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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cannes 2009 (com lag de 4 meses)

Como algum de vocês devem ter visto aqui no Promo Planners, fiz uma cobertura do festival de Cannes pelo blog da Aktuell. Há alguns meses eu repassei o conteúdo absorvido por lá para meus colegas e para os clientes da agência, mas só agora a apresentação está disponível para quem quiser ver. E por isso mesmo compartilho com vocês.

Não sei se a coisa vai ficar muito clara, pois grande parte do conteúdo foi transmitido no speech. A apresentação foi apenas um suporte. Mas dá para "pescar" alguns pensamentos e a linha de raciocínio. No final, os cases premiados de promo, design e marketing direto. E caso alguém queira se aprofundar em algum ponto, entre em contato.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Seja a mudança que você quer ver no mundo

Como você vive, sonha, lidera?



Além da mensagem bacana, a apresentação visual é excelente. Inspiração para corações que acreditam no poder da liderança como propulsor de profundas mudanças sociais.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mágica

Sabe aquele ppt com 250 slides que você preparou para uma simples promoção de compre e ganhe?
Cuidado para nåo parecer o mágico do video na hora de apresentar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O feitiço a favor do feiticeiro

Em post que tratava de apresentações das agências de promoção, critiquei o que chamei de truques de prestidigitação com o objetivo de seduzir o cliente. Vídeos com abordagem piegas à guisa de peça “motivacional”, dezenas de peças de PDV sem nenhuma novidade de design, só replicando o mesmo tema, falsas sondagens de opinião registradas em vídeo e montadas de forma a sugerir que o conceito e/ou a estratégia da campanha já foram ungidos pelo target são alguns dos exemplos mais comuns.

Esse tipo de tática até que funciona, mas, como disse Churchill, pode-se enganar muitas pessoas por muito tempo, mas não se pode enganar todo mundo por todo o tempo. Ou seja, continuo acreditando que apresentar idéias pensadas dentro de um planejamento honesto, do tipo que a solução só vem após o equacionamento do problema, e não antes, ainda é a melhor forma de aprovar uma campanha.

Por outro lado, não quero deixar aqui a impressão de que sou contra a busca de formas envolventes de apresentarmos nosso trabalho. Pelo contrário, desde que o “show” esteja dentro do contexto da campanha, de preferência fazendo com que o cliente se sinta na pele do consumidor.
A tal da experiência que queremos que o consumidor vivencie também pode ser aplicada à “estratégia” de apresentação. Veja esses dois cases que testemunhei.

Numa promoção de vendas para o Dia das Mães, para uma marca de eletrodomésticos, em que se buscava uma premiação essencialmente emocional, algo “priceless”, decidimos por presentear uma mãe com um retrato a óleo feito por um artista plástico. Para apresentar essa proposta ao cliente não fizemos nenhum PPT nem marcamos peças, apenas mandamos pintar um quadro exatamente como seria o prêmio tendo por modelo a mãe do cliente (conseguimos uma foto com a cumplicidade de sua secretária). No dia da apresentação, apenas explicamos verbalmente a campanha, sem declinar qual era o brinde, e entregamos o quadro embrulhado como presente. Bingo! Fizemos uma bela campanha com a distribuição de 25 quadros e a implementação de uma série de ações complementares derivadas dessa idéia.

Em outra ocasião, tínhamos desenvolvido um programa de marketing de incentivo cujo diferencial estava na abordagem one to one. A campanha se comunicaria com cada participantes a partir do seu perfil o mais individual possível, tipo impressão digital mesmo.
Para poder explicar quanto isso envolveria o público-alvo, montamos a campanha considerando a pessoa para a qual ela seria apresentada. Levantamos o máximo de informações particulares: time para o qual torcia, preferências de alimentação, cores, manias, episódios pitorescos da vida e tudo o mais que pudesse personalizar a comunicação.
A cada peça apresentada, uma surpresa que logo se transformou numa ansiosa curiosidade em saber o que mais tínhamos descoberto de particular. E isso era exatamente como pretendíamos que a campanha agisse no público-alvo. Não precisamos convencer o cliente, ele chegou à nossa proposta por si próprio.

É evidente que esse caminho não é uma panacéia para ser receitada para todas as ocasiões. Quis aqui apenas mudar o foco do encantamento que buscamos nas apresentações, tirando-o do show egocêntrico que diz “olha como somos criativos” para privilegiar a emoção com a qual queremos envolver o público que buscamos atingir.

Bons feiticeiros, acredito, devem saber usar os feitiços a favor, principalmente de si mesmos.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Free templates

Há algum tempo atrás minha amiga Catarina Moraes, aqui do planejamento da b\, me enviou alguns links que me levaram ao éden dos templates grátis para PowerPoint. Bem, na verdade alguns são pagos, mas aí cabe a você decidir se vale a pena ou não o desembolso.

Seguindo a idéia central do filme "A Corrente do Bem", agora é a minha vez de compartilhar essa utilíssima dica com vocês, colegas de profissão.

A gente nunca sabe quando vai precisar, não é mesmo?

Clique aqui, aqui, aqui ou aqui.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O show precisa parar

Com freqüência, grande parte da força de trabalho nas agências de promoção é alocada para realizar projetos promocionais nos quais o objetivo número um é dar um show na apresentação, encantar o cliente. É lógico que dar show, no sentido de apresentar uma campanha planejada criativamente e bem estruturada, deveria ser default, fazer parte do piloto automático. Mas a coisa não é bem assim. Quando a palavra show faz parte do rebrifing da agência, ela vem como se fosse uma senha para liberar geral, propor qualquer coisa, desde que deslumbrante, mesmo que sem estabelecer nenhuma relação de causa e efeito com os reais objetivos da campanha. Aí vale tudo, desde performances teatrais que vão atingir centenas de pessoas numa praça para uma marca de distribuição em âmbito nacional com alguns milhões de consumidores, até soluções de comunicação no ponto-de-venda que só seriam possíveis se o cliente comprasse a rede de supermercados. Ou então ações que serão registradas em vídeos e depois irão bombar no YouTube, sem se preocupar com qualificação e adequação do público.

Outra forma de dar show, essa bem antiga, é gerar uma única idéia apressadamente para usar o resto do tempo replicando a mesma solução numa miríade de peças tentando aplicar a máxima goelbbesniana da verdade que se constrói pela repetição de uma afirmação.

Bem, pelo que estou dizendo, podemos então concluir que este post é um manifesto contra a ousadia e a favor do pensar pequeno e fazer com o menor esforço. Porém, o show ao qual critico é a eterna tentativa de prestidigitação para encantarmos o cliente, como o sopro da flauta do indiano supostamente faz com a serpente.

Continuo acreditando que nosso único produto é a idéia, o resto são embalagens com as quais a vestimos. Lógico que uma boa apresentação é fundamental para que o cliente consiga visualizar a idéia, mas essa tem que ser a medida.

O show pelo show, diante de clientes mais experientes, pode até fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. Observe como campanhas aprovadíssimas pelo escalão inferior dos clientes, devido aos truques de ilusionismo na aprovação, dificilmente passam incólumes pelo escalão superior.

A tão justamente criticada junioridade nos clientes é outro fator que alimenta nosso tropical show que dificilmente vira business.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O Coitado do Power Point

Venho aqui em defesa do Power Point.

Todos falam mal, humilham, pisam e cospem no coitadinho, mas, vejam: ele é apenas uma inocente vítima dos "utilizadores compulsivos de efeitinho", dos "enchedores de lingüiça e de slides, com letrinhas em corpo 12" e dos horríveis "batedores de recorde de quantidade de slide".

Gente! Coitado do Power Point.

Ok, tá certo, existem várias ferramentas melhores, mas ele não tem culpa se o cliente faz briefings horrorosos com ele. Se o Atendimento faz sobreposições calamitosas. Se mesmo o Planner da sua agência parece não tem noção de formas e cores. Ele é só uma coitada de uma ferramenta. Passiva. Inocente. Tadinho!

Da mesma forma que um Diretor de Arte pode trucidar um layout, ofendendo nossos olhos, e outro pode fazer maravilhas de encher o coração e o bolso, da mesma forma que um Redator pode escrever frases com reticências, exclamações e trocadilhos e outro pode encher olhinhos de lágrimas de emoção e de cifrões, o Power Point pode produzir aberrações ou projetos magníficos.

Depende de quem está mexendo!

Não sou a rainha mundial das apresentações, mas como já falei em outros posts, estudei váaaaaaaaaaarias apresentações, moooooooontes de Power Points, fiz um curso auto-didata "como enxugar tudo isso e deixar com um terço do tamanho", estou, com a graça de Nossa Senhora do Slide conseguindo fazer projetos incríveis (ai, que orgulho, nunca imaginei que eu conseguiria) e acho que isso meio que me gabarita a, assim que terminarmos a seção "De Job em Job" aqui do Promo Planners, começar uma falando apenas disso: como fazer uma PUTA de uma apresentação boa.

Combinado então. Daqui a mais ou menos uma semana acho que já dá pra começar, certo?

Vamos redimir nosso amiguinho e libertá-lo da sanha assassina da Criação, mostrando que o Power Point é do bem!

Até lá.
;)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Menos É Mais

Sabe filme de prisão? Sempre tem uma hora em que a câmera dá um close detalhado nas tatuagens que o personagem principal fez. Se o filme vai mostrar o bandidão se vingando até da quinta geração de quem o prendeu, aparece lá a tatoo "Revenge". A amada o trocou por outro enquanto ele estava encarcerado? "Love" ou o nome dela são marcados para sempre com um caco de telha e uma caneta Bic.

Eu estou pensando em tatuar nas costas das minhas mãos a frase "Menos É Mais". Assim, enquanto estiver digitando, a frase fica lá, gravadona na minha mente, para não ter como eu esquecer disso.

É que a gente fica pesquisando, descobrindo um milhão de dados, faz um diagnóstico em 45 passos, um SWOT maravilhoso, coloca exemplos da concorrência, comparativos, traça uma estratégia maluca, com 3 ângulos, possibilidades e prognósticos... ah meu Deus, olha o cliente com cara de tédio, sem prestar atenção em nada! Joga tudo no anexo! Joga sem dó e enxuga o projeto. Senão, todo o trabalho que você teve resolvendo o job não vai ser ouvido pelo cliente que - e quem vai condenar? - vai achar um saco, se desconcentrar e pronto, lá se foi a concorrência.

Eu sou uma pessoa de sorte: um dos profissionais que mais admiro na nossa área uma vez viu um projeto meu e me tascou um puxão de orelha doído. Mais do que isso: se recusou a ler o projeto. Porque era imenso e, fala sério, quem tem tempo? Menos é mais, ele citou.

A partir daí virei uma centrífuga de textos. Todos são lidos e relidos até eu conseguir diminuir uma parte considerável.

Antes que você diga que meus posts são gigantes, saiba que isso faz pouco tempo e velhos hábitos custam a sair de vez.
: )

Também passei a prestar atenção, nas apresentações nos clientes, em quais partes poderiam ter sido diminuídas ou feitas de outro modo, para ficar mais objetivo, mais forte, mais eficiente.

Sim, é difícil. E toma tempo. E dá dó de cortar coisas. É como se cada slide fosse um tijolinho de classificado com limite de toques. É um inferno.

Mas vale a pena. Fora que, com o tempo, começa a doer menos. Principalmente porque todo o trabalho que você teve resolvendo o job vai ser ouvido na íntegra na hora da apresentação. Ninguém vai bocejar, desconcentrar ou ficar com cara de tédio.

Na prática, funciona assim: em um projeto eu tinha, só no diagnóstico, quatro slides com um volume assim de texto:


Enxuga daqui, enxuga dali, cheguei a um só slide com o essencial para entender o que estava sendo dito ali:



E não custa nada caprichar no visual do seu projeto. Isso não significa, mas de jeeeeeeeeeeito NENHUM, efeitinhos mirabolantes, musiquinha e/ou templates que parecem sobras do cenário do Silvio Santos. Também não é preciso depender da Criação para ter um fundinho decente. Seja simples e limpinho, dê a dinâmica que você precisa e assim você economiza ainda mais slides:



(mas dê uma mostradinha pro Diretor de Arte do job antes de salvar, porque, definitivamente, os caras, às vezes com um toquinho só, deixam o projeto bem melhor de ser apresentado. Esse aí em cima, por exemplo, ainda não passou por eles, já tô levando, tô levandooooo)

Menos é mais.
Foi o que ouvi e o que fico me lembrando a cada novo projeto que tenho que escrever.
Como se estivesse tatuado na mão mesmo.
E tem dado certo.

Aqui tem várias apresentações "menos é mais" para você estudar e se inspirar.

E aqui, a regra 10/20/30 do Guy Kawasaki para apresentações eficientes (em inglês).

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Change the world or go home - PSFK

Hoje estava navegando pelo meu Google Reader, mais especificamente no feed do PSFK, site internacional de insights e tendências, quando me deparei com uma apresentação visualmente muito atraente, e com conteúdo interessante para planners e outros profissionais da comunicação (apesar de não ser nada muito novo para quem acompanha o trendwatching ou o WGSN):



Apesar da contextualização com o mercado estadunidense/europeu, creio que esse tipo de material seja muito importante para nos conectarmos com questões que estão sendo discutidas lá fora. Só assim podemos absorver informações importantes que podem ser readequadas e utilizadas em nossos jobs aqui dentro.

Afinal, para planners e criativos, um vasto repertório é fundamental.