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terça-feira, 7 de junho de 2011

O mercado precisa formar o mercado


Vocês tem visto aqui no blog a quantidade de vagas que estão pipocando em nosso mercado.

Somos um departamente relativamente novo, mas em um crescimento absurdo em todas as agências de BTL.

Nossa primeira geração de promo planners (todos que trabalham em planejamento em BTL) vieram das mais diversas áreas. São ex-redatores, ex-diretores de arte, ex-produtores ou ex-atendimentos que por terem uma habilidade (ou necessidade) de explicar uma ação mais detalhada, criar uma organização mínima em um plano de ativação, começaram a disciplina.

De lá pra cá muita coisa mudou. Hoje já temos até gerações que fizeram toda a sua carreira dentro do planejamento. Nossa atividade virou moda (vide a conferência do GP com cada vez mais participantes). Graças ao Grupo de Planejamento nos mostramos unidos e com vontade de discutir os rumos dessa nova atividade em todas as ferramentas de comunicação.

Mas e no BTL? O que temos feito para desenvolver a nossa disciplina? Venho conversando com alguns colegas em diversas agências e todos precisam de profissionais experientes para ajudarem no desenvolvimento dos projetos que não param de chegar e das demandas que surgem programadas ou não. As vagas estão abertas e não são preenchidas porque não existem profissionais suficientes no mercado. E em uma política de boa vizinhança não "roubamos" planners dos outros para não prejudicar nossos colegas.

Fato é que daqui até 2016 nossas demandas só vão crescer graças aos milhares de reais em investimentos vindos dos eventos esportivos e da economia aquecida. O que você tem feito para preparar a sua agência?

Nosso mercado sofre gravemente de pessoas capacitadas para já terem responsabilidades e começarem a trabalhar com grandes clientes. A cada dia que passa essas pessoas ficam cada vez mais caras e mais raras.

Esse post é para fazer uma proposta a você diretor de planejamento ou dono de agência. Ajude a formar o mercado. Tem um monte de gente louca para entrar no planejamento, afim de realizar e concretizar grandes projetos. As faculdades não vão atender às nossas peculiaridades e as informações básicas que precisamos ao entrar no planejamento BTL.

Por isso, permita que essas pessoas se formem em sua agência. Crie bons profissionais para esse mercado que tanto cresce e saiba reconhecê-los para que continuem trabalhando para seus clientes. Os remunere direito, crie um plano de carreira, verticalize sua estrutura para que haja menos espaço entre um cargo e o outro. Crie métodos e avaliações para a promoção de profissionais e esclareça os passos que ele deve percorrer para assumir mais responsabilidade e mais grana também.

Pegue aquela sua vaga de planner senior e transforme em 3 vagas de planner junior. Sua vaga de planner junior em 3 vagas de estagiário. O trabalho do planner de BTL não é só pensar. Tem muito operacional que está preso em profissionais que são caros para esses processos e gente querendo aprender e precisam dessa vivência para entrarem no mercado.

Faça isso daí que eu também estou fazendo daqui. Para que em um ano ou dois, não tenhamos mais jobs do que profissionais capazes de atendê-los, para que sua agência possa crescer de forma estruturada. Para que possamos ter vagas adequadas para a quantidade de profissionais suficientemente capacitados para atender ao job description. Para que haja menos remendo em estruturas e mais estruturas sólidas. Para que possamos continuar crescendo unidos. Para que possamos amadurecer como departamento e como disciplina. Mas acima de tudo: para que não sejamos um departamento da modinha e de fato revolucionemos a comunicação.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nosso Mundinho

Engraçado como algumas coisas do nosso mercado são surreais e mesmo assim aceitamos, mas quando colocadas em um contexto do cotidiano elas parecem ainda mais absurdas. Vejam com seus próprios olhos no vídeo abaixo.



Bonus:
Abaixo outro vídeo que retrata bem nosso dia a dia.


Ainda bem que isso não acontece só aqui em terras brasileiras.

Dica da @Lilica
Video do excelente blog Piores Briefings do Mundo

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Faz escuro mas eu canto




Uma onda de crise financeira, ameaçando transformar-se em tsunami, varre os Estados Unidos, inunda a Europa e a Ásia, mas, estranhamente, não respinga sobre nós.

Estaremos no cume da montanha ou abaixo da linha d’água?

O governo nos acalma (é seu papel) e diz que quem pariu Matheus que o embale, o que seria justo se fosse outro o mundo.

Os economistas, bem os economistas...

Difícil distinguir realidade de catastrofismo. Difícil saber onde termina o otimismo e começa o devaneio.

Aguardemos.

Os cataclismos costumam ser precedidos de silêncio e de imobilismo.

Também não vejo movimento em nosso meio. O assunto está confinado aos cadernos de economia e finanças. É como se nossas atividades se dessem no interior de uma arca de Noé, à prova de dilúvios.

Um colega recém-chegado ao nosso mercado perguntou-me como o setor age em tempos de crise. Passei por várias, desde os planos econômicos até a implantação do real em 1994 e o fim do dólar subsidiado em 1999. Em todas, não deu para seguir a lição de Paulinho da Viola e fazer como o “velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar”. Tivemos que remar muito e forte, deixando de lado as propostas estratégicas e partindo para as táticas. Não é o ideal, mas, nessa hora, o que os clientes precisam é de um escaler e não de um navio de longo curso.

Espero que a tempestade que se abate acima do Equador sejam mesmo só nuvens carregadas para nós. Caso contrário, aconselho aplicarmos a lição de Thiago de Mello: “Faz escuro mas eu canto”.