Em homenagem ao novo layout do blog, um post fashion.Vamos falar de uniforme, este item que em muitos trabalhos gera uma tremenda discussão até virar uma calça bailarina com camiseta e keds.
Ontem, em um semáforo da cidade, recebi o panfleto de um empreendimento chamado Manhattan “alguma coisa”. Um panfleto comum, como a maioria das peças imobiliárias.
O que chamou a atenção foi o uniforme da coitada que entregava o panfleto. Ela estava vestida de estátua da liberdade. Completa. Com coroa, túnica e uma tosca tocha de isopor. Ela estava visivelmente encabulada e constrangida com aquela fantasia. Não tinha coragem de olhar nos olhos de que estava nos carros e era motivo de chacota por partes das outras meninas que entregavam folhetos no mesmo semáforo.
Só por que o empreendimento se chama Manhattan “alguma coisa” a promotora precisa pagar esse mico?
Quando a Tam lançou a campanha “Você nasceu para voar” em 2005, nos anúncios os modelos usavam capas vermelhas. Até que alguém teve a infeliz idéia de materializar o conceito, colocando capinhas em todos os funcionários, incluindo aeromoças, e pilotos. Também era visível o desconforto de todos com aquele acessório de fantasia de criança. Durante alguns dias, foi o assunto mais comentado e ridicularizado dos aeroportos. Vampirinhos era o apelido mais leve. Imagine o piloto, com 20.000 horas de vôo, capaz de levantar e pousar um avião daquele tamanho, te recebendo na porta do avião com a capinha do Super-Homem que seu filho de 3 anos usa para brincar.
Antes de criar ou propor um uniforme super hiper diferenciado, devemos lembrar que dentro dele existe um ser humano, um profissional que de alguma forma deve estar confortável para divulgar sua promoção ou a marca do seu cliente.