"Logo após a segunda guerra, políticos e empresários estavam tentando encontrar maneiras de fortalecer a economia. Foi então que Victor Lebow, um analista do varejo, articulou a solução que se tornaria a norma para todo o sistema capitalista:
Nossa economia altamente produtiva exige que façamos do consumo nosso meio de vida, que convertamos a compra e o uso desse produtos em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual - a satisfação de nosso ego - no consumo... Precisamos ter coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez mais acelerado."
Essa é a essência de nossa profissão. Garantir a manutenção dessa lógica de consumo. Por isso, é muito importante que assistam ao vídeo de onde retirei o texto acima (talvez alguns já tenham assistido). Não precisamos nos revoltar ou liderar motins em nossas agências, mas sabendo da posição que ocupamos, seria no mínimo irresponsabilidade fechar os olhos para a questão.
"The Story of Stuff", com Annie Leonard (e legendas em português):
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
A história das coisas: a triste faceta de nossa profissão.
por
Gustavo Gontijo
às
18:15
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
La vie en vert

Para saber se uma madeireira tem futuro, veja que floresta fica perto dela. A nossa é a Amazônia. Dizia esse anúncio para captação de incentivos fiscais publicado em 1972 que prosseguia com a seguinte argumentação:
“A Cia. Madeireira São Miguel não tem motivo para se queixar da vida. A maior reserva florestal do mundo fica ali, no fundo do quintal. A fábrica está perfeitamente aparelhada. As máquinas funcionam 16 horas por dia. E o próximo cargueiro, com carga total de serrados de madeira, está para sair do nosso próprio porto”.
Antes do caro leitor ficar chocado ou julgar esse anúncio o cúmulo do cinismo, é bom entender que o tempo, assim como as consciências, era outro. Trinta e sete anos separam essa peça publicitária dos dias de hoje: um longo tempo para uma existência, um segundo para a História.
Tudo, tratando-se de sustentabilidade e fundamentação ecológica, ainda é muito recente. Temos milhares de anos de civilizações que, como essa Cia. São Miguel, julgavam a natureza seu fundo de quintal. Há conceitos, valores e “verdades” que estão profundamente arraigados em nós. Mudá-los implica transformar o próprio homem.
Será essa a transformação aquariana pregada pela turma do Flower-Power?
Quem viver verá.
por
Marinho
às
19:04
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