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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Arte na geladeira






Eu já disse aqui o quanto eu gosto de arte e publicidade e como adoro quando elas se misturam.
ComEd é uma empresa americana de eletrodomésticos. Como outras empresas no mundo todo, a ComEd está preocupada na defesa do meio ambiente, em economizar energia, em termos um lugar para nossos netos viverem tranquilos e, claro, diminuir a culpa. Para afirmar o compromisso verde, eles chamaram nove artistas para um projeto que une reciclagem de geladeiras com artes plásticas.
As obras estão expostas como verdadeiras obras de museu nas ruas de Chicago até o dia 15 de setembro e você pode saber mais, ver mais fotos do projeto intitulado Fine Art Fridges no facebook . Pode também baixar o podcast da exposição no site com os artistas falando sobre o que os inspiraram e a localização exata de cada uma das obras.
ok! Lembra a cow parade que a gente está cansado de ver, mas eles usaram o próprio produto como objeto para transmitir a mensagem difícil e encontraram uma forma de entretenimento para isso.
A última versão da cow parade me pareceu publicitária demais, perdendo a qualidade das obras. O que vocês acharam?

Via paper-plane.
Abs,
Filipe

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Arte patrocinada

Eu já falei sobre meu interesse em arte por aqui e como gosto quando a arte se envolve um pouco com a publicidade e as duas coisas ficam mescladas e indivisíveis. Esse boneco das fotos abaixo tem um nome, é Cratefan.Para ele ser criado foram utilizadas 2.500 caixas de garrafas de 1,25 litro, dispostas em torno de um esqueleto feito com andaimes. O boneco ficou com 16,5 metros de altura e cerca de 25 toneladas de peso.
Só que não foram caixas comuns. São caixas de Coca- cola.
O
Cratefan é uma iniciativa de reciclagem, e todo o material será reutilizado quando ele for desmontado. Os artistas Lesley Perkes e Mark Sinoff do estúdio Art At Work colaboraram com o projeto.
A iniciativa
foi criada pela empresa Animal Farm para a Coca-Cola. O designer Porky Hefer da Animal Farm elaborou o boneco gigante construído com caixas do refrigerante, montado em Johanesburgo, na África do Sul.
Interessante também é que a Animal Farm não é uma agência. Eles deixam claro isso em seu site. É uma espécie de consultoria criativa.
A empresa tem sede na Cidade do Cabo, na África do Sul, e elabora projetos de comunicação para propaganda e até mesmo contabilidade. Para isso, trabalha com colaboradores como designers, economistas, publicitários, arquitetos e artistas.
abs, fil
Via Pequenas empresas, Grandes Negócios
dica da @mapagano

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Love Letter




Eu gosto de arte e de publicidade. Nos raros momentos em que as duas coisas se encontram eu gosto muito.
O projeto Love Letter do artista Stephen Powers mostra uma série de murais, outdoors, empenas (ainda usa se esses termos?) com mensagens de amor grafitadas. Nos lugares onde você está acostumado a ver uma propaganda, lê as mensagens do artista e muitas se assemelham a propagandas antigas.
Não é o caso, mas em terras de cidade limpa, consumidor entediado com formatos padrões, você consegue perceber o potencial de uma marca se associar a um artista?

Abs, Filipe

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Um desafio de Paul Arden.2 – A resposta


No post Um desafio de Paul Arden, reproduzi um pequeno trecho de seu livro “Tudo o que você pensa pense ao contrário”, no qual era proposta a escolha ou criação de um slogan para o Victoria & Albert Museum.

A opção escolhida por Elizabeth Esteve-Coll, diretora do V&A foi:


Victoria & Albert Museum
Um café de primeira com um simpático museu anexo

Sei que é polêmico, ainda mais em se tratando de uma instituição (museu) vista como um templo da cultura e que o conceito “arte”, por si só, já remete a uma certa sacralidade. Sei também que houve um Duchamps dessacralizando tudo isso, mas cuja rebeldia denunciativa, como querem alguns, ou meramente oportunista, como afirmam outros, já foi devidamente enquadrada e comportadamente contida em museus.

Fico imaginando o escândalo em apresentar algo no gênero para os nossos museus. Esse slogan assume que ir a um museu é, antes de qualquer coisa, um programa de entretenimento (Um café de primeira) e, em segundo lugar (com um simpático museu anexo), um programa cultural, educativo. O que não deixa de ser um sacrilégio diante da forma como as associações dos amigos da arte vêem os museus que administram.

É polêmico, repito, mas também provocativo, e isso nos obriga a pensar ou repensar valores e conceitos. É bom registrar que Paul Arden foi diretor-executivo de criação da Saatchi & Saatchi e depois chutou o pau da barraca para ser um duchampiano diretor de comerciais e proprietário de uma galeria de fotos. Arrisco dizer que Arden encontrou no marketing uma forma de iconoclastia pela mercantilização. Daí, talvez, a irreverência.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Mais Referências



Tem job que dá vontade de sair quebrando as coisas.
Para essa hora, existe a Anger Release Machine, obra de arte interativa a dupla Katja Kublitz e Roni Yarissal.



Deposite uma moeda, escolha o objeto a ser destruído e aperte o botão. Lentamente você vê o objeto de porcelana sendo levado ao abismo e se espatifando no fundo da máquina.
O que isso tem a ver com promoção?
Poderia ser uma ação de calmante, de resort, de agência de viagens, etc.