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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fast Strategy (ou Estratégias Rápidas)

Vi aqui essas 17 dicas para se chegar a uma estratégia mais rapidamente:

1. Time is not the problem in creating strategy, ideas are. If you can find an idea the time will find itself.

2. Ideas first, facts second. Facts only make sense in the light of an idea.

3. There are only two criteria for judging your creative strategies - are they simple and are they interesting.

4. It is vital to be interesting, it is merely important to be right.

5. If you look in the same place as everyone else you will never find something interesting, no matter how clever you are.

6. Every great solution comes from a great problem. Make sure you understand the problem behind the problem that you are trying to solve.

7. Anything and everything can help you. Take a walk and think about how every shop, sign, ad, conversation and observation might help you solve the problem.

8. Be prepared. Keeping reading the weird shit.

9. Keep your focus on finding out the things you didn’t know you didn’t know.

10. Call upon your latent strategies, the strategies that you have always wanted to use but have never had the chance.

11. Remember that the stale strategic idea of one category is the ground breaking step forward in another.

12. Jam with other people, online or face to face. But don’t engage that trojan horse of mediocrity, the brainstorm.

13. Ask yourself what the brand’s position might be about the something we all care about.

14. A position is an opinion. We live in an age of conversation and opinions are the lifeblood of all conversations.

15. Plan from within. How do you feel about the brand, category or the wider world? How do you explain your own behaviour? You are not unrepresentative, you live in the same brand landscape as everyone else.

16. Trust your instinct - its the most truthful resource you have.

17. Fast strategy is more about decisiveness than speed. Often we need strategic courage more than haste.


Eu até ia traduzir, mas aí lembrei que esse é um blog para planejadores e por isso você deve ter no mínimo uma boa noção de inglês.

Caso contrário clique aqui.

(Esse não é um post pago... rsrs)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

360º ou como estar redondamente enganado

Tenho por princípio desconfiar sempre dos conceitos rotuladores que medram em nosso meio. Houve tantos e vários que nem me atrevo a sequer exemplificá-los aqui. Eles lembram aqueles pássaros soturnos do filme homônimo do Hitchcock. Sem que a gente perceba, eles vão chegando, chegando e, quando menos se espera, já tomaram conta de tudo. Despercebidamente como vieram, se vão, dando lugar a outras aves que ditarão a voga da outra temporada.

O tordo da vez é a estratégia 360º. Nada contra. Acho mesmo fundamental que pensemos as soluções da maneira a mais ampla possível ou mesmo de forma total como se depreende de uma varredura que se pretende abranger todo o arco de possibilidades para ações de marketing.

Mas em que nível de profundidade está se planejando realmente em 360º? O que significa de fato essa postura diante de um job? 360º graus é um mergulho e não a visão perimetral a partir de um giro sobre o calcanhar.

O que tenho visto é a aplicação desse princípio de forma superficial, na maioria da vezes meramente a replicação de uma proposta de comunicação pela web e por todas as possibilidades de no-media disponíveis. Um exemplo: digamos que a campanha de propaganda tenha por gimmick o surgimento de um arco-íris sempre que os protagonistas do comercial usam a solução da marca anunciante. Na visão estreita dos 360º, isso vai significar colocar o tal do arco-íris na Internet, no YouTube, no ponto-de-venda, no céu da cidade, na empena de prédios longe da jurisdição do Kassab, no evento musical ao ar livre, na sala de cinema, na mensagem MMS em ações mobile e, se alguém encontrar um jeito, na chamada do telemarketing também.

Aí, 360º vira sinônimo de redundância, mais do mesmo, e não de sinergia. Tenho visto propostas de 360º que se resolveriam bem e com mais profundidade agindo num arco bem mais estreito.

Isso não seria de todo ruim, podendo até valer como exercício de criatividade para o planejamento se, devido ao tempo exíguo que temos para cada job, essa imposição não implicasse menor aprofundamento da análise das soluções propostas.

A vitória do pensamento 360º sobre a visão fechada que se impunha ao planejamento é algo que comparo à conquista da liberdade em regimes fechados. Inebria e entusiasma, mas cobra o alto preço da responsabilidade.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Promoplanners na Conferência do GP - parte 8

Hoje vou fechar minha participação nos posts sobre a Conferência do GP justamente com o último palestrante do dia: Domenico Vitale, Chief Strategy Officer da Lowe.

O italianíssimo planner começou sua palestra mostrando uma imagem que ele sempre quis mostrar no Brasil, para os brasileiros. Se você ficou curioso e também quer ver a imagem, clique aqui.

Depois desse "quebra-gelo", Domenico começou a apresentar sua linha de raciocínio, que culminaria na idéia central de que grandes idéias não precisam vir necessariamente de 'consumer insights'. Aliás, pelo jeito ele nem consegue mais ouvir a expressão 'consumer insights'. Está cansado do atual pensamento publicitário que delega todas as respostas a 'consumer insights', como se fosse uma espécie de oráculo.

Ele defende que grandes idéias podem vir de um 'brand insight', por exemplo. Esse é o caso da Coca-Cola e sua última campanha, "Viva o lado Coca-Cola da vida". Provavelmente nenhum consumidor foi perguntado sobre qual é o lado Coca-Cola da vida. Isso era algo intrínseco à marca.

Por isso a importância de se pensar a estratégia meticulosamente. Afinal, a estratégia não se resume a uma única linha do brief. É algo que precisa ser pesquisado, estudado, detalhado. Grandes estratégias trazem grandes insights. Os consumidores fazem parte dessa estratégia, e não são a estratégia em si.

Apesar de meu post altamente sintético, acredito que essa seja a mensagem mais importante da palestra do Domenico Vitale. Formular estratégias bem fundamentadas ao invés de simplesmente buscar por 'consumer insights'. Esse pode ser o segredo para o surgimento de grandes idéias.

Opinião pessoal: Domenico Vitale foi um palestrante muito simpático, que mostrou já estar acostumado a esse tipo de apresentação. Essa desenvoltura no palco, em conjunto com o peso de seu nome, fizeram o tema de sua palestra parecer mais sedutor do que realmente é. Mesmo assim foi bem legal. No fim das contas, sai da Conferência com o cérebro oxigenado. Missão cumprida pelo Grupo de Planejamento.