmacêuticos que criaram os "genéricos de marca" no Brasil? Criaria marcas secundárias para esse público emergente? Fica aí o desafio...

Promo Pérolas

Planner envia e-mail para Atendimento, com a solução para o job de uma grande fabricante de celulares. A participação seria via SMS.

Resposta do Atendimento: "SMS é muito complicado".



A partir de hoje, teremos essa "coluna fixa" no Promo Planners: as Promo Pérolas - diálogos e acontecimentos que fazem com que o dia valha a pena... e o salário, não.

Nomes e algumas referências serão alteradas para proteger os inocentes e os empregos.

Para colaborar, mande a sua promo pérola.
Mas só valem as reais. Sério, só valem as que realmente aconteceram e exatamente como aconteceram.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Ideas Worth Spreading

Você conhece o TED? TED significa Tecnologia, Entretenimento e Design... but who cares what the hell it means? O TED é uma conferência anual que acontece na Califórnia, com o objetivo de disseminar as idéias dos maiores pensadores da atualidade. De Bono a Jaime Lerner. De Chris Anderson a Philippe Starck. Ponto. Precisa mais? Custa uma bala mas, oh yeah, viva a internet, as palestras estão disponíveis no site (em inglês, sem legendas).

Acabei de assistir a uma que me lembrou a importância de nós, planners e redatores, enxergarmos o mundo com outros olhos. Não de vez em quando. Mas em paralelo:

Stefan Sagmeister - Yes, design can make you happy:
(se não conseguir assistir o vídeo clicando abaixo, veja por aqui)



E já que estamos falando em TED, aqui está um planner de primeira: J.J. Abrams. Essa já saiu em vários blogs, mas... é absolutamente imperdível. E olha que eu não assisto Lost:
(se não conseguir assistir o vídeo clicando abaixo, veja por aqui)