Mostrando postagens com marcador gorila. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gorila. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A gênese do gorila


Quando a vida estava em formação na Terra, muitas das possibilidades surgidas feneceram nos mais diversos estágios de desenvolvimento. Mesmo depois de zilhões de anos pós big-bang, a vida continua sendo de uma fragilidade tal que me pergunto como ainda permanece ocorrendo.

A questão vem a propósito do filme do gorila da Cadbury’s (prometo que é a última vez que toco nesse assunto) e da promoção “iPod no Palito”, da Bullet. Explicando: ambas as campanhas têm um componente non sense que fica óbvio só depois de produzido. Como para chegar à produção temos que passar pelos 12 hercúleos trabalhos da aprovação, com o trabalho ainda em estágio de conceito, fica a pergunta, como é que eles conseguiram?

O comercial do gorila é simplesmente impossível de ser explicado numa sinopse e mesmo com o recurso de um storyboard. Ou seja, haja imaginação para visualizar o filme com todo o seu potencial de encantamento, surpresa, envolvimento e até humor. A única forma de contornar esses problemas seria produzindo o comercial “no risco”, coisas que seriam impensáveis em nosso meio.

A promoção “iPod no Palito”, por sua vez, como já disse em outro post, é o tipo de idéia boa para se matar num brainstorming. Como idéia, não resiste a meio argumento contra. Com os prazos que nós temos para apresentar um projeto, dificilmente é possível desenvolver um estudo de viabilidade, ainda mais quando essa viabilidade diz respeito a colocar um iPod dentro de um picolé. Mas o Neto e seus blue caps conseguiram. Ficou faltando só o pessoal da Bullet mostrar o caminho das pedras.

Pelas leis darwinianas, somente os mais fortes e melhor adaptados sobrevivem. Não acredito que isso se aplique cem por cento ao nosso meio, onde já vi muitas boas idéias terem sua evolução interrompida somente por não termos sabido tratá-la tanto em sua concepção, na agência, como em sua gestação no cliente.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Gorila vs Orangotango

Eu escrevi aqui sobre um novo viral da Levi's, afirmando que ele bebeu da mesma fonte de um conhecido viral da Ray-Ban.

Pois bem. Há alguns dias atrás eu tive contato com mais dois vídeos da marca, que dessa vez parecem ser um pouco mais originais. E de acordo com o que li aqui, os 3 compõem uma série de virais da Levi's lançada recentemente na internet. Vejam os dois últimos vídeos na sequência :





Uma coisa é certa: muitas marcas ainda acreditam na velha fórmula "habilidades mirabolantes supostamente criadas por consumidores". Excluindo o vídeo do orangotango - por razões óbvias - é notório o esforço para fazê-los parecer real. Mas será que isso cola com os consumidores, cada vez mais "vacinados" contra esse tipo de ação? A resposta está nos comments nas páginas dos vídeos no YouTube, onde "fake" é a palavra mais comum.

Acho que estamos em um momento onde não é mais válido tentar fazer comunicação criada por marcas se passar por vídeos criados por pessoas reais. Isso funcionava no início. Hoje em dia pouco importa de onde veio, desde que o conteúdo seja relevante. Sejamos legítimos, sinceros e, acima de tudo, transparentes.

O aclamado filme do gorila, criado pela Cadbury e vencedor do Grand Prix de Film em Cannes, confirma essa idéia. Seu único objetivo era proporcionar 30 segundos de diversão para as pessoas, e talvez por isso tenha sido um dos vídeos mais viralizados e comentados da história da internet, mesmo com a logomarca do produto no final.

Entenderam agora o título do post? E aí, quem ganha a batalha?