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terça-feira, 6 de abril de 2010

Fórmula Pronta

Existem empresas que descobrem um mote ou conceito interessante, uma forma diferente de divulgar seu produto, o jeito faz sucesso e a empresa acaba usando sempre a mesma fórmula para chamar atenção do consumidor de tempos em tempos.
Seguir sempre a mesma fórmula é ruim? Existe fórmula boa ou ruim? Temos que inovar sempre? Bom, seguir a mesma fórmula parece não ter feito mal a Bombril, nem parece fazer mal para a Mack Color com seu jingle chiclete. (hum, eu não sou fã do jingle, mas quando penso em adesivos, sempre penso neles).
Uma empresa que faz isso muito bem é a Blendtec, uma fabricante de liquidificadores profissionais.
A fórmula utilizada é velha, o site Will it Blend existe há anos. Mas qual é a fórmula? O que eles fazem para o consumidor lembrar da marca sempre e voltarem temporariamente ao hotsite?

Bom, eles se apropriam do que está sendo comentado no momento. Essa semana a abertura de vendas dos iPads era notícia certa. O que eles fizeram? "Liquidificaram" o iPad, assim como fizeram quando lançaram o iPhone, o iPod e outros produtos.
A fórmula é velha, mas a empresa voltou a ser comentada em sites e blogs.

Veja o vídeo abaixo.



Abraços, Filipe

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Decorando o improviso

Odorico Paraguaçu, o bem-amado prefeito de Sucupira, tinha por hábito decorar seus improvisos. Ou seja, formalizava aquilo que era para ser espontâneo.

Isso não é tão absurdo quanto parece. Vez por outra tem alguém decorando o improviso, principalmente quando o meio é o do marketing promocional.

Esse é o caso das solicitações de ações na web que tenham o poder de ser virais. Ricardo Cavallini, em O Marketing depois de amanhã, observa: “Um lado engraçado do marketing viral é que, por depender do comportamento humano, é imprevisível, e portanto muito difícil de prever ou controlar. Ter menos controle é parte da nova realidade (...)”.

Imprevisível e difícil de controlar, essas palavras estão tanto no discurso do Cavallini quanto na essência de tudo o que “depende do comportamento humano”. Talvez, mais para a frente, com maior conhecimento e domínio dos estímulos neurais, possamos controlar o fator viral. No momento, resta-nos exercitar a criatividade e torcer para que o acaso faça o seu papel.

Mas isso não é só. Há ainda a questão do controle que também significa saber a priori se a endemia que criaremos terá capacidade de chegar a uma epidemia, quiçá uma pandemia. Não dá. Por enquanto, serão milhares os espermatozóides-idéias lançados no ato de criação, mas apenas um fecundará o óvulo viral.

Poderemos melhorar essa marca? Por certo, mas até lá vamos evitar decorar o improviso. Lembremos que o tempo passou, mas Sucupira, não. Ela vive em nós.