quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quanto vale o Show?



O
mercado publicitário parece um jogo de sinuca, estamos sempre correndo atrás da bola da vez. Realidade aumentada, navegação por webcam, jogos online. É tudo muito legal, mas até onde o resultado fica só no "Vc viu aquilo que foda?".

Acho importante esse "breakthroughs" interativos e criativos, mas acho mais importante saber onde eles levam o consumidor. Os 15 kbs de fama das campanhas online são interessantes, geram buzz, colocam a marca naquele cantinho do cérebro do consumidor chamado "COOL", mas pecam pela vaidade. Vaidade de achar que só porque a interação foi bacana, o cara já comprou a marca. O "pulo do gato" aí é utilizar essas ferramentas como realmente ferramentas. Um meio para um fim e não somente um fim. Fazer com que elas sejam legais sim, mas com um objetivo claro e definido, sabendo mensurar o que vem depois do "UAU", sabendo entender o caminho que o consumidor faz depois que aquilo perdeu a graça e entrou p/ a lista do "nossa aquilo era bem legal mesmo, ñ era? Mas.... que produto era aquele mesmo?".

Acredito que o que falta nessas campanhas é o que sobra nos filmes da Pixar: emoção. Não estou comparando um flash com o trabalho espetacular dos caras, isso seria praticamente uma heresia, estou falando que existe espaço para imprimir a marca no subconsciente do bicho sentado a frente da tela, com a tinta da emoção. Experiência e recompensa (Pavlov já sacou isso no início do século XX). O negócio é dar emoção para o cara, envolvê-lo de forma a experimentar o produto que sempre tem uma lâmina de plástico entre ele e o alvo, experimentar o sensorial humano, trabalhar com sabores, cheiros, além dos sentidos já naturalmente abordados. Estamos tão viciados em procurar a "nova melhor coisa que já passou" que não pensamos que somos muitas vezes regidos pelas emoções e são elas no final das contas que levam as proverbiais mãos às proverbiais carteiras.

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