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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A arte de se apropriar

Retorno após longa data.
E para compartilhar uma idéia muito legal que acabo de ver.
A semente de energia.
Um vaso para depósito de pilhas velhas, que acabam gerando energia para acender uma flor luminosa.








Lembrei-me do Banco Real, que colocou um depósito de pilhas em algumas de suas agências, iniciativa alinhada ao conceito de sustentabilidade da marca. Porém nada mais é do que um grande backdrop de papelão com reservatório para as pilhas.

Imaginem se os depósitos fossem como os da imagem acima.
Poderia ser desenvolvido por uma marca de pilhas, como a Energizer.
Em uma parceria com o Banco Real, deixaria nas agências com os logos das duas marcas sob os dizeres:
"Não deixe a energia do planeta acabar. Deposite aqui suas pilhas usadase e ajude a proteger o meio-ambiente".
...

Vocês já perceberam como os publicitários têm mania de se apropriar de tudo?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A pilha inteira foi usada na criação dos anúncios?

Acredito que todo mundo tenha visto o GP de Press em Cannes deste ano, cuja autoria é da DDB South Africa. As peças são fruto de uma idéia simples e poderosa: crianças sem brinquedos ficam entediadas. E crianças entediadas se tornam um perigo iminente. Então a solução é não deixar os brinquedos "morrerem", e para isso você tem Energizer.

Eu gostei bastante dos anúncios, mas só coloquei eles aqui porque hoje eu vi na internet duas ações de ativação da campanha. Porém confesso que delas eu não gostei tanto assim.

A primeira ação aconteceu em consultórios de pediatria, com a fixação de adesivos nas paredes da sala de espera que reproduziam a assinatura dos anúncios: "Never let their toys die". Eu não sei se entendi direito, mas acho que a idéia é essa mesmo. E não faz sentido. Essas fotos mostram uma menina com o pé enfiado em um cone, outra com a mão enfiada em uma caixa de correio e por último um menino com uma cenoura no nariz. Ou eles deram muita sorte ou esses acidentes não são reais. Analisando bem, parece-me uma versão btl forçada dos anúncios. Afinal, quem levaria o filho com uma cenoura no nariz para o pediatra? Não seria mais fácil tirar por conta própria ou levar num pronto-socorro? E como essa "menina-pirata" chegou até aí? Sua mãe "forçuda" (reparem nos óculos e na leitura serena do livro) a carregou nos braços ou ela foi se arrastando em sua "perna de pau"?

Vejam abaixo a prancha da ação e se alguém enxergar algo que eu não enxerguei, por favor avise nos comments. Clique na imagem para ampliar.



A segunda ação parece fazer um pouco mais de sentido, apesar de não ter a mesma força dos anúncios. A idéia é a mesma. As travessuras de uma criança entediada. Dessa vez, uma menina resolve brincar com a câmera digital dos pais, tirando diversas fotos sem foco e nem enquadramento. Esse foi o pretexto criado para abordarem os pais em laboratórios fotográficos. Imagine que você vá retirar suas fotos das últimas férias e encontre as fotos da menina no meio das suas. Ao olhar o verso das fotos, um adesivo com a assinatura: "Never let their toys die". É até bacaninha, mas duvido que não tenhamos casos de pessoas que olharam as fotos e interrogaram: "Hã?". Para nós, que já estamos habituados com o conceito, parece óbvio. Mas será que nenhuma mãe voltou ao laboratório acreditando se tratar de alguma confusão? Vai saber...

Veja abaixo a prancha da ação e tire suas próprias conclusões. Se quiser, compartilhe-as conosco nos comments. Clique na imagem para ampliar.



Acho que esse é um exemplo legal de diferentes desdobramentos de um conceito vencedor. Mas, acima de tudo, é um exemplo de que um conceito vencedor pode ter execuções nem tão vencedoras assim.